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    Como Braços de Equilibristas -
O Livro dos Artigos.

Edições UFC, 2001.
 
     

"Em Como Braços de Equilibristas Flávio Paiva procura extrair de cada evento um sentido, expandindo sua reflexão que freqüentemente alcança o Ceará, o Brasil e o cenário mundial, desnudando o que o retrato ou discurso bem comportado trata de ocultar" (Paul Singer)

"Como artífice da escrita, Flávio Paiva tornou-se um dos mais populares e constantes articulistas da imprensa cearense. E a prova disso está em Como Braços de Equilibristas" (Laécio Ricardo)

 
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"É realmente muito estranha essa sensação de fazer parte de uma gente que só consegue repousar quando está em movimento."

 
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LIVRO DE ARTIGOS
Jornal O Povo, Fortaleza, 30/10/2001

Lançamento
Foi lançado ontem, às 16h30min, o novo livro do jornalista Flávio Paiva: Como braços de equilibristas - o livro dos artigos na Sala de Reuniões da redação de O POVO. O evento contou com a presença do presidente da Empresa Jornalística O Povo S/A, jornalista Demócrito Dummar, e do também jornalista Ítalo Gurgel, presidente do Conselho Editorial das Edições UFC, al´me dos editores e repórteres. O livro é uma compilação de artigos publicados no jornal, especialmente no caderno Vida & Arte do qual Flávio Paiva é articulista.

Como Braços de Equilibristas
Revista Comércio - Federação do Comércio - SESC/SENAI/IPDC-CE, Agosto de 2001

A natureza cotidiana do interesse jornalístico puxada à sua dimensão atemporal é a tônica de "Como Braços de Equilibristas", o novo livro do jornalista Flávio Paiva, que já está à venda (R$25,00) na livraria das Edições UFC (85) 283.4069. O livro com prefácio do economista Paul Singer, da USP, é uma coletânea de 90 (noventa) artigos, através dos quais o autor procura de maneira apaixonada fazer um esforço de interpretação do próprio tempo.

Para Flávio Paiva, "Como Braços de Equilibristas" revela uma urgente necessidade de sairmos um pouco do "como" os fatos ocorrem para o "por quê", despertando as interrogações que o imediatismo teima em deixar fora das prioridades da nossa consciência coletiva. Ao organizar textos, através dos quais tenta encontrar sentido nos aconrecimentos diários, o autor busca subsídios para o preenchimento desse vazio indesejável que banaliza a vida.

Convicção e a vontade de dizer
Jornal O Povo, Vida & Arte, 30/06/2001

MATÉRIA DE CAPA
O jornalista Flávio Paiva reuniu artigos publicados na imprensa, desde a década de 80, em Como Braços de Equilibristas, o Livro dos Artigos. Nos 90 textos escolhidos, ele põe o foco sobre a contemporaneidade, a memória, novas mídias, cultura e comportamento, que traçam o perfil de um sujeito inquieto diante do mundo e esboçam a percepção sutil de um tempo e um lugar

Eleuda de Carvalho
Da Redação

Ele continua de Independência. Quando veio do interior, até podia ser puro e inocente, como na canção de Raulzito, mas de besta não tinha nada. Curioso com o mundo expandido representado pela capital, Flávio Paiva trazia também o universo do sertão, para dialogar com a cidade voltada para o mar.

Da pensão do Jacaré, ali no Benfica, o rapaz andava léguas até chegar na casa da namorada, no Jardim Iracema. Depois, a gandaia adolescente da Volta da Jurema, a universidade, a agitação estudantil, a efervescência da UFC nos anos 80, com o movimento político, as revistas e jornais publicados, que marcaram uma época. Entre eles, o irreverente Sem Regras , onde a caneta afiada de Tarcísio Matos fazia par com aquele jornalista principiante que se assinava Flávio D'Independência.

Nome com o qual enveredou outros caminhos, como a música, por exemplo. Já beirando os 40 anos, outra mudança substancial soprou para os lados do homem: a paternidade. Casado com a jornalista Andréa Pinheiro, ambos compartilham o filho Lucas e agora esperam um novo amor, que já tem nome, Artur. É para eles que o pai coruja dedica seu novo livro, Como Braços de Equilibristas, o Livro dos Artigos , que será lançado hoje, de 10 da manhã às cinco da tarde, no Mini Museu Firmeza, casa dos amigos Estrigas e Nice.

Vida & Arte – Na sua conversa inicial com o leitor, “À Gusa de Introdução”, você cita um artigo de Ariano Suassuna, sobre a missão do escritor. Por outro lado, a perseverança com que você aborda temas locais em tom universalista e sua inquietação do mundo me levaram a pensar no Movimento Armorial.

Flávio Paiva – O Movimento Armorial foi esse sentimento organizado, aprofundado, que em mim não é. O meu é um sentimento vadio. Não tenho uma profundidade em estudos que me dê a capacidade de elaborar uma coisa com tanta sofisticação quanto foi tudo aquilo ali. Dentro da expressão que você usou, inquietação, da relação com o mundo, de se colocar no mundo, acho até que sim. Eu diria que o ponto mais comum que tem é o da paixão, é ser cem por cento inteiro. Todo aquele grupo se identificou nessa nacionalidade, nas insígnias, nas iluminuras que atravessaram o Atlântico e se estabeleceram aqui, dentro das peculiaridades da natureza e cultura nordestina, não tenho nem como me comparar. Sou provocador do olhar, não tenho muita pretensão além disso.

V&A – Quando você diz que esse seu olhar é vadio, e portanto mais lúdico, fiz uma ligação com o prefácio que Paul Singer escreveu. Ele fala da sincera paixão que move sua escrita, que muitas vezes vai até ao exagero caricatural.

Flávio Paiva – Quem vive numa sociedade como a brasileira, com tanta abundância e insuficiências, e se permite tentar perceber o tanto que a gente está perdendo por não se observar, dá um certo desespero. E às vezes a forma de você tentar cutucar mais alguém pra isso é com o exagero. O exagero necessário para se poder olhar, como diz o Paul. Isso em mim é a mistura da convicção com a vontade de dizer. E a convicção não é uma verdade, é um espírito da necessidade, do desejo. No caso do artigo de jornal, principalmente, que sei que uma diversidade de pessoas vai ter acesso àquilo ali, o cutucão acaba sendo mais forte. É a gente se auto-acordar. Como esse cara que grito pro amigo que vai ser atropelado no meio da rua, você tem que gritar alto, tem que ser rápido, tem que empurrar o cara.

V&A – Para realizar o livro, você teve que revisitar os textos mais antigos, não só os artigos para o Vida & Arte como colaborações lá da década de 80. Você teve que burilar, mezer em alguma coisa? Em quê?

Flávio Paiva – O primeiro sentimento, quando pensei em fazer o livro, era até tentar me encontrar nesse conjunto. Quando você se dispõe a olhar e comentar as coisas, está correndo um risco seríssimo, cotidiano. Porque você não é um especialista, é um “sentidor”. Se me incomoda, eu posso falar, se me deslumbra também. Com a despretensão com que sempre fiz minhas coisas, sem anunciar verdades. É um processo. A compreensão é diferente, se você é mais novo. Fui localizando os artigos e vendo quais eram os que se identificavam. Deixei fora principalmente os artigos sobre política, mais factuais. Como critério zero, escolhi o que foi escrito que ficou atemporal, em que a reflexão é maior do que o fato. Tirei datas, por sugestão do meu amigo Wander Frota, tirei aquelas gorduras.

V&A – Quando começou o projeto de reunir os artigos de jornal?

Flávio Paiva – Quando eu ganhei esse livro ( O Ceará e os Cearenses , reedição fac-similar, pela Fundação Waldemar Alcântara, de artigos do escritor Antônio Bezerra, publicados em meados de 1890, em jornais de Manaus). Fiquei super-animado porque, de certa forma, quando você registra uma série de pensamentos, alguém, daqui a vinte, cem anos, será que vai ler esse negócio como eu estou lendo esse Antônio Bezerra, com tanta curiosidade sobre o olhar dele da época? Isso dá uma sensação muito prazerosa. Quando recebi esse livrinho, percebi o quanto está sendo pra mim, ser que faz parte de um mundo, de um lugar, de uma gente, de um jeito de se comportar, de pensar, estar dando uma contribuição como ele deu, há mais de cem anos. Esse livro me emocionou profundamente, e fico pensando se, um dia, alguém vai se emocionar com o meu livro, que tem um valor espiritual muito grande pra mim.

V&A – Em que sentido?

Flávio Paiva – É a coisa da conversa, de poder conversar sem medo de ser ridículo. Tipo assim, sem o freio de o que é que vão dizer, se estou pensando besteira ou não. Quando vi a sequência de todos os artigos, é como se eu tivesse acendido em mim uma segurança de que as coisas podem estar distorcidas ou fora de propósito, mas você sente que têm uma alma. O existir dessa alma catalogada me emociona demais.

Serviço: Como Braços de Equilibristas, O Livro dos Artigos – Flávio Paiva. Edições UFC, 360 páginas em papel reciclado. Prefácio de Paul Singer. Lançamento hoje, de 10h às 17h, no Mini Museu Firmeza (Mondubim). Preço especial de lançamento: R$ 20,00. Depois, o livro pode ser encontrado nas livrarias da cidade e na loja das Edições UFC (av. da Universidade, 2995 – Benfica). Informações: 283-4969.

Artigos de um equilibrista
Diário do Nordeste, Caderno 3, 30/06/2001

Laécio Ricardo
da Editoria do Caderno 3

O artigo é o texto jornalístico que melhor contempla o ato da reflexão, por conceder ao seu autor a liberdade necessária para opinar sobre um tema determinado. Como artífice da escrita há 15 anos, Flávio Paiva se tornou um dos mais populares e constantes articulistas da imprensa cearense.

Tanto tempo destinado à produção de textos que primam pela ponderação e o discernimento só poderia resultar no acúmulo de um farto material para futuras edições. De olho neste acervo, Flávio Paiva acaba de lançar “Como Braços de Equilibristas - O Livro dos Artigos” (Edições UFC). Como o jornalista prefere descrever, “a obra surgiu do desejo de reunir, num único volume, diversos fragmentos de olhares, de forma a poder compartilhar, de forma sistematizada e com um público maior, tantas considerações”.

Segundo o autor, é difícil especificar uma temática dominante nos artigos coletados no livro - 90 no total, publicados na imprensa cearense entre 1987 e 2001. O critério básico de seleção dos textos, acrescenta Paiva, é a atemporalidade das idéias neles contidas - sua permanência e atualidade - e não o impacto dos fatos que suscitaram a discussão.

“O fato é apenas a matéria-prima da interpretação; o trabalho em si é a reflexão, o objetivo é comunicar. Se houver uma necessidade de sintetiza o conteúdo dos artigos, eu diria que cultura e comportamento, em seu sentido lato, são temáticas centrais. O meu desejo maior é contribuir para nos libertar deste pensamento colonial que muitas vezes insistimos em carregar”, complementa.

As ponderações de Flávio parecem ter cativado um público mais amplo que o universo de leitores cearenses. “Paiva chama esta coletânea de o livro dos artigos, mas bem que poderia ser de crônicas. A crônica é um gênero literário que trata de marcar o tempo, a época em que se vive, com reflexões sobre os acontecimentos, procurando discernir na fugacidade do cotidiano o que é permanente e fundamental. É isto o que o autor faz, com paixão e pertinácia”, escreve Paul Singer, economista e professor da USP, no prefácio da obra.

Sabiamente, Paiva também apresenta na coletânea o recall dos leitores em dois capítulos que, segundo ele, têm um sentido de progresso - asseguram a continuidade das idéias levantadas nos textos, são um prolongamento dos debates travados nas páginas dos jornais. Para compor os capítulos, o autor reuniu 60 cartas de leitores, dispostos em ordem alfabética, de forma a garantir um tratamento idêntico a todos os interlocutores, ilustres ou não.

Com tiragem inicial de mil exemplares e todo impresso em papel reciclado, o livro será lançado neste sábado, de 10h às 17h, no Mini Museu Firmeza (Mondubim Velho), no sítio do casal de artistas plásticos Nice e Estrigas. Quanto ao horário prolongado para o lançamento, Flávio é enfático: “Não há uma hora exata para se chegar, mas um tempo. A idéia é estimular o diálogo, provocar discussões, o que tem tudo a ver com a tônica dos artigos. E nenhum lugar é melhor para refletir do que o sítio de Estrigas”, confidencia.

Agenda em 2 Tempos:
Diário do Nordeste - coluna Edilmar Norões, 30/06/2001

1- O livro do jornalista Flávio Paiva será lançado neste sábado, das 10 às 17 horas, no Mini Museu Firmeza, no Mondubim.
(...)


Diário do Nordeste, 29/06/2001

Jornalista Flávio Paiva autografa o livro "Como Braços de Equilibristas", amanhã, no Mini Museu Firmeza.

Fio Direto
Diário do Nordeste, Caderno 3, Regina Marshall, 29/06/2001

Jornalista Flávio Paiva autografa o livro "Como Braços de Equilibristas", amanhã, no Mini Museu Firmeza.

COMO BRAÇOS DE EQUILIBRISTAS - O LIVRO DOS ARTIGOS SERÁ LANÇADO DIA 30
Site Personalidades - Luciano Diógenes, 28/06/2009
www.personalidades.inf.br

O lançamento do livro "Como Braços de Equilibristas - O Livr dos Artigos" se autoria do Jornalista Flávio Paiva, editado pela UFC, será realizado no próximo sábado, dia 30, das 10 às 17 horas, no Mini Museu Firmeza.

& MAIS
Jornal O Povo, Sônia Pinheiro, 28/06/2001

Sábado, das 10 às 17 horas, no Mini Museu Firmeza, lançamento de Como Braços de Equilibristas , livro recheado por artigos do jornalista Flávio Paiva.

Flávio Paiva...
Diário do Nordeste - coluna Lêda Maria, 27/06/2001

...faz lançamento do livro que agrupa seus artigos. Denominado "Como Braços de Equilibristas" e editado pela Editora da Universidade Federal do Ceará (Edições UFC), ele reúne muitos amigos, sábado, 30 de juno, das 10 às 17 horas, o belo local que abriga o Mini Museu Firmeza (próximo à via férrea do Mondubim).

Agenda em 3 Pontos
Diário do Nordeste, Edilmar Norões, 25/06/2001

(...)
3- O livro “Como Braços de Equilibristas”, de autoria do jornalista Flávio Paiva, será lançado no próximo sábado, das 10 às 17 horas no Mini Museu Firmeza, em Mondubim. Como bem assinala o convite, “um dia reservado – é só escolher o horário – para conversa solta, com respeito ao tempo ontológico e as influências que um sábado junino pode exercer em cada convidado”.

 
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CAPÍTULO 1: AVESSO BÁSICO,
que reúne os textos nos quais lanço meu olhar sobre o cotidiano como forma de expressar conceitos que vão de encontro à realidade.

CAPÍTULO 2: ESPELHO EMBAÇADO,
que descreve aspectos do dia-a-dia nos quais tento me perceber, mas não encontro nitidez no foco entre o real e o meu pensamento.

CAPÍTULO 3: CAVACO BOM,
que expõe fatos, gestos e personalidades nos quais reverencio qualidades exemplares e ardentes como gravetos que atiçam fogueiras.

 
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