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Eu era assim |
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PEDRINHO GUARESCHI |
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| Sobre o livro | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Lançamento em SP:
Lançamento em Fortaleza:
Data: sábado, dia 28 de março de 2009 www.flaviopaiva.com.br Autor(a): Paiva, Flávio |
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RELEASE Flávio Paiva lança livro sobre a crise na Infância O jornalista e escritor Flávio Paiva faz 50 anos e comemora com o lançamento de um livro que trata da tragédia do consumismo na infância, de experiências pedagógicas empíricas, da força invisível da cultura, do lúdico como a liga da contação de histórias entre adultos e crianças e da urgência do brincar. Na crise do padrão civilizatório que atinge o meio ambiente e as relações humanas a infância é a parte mais sacrificada. Em muitos países do mundo, inclusive no Brasil, estão sendo tomadas medidas de proteção à criança diante de um modelo que entrou em exaustão pelos desequilíbrios resultantes de suas próprias inconseqüências. Os males e as soluções para esse grave problema do mundo contemporâneo estão reunidos no livro “Eu era assim – Infância, Cultura e Consumismo”, que o jornalista e escritor Flávio Paiva lança em Fortaleza neste sábado, dia 28 de março, no Centro de Referência à Infância – Incere. O livro é para adultos, mas vai ter show para crianças , com a Banda Dona Zefinha cantando músicas dos livros Flor de Maravilha e A Festa do Saci, de Flávio Paiva. Em “Eu era assim – Infância, Cultura e Consumismo” Flávio Paiva revela que a única certeza absoluta com a qual a sociedade contemporânea se depara é a de que não há mais espaços para saberes e conhecimentos absolutos . A transdisciplinaridade é uma das características do tempo, dos olhares, das identidades e da comunicação em um mundo que se redescobre na sua própria crise de significados. A construção da realidade cotidiana desorganiza a lógica do discurso linear e do olhar bem comportado sobre uma educação que não está mais somente na responsabilidade da família, da escola e da igreja , mas também dos meios de comunicação de massa e das redes sociais físicas e virtuais. As perspectivas de sociabilidade e de sustentabilidade apontam para uma reeducação do múltiplo com o múltiplo e pelo múltiplo , que passa pelo fortalecimento da cultura, da cidadania, da importância da reconsideração da natureza e, sobretudo, pelo respeito à infância. Em seu livro, Flávio Paiva presenteia o leitor com diálogos praticados na interdependência das disciplinas , nas interfaces das ciências humanas e sociais e no que seria uma proposta educativa do jornalismo, tendo como elementos de catálise o drama social vivido pela infância, diante da homogeneização cultural e do fenômeno do consumismo. Em seus escritos, o autor, com curiosa estranheza e largado senso de participação, faz o cruzamento desses temas, pelos campos da educação, da literatura, do direito, da filosofia, da psicologia, da neurociência, da sociologia e da comunicação social , em falas cheias de expectativas e de crença na vitória da ética humana. Do mesmo modo que as circunstâncias atuais fizeram desaparecer os absolutos, nas páginas de Eu Era Assim o único ponto conclusivo é o que coloca o processo como produto da discussão de idéias, opiniões e de conceitos. |
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| Imagens e Vídeos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Lançamento do livro Eu era assim Data: 24 de maio de 2009 (domingo) Clique para ver as fotos ampliadas
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| Alcance | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Brincadeira de criar
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Antônio Nóbrega no palco com a banda Dona Zefinha
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Gabriel Ribeiro, 13 anos, comandava uma fileira de meninos, todos da mesma família. Mateus, 10 anos, Pedro, 8, e Vinícius, 3 anos, moradores das imediações do Capão Redondo, Zona Sul da capital paulista, nunca tinham ido ao Teatro Brincante, onde aconteceu o lançamento, em São Paulo, do livro do escritor cearense Flávio Paiva, intitulado ´Eu Era Assim - Infância, Cultura e onsumismo´, editado pela Cortez Editora. A meninada da família Ribeiro esperava ansiosa pelo começo do show. Banda Dona Zefinha? Nunca ouviram falar. Flávio Paiva? Também não. Ninguém sabia o que ia acontecer. ´Só sei que tem palhaço e eu gosto muito´, disse Pedro, com um sorriso rasgado. Saíram maravilhados com a autêntica festa de som, luzes e cores da qual participaram, em uma recente tarde ensolarada de domingo.
Logo no início, um pequeno atraso no show aumentava a ansiedade. ´Começa, começa´, gritavam os meninos Ribeiro, fazendo coro com a meia centena de crianças espalhadas pelas arquibancadas do teatro. Os acompanhantes adultos não aderem, mas também não impedem o protesto. Flávio Paiva, mostrando sua habilidade em lidar com o publico, pede a palavra e ganha tempo para que a câmera que filmou o espetáculo fosse devidamente montada. ´Quero dizer a todos, meninos e meninas, que esse livro e esta festa são para adultos que acreditam nas crianças e para as crianças que acreditam nos adultos´. Conquista a platéia.
Tudo saiu do jeitinho que Flávio Paiva certamente gosta. E bem dentro do espírito do livro, que prega, entre outras teses, a valorização da cultura da infância, mediante a sensibilização das comunidades, como uma das ferramentas indispensáveis para fazer frente à invasão da alma infantil pela cultura do consumismo. Prestigiando o conterrâneo, a banda Dona Zefinha, liderada por Orlângelo Leal, encantou a audiência com uma explosão de sonoridades e cores, na tradição dos melhores musicais dirigidos ao público infantil. Teve até um palhaço da perna-de-pau, num espetáculo digno do Teatro Brincante, fundado na Vila Madalena, Zona Oeste da capital paulista, pelo músico e ator pernambucano Antônio Nóbrega, um dos mais completos artistas brasileiros na atualidade.
O espetáculo
Apagam-se as luzes, a banda Dona Zefinha entra espalhando alegria com suas roupas coloridas, palhaços alegres e comoventes. A música contagia a garotada, que acompanha com palmas e gritos e participa com gosto. Os adultos também entram na festa. Todo mundo vira criança. Os atores apresentam jogos, danças e brincadeiras cantando composições do próprio Flávio Paiva, publicadas nos livros ´Flor de Maravilha´ e ´A Festa do Saci´. Duas delas - ´Marimbondo Azul´ e ´Festa do Saci´ - em parceria com o líder da banda, Orlângelo Leal. Simples como um conto infantil, o espetáculo ganhou em sonoridade e sofisticação com o suporte dos músicos paulistanos André Magalhães, na bateria e percussão, Luiz Waack, guitarra, e Paulo Lepetit, no baixo. E não faltou uma canja de Antônio Nóbrega, que encantou a todos com suas acrobacias ´procurando a lagartixa´.
Objetiva na mão, o fotógrafo Maurício Bovi, tio de Gabriel Ribeiro, que trabalha há mais de seis anos com cerca de 80 jovens da Zona Sul vitimados pelas drogas, violência e desagregação familiar, registrou todo o show. Estava emocionado. ´Foi uma experiência gratificante trazer os meninos para assistir´, disse. ´Espetáculos como esse são fundamentais para manter acesa a alegria das crianças e recuperar o encanto perdido pelos adultos´. Gabriel é contundente. ´Que show! Que banda boa! Nunca tinha visto banda com palhaço´.
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| Chico César conferiu o lançamento do livro do amigo: “Tenho o maior respeito e admiração por sua militância cultural, sua luta para incluir o adulto no mundo das crianças e vice-versa, trabalhando sempre sem fazer concessões” |
Caminhando juntas, música e literatura se entrelaçaram para
admiração geral de uma platéia que, entre outras personalidades, contou com a presença da cantora cearense, radicada em São Paulo, Mona Gadelha, e do cantor e compositor Chico César, que veio acompanhado de um convidado especial, o pianista congolês radicado na França Ray Lema. Divertiam-se lado a lado o pesquisador e escritor paulistano Vladimir Sacchetta, parceiro de Carmen Azevedo e Márcia Camargos no livro ´Monteiro Lobato - Furacão na Botucúndia´, e a escritora e contadora de histórias pernambucana Lenice Gomes, autora, entre outros, dos livros ´Na boca do Mundo´ e ´Quando eu digo digo digo´.
Marcaram presença, ainda, a pesquisadora Neusa Meirelles, representando Julia Palácios, presidente mexicana da Associação Internacional para o Estudo da Música (IASPM). E a educadora Ana Lúcia Villela, presidente do Instituto Alana, organização da sociedade civil que mantém o Projeto Criança e Consumo. A interação das crianças, pais, personalidades e do público com os artistas constituiu-se em um espetáculo à parte. Ao cair da noite, Flávio Paiva iniciou a sessão de autógrafos. Na fila, a fisionomia das pessoas não deixava dúvidas. O lançamento foi um sucesso.
Lançamento show
Jornalista e colunista do Diário do Nordeste, Flávio Paiva, 50 anos, é natural de Independência, a 300 quilômetros de Fortaleza. Com 13 obras em seu currículo, seu novo livro ´Eu Era Assim - Infância, Cultura e Consumismo´ reúne artigos e crônicas que percorrem com visão crítica os caminhos da cultura, da educação, do respeito à criança, da literatura infanto-juvenil e dos meios de comunicação. Além de reminiscências e reflexões sobre o cotidiano, envolvendo desde sua família e amigos a pessoas que fazem educação a partir da cultura, sempre relacionadas com os direitos e deveres do cidadão, a sustentabilidade e o respeito à vida no planeta.
´A obra de Flávio uniu-se à criatividade da Dona Zefinha e proporcionou um espetáculo, ímpar, de primeira linha, com situações que a gente vive no cotidiano e não se dá conta´, declarou o Diretor-presidente da Cortez Editora, José Xavier Cortez. O editor afirma que Paiva é uma das pessoas mais inteligentes que ele conhece. ´Tudo que ele faz é da melhor qualidade. Pessoas assim sofrem de certo esquecimento pela mídia, mas vão em frente porque o que não lhes falta é embasamento cultural e criatividade´.
O polivalente Antônio Nóbrega testemunha: ´Conheci o Flávio há cerca de dez anos em Fortaleza e tenho enorme identificação com o que ele faz. Seu trabalho, voltado para as coisas em que eu acredito, estabelece e amplia um diálogo maior entre nós. Minha admiração aumenta pela sensibilidade com que ele trata assuntos envolvendo as crianças, a educação e as artes. Gostei demais dessa parceria com a Dona Zefinha, cuja interpretação do gênero infantil vi pela primeira vez´.
Chico César acrescenta: ´Conheço Flávio há muitos anos, tenho o maior respeito e admiração por sua militância cultural, sua luta para incluir o adulto no mundo das crianças e vice-versa, trabalhando com temas como brinquedos e brincadeiras, ecologia e respeito à natureza, entre outros, sem fazer concessões´.
Vladimir Sacchetta, companheiro de jornada na literatura, destaca: ´Flávio Paiva é um homem de sete instrumentos. Ele é jornalista, escritor, ensaísta, poeta, compositor, sabe trabalhar bem todas as linguagens, sempre comprometido com a brasilidade. Tanto que tem como inspiração o escritor Monteiro Lobato. Nas questões culturais, suas idéias são cosmopolitas, com o olhar voltado para as culturas local, nacional e internacional´.
A escritora Lenice Gomes completa: ´Flávio encanta pela sensibilidade com que trata todos os temas que se propõe a estudar e analisar. Com esse livro, não é diferente. Não sabia que ´Flor de Maravilha´ e ´A Festa do Saci´ tinham um espetáculo com banda e palhaços . Fiquei encantada, foi uma verdadeira celebração da palavra, um tributo à literatura oral. A recuperação do mito do Saci encanta crianças e adultos. Trabalhos como esses devolvem a esperança às pessoas´.
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Almanaque Brasil nº 122, Junho/2009
Eu Era Assim
Flávio Paiva
O educador cearense reúne crônicas para propor um novo velho jeito de formar as crianças: com a valorização da cidadania e da cultura nacional.
Cortez, 336 p., R$ 42
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Lançamento do Livro - "Eu Era Assim: Infância, Cultura e Consumismo"
Instituto Alana, 24/05/2009
Flávio Paiva, colunista do jornal Diário do Nordeste e membro do Conselho Consultivo do Projeto Criança e Consumo, estará lançando, no dia 24.5.2009, o livro "Eu Era Assim: Infância, Cultura e Consumismo, editado pela Cortez Editora.
Trata-se de um encontro de adultos que acreditam nas crianças e de crianças que acreditam nos adultos, com show infantil da Banda Dona Zefinha. O evento também contará com a participação dos músicos paulistanos André Magalhães, Luiz Waack e Paulo Lepetit, que interpretarão músicas dos livros "Flor de Maravilha" e "A Festa do Saci", também de autoria de Flávio Paiva.
Data: 24.5.2009
Local: Teatro Brincante
Rua Purpurina, 428 - Vila Madalena
Horário: 16h
Entrada franca
Mais informações: (11) 3816-0575
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Nossa Estante: Livro sobre consumismo infantil será lançado no domingo
Revista Fórum, 22/05/2009
A banda de músicas infantis será acompanhada dos músicos paulistanos André Magalhães, Luiz Waak e Paulo Lepetit, que interpretarão múisicas dos livors "Flor de Maravilha" e "A Festa do Saci", ambos de Paiva.
Leia abaixo resenha do livro
O jornalista e escritor Flávio Paiva retrata o quanto pode ser trágico o consumismo na infância, principalmente durante a atual crise do padrão civilizatório, onde o respeito à diversidade, a pluralidade cultural e à cultura da infância, está em jogo.
Em “Eu era assim – Infância, Cultura e Consumismo”, Flávio Paiva, aborda a crise da infância e do consumismo como um problema transcultural, espalhado pela maioria das nações, e que exige uma reeducação coletiva a partir da transdisciplinaridade. Flávio também acredita e aborda sobre o papel essencial da mídia, como educador da sociedade, uma vez que não há mais espaços para saberes e conhecimentos absolutos.
As perspectivas de sociabilidade e de sustentabilidade apontam para uma reeducação do múltiplo com o múltiplo e pelo múltiplo , que passa pelo fortalecimento da cultura, da cidadania, da importância da reconsideração da natureza e, sobretudo, pelo respeito à infância.
Esta ultima frontalmente atacada pela mesma mídia que Flávio aponta como essencial para a nova mudançã de paradigma da sociedade. Mas, que esta sendo confrontada através de iniciativas da sociedade civil para coibir campanhas publicitárias abusivas.
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Flávio Paiva lança livro sobre Infância, Cultura e Consumismo, no Teatro Brincante, em São Paulo
Agência Newsfree, 22/05/2009
Flávio Paiva é um escritor-educador que vai fazendo as perguntas, que não para, que incomoda e desacomoda, que procura levar consciência às pessoas, uma consciência que liberte.
Pedrinho Guareschi - PUC/RS
O jornalista e escritor cearense Flávio Paiva lança no próximo dia 24 de maio, em São Paulo, o livro Eu Era Assim – Infância, Cultura e Consumismo (Cortez Editora, 336p., São Paulo, 2009), no qual trata da violência do consumismo na infância, de referências pedagógicas não-convencionais, da força invisível da cultura, do lúdico como liga da contação de histórias entre adultos e crianças e da urgência do brincar.
O evento, para adultos e crianças (JUNTOS) conta com show infantil da Banda Dona Zefinha e a participação especial dos músicos paulistanos André Magalhães (bateria/percussão), Luiz Waack (violão/guitarra) e Paulo Lepetit (baixo), interpretando músicas dos livros Flor de Maravilha e A Festa do Saci, de Flávio Paiva.
Para crianças Flávio Paiva escreveu e compôs Flor de Maravilha (20 histórias e 20 músicas – acompanha CD com interpretação de Olga Ribeiro), Benedito Bacurau – o Pássaro que não nasceu de um ovo (prefácio de Rubem Alves, leitura e ilustrações musicais feita em CD por Antônio Nóbrega), A Festa do Saci (acompanha CD com 13 músicas interpretadas por Giana Viscardi, Marcelo Pretto, Suzana Salles e Orlangelo Leal), Titico achou um anzol (aventura com aves e animais da caatinga) e Fortaleza – de dunas andantes a cidade banhada de sol. Todos editados pela Cortez Editora (www.cortezeditora.com.br)
Eu era assim – Infância, Cultura e Consumismo
Autor: Flávio Paiva
Editora: Cortez (São Paulo)
Formato: 16x23 cm
Nº de páginas: 336 págs.
Preço de referência: R$ 42,00
Evento de Lançamento
Data: 24 de maio de 2009 (domingo)
Hora: 16 horas
Local: Teatro Brincante
(Rua Purpurina, 428 – Vila Madalena – (11) 3816-0575)
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Livro que trata sobre Infância, Cultura e Consumismo é lançado em São Paulo
Instituto Ressoar, 20/05/2009
O jornalista e escritor cearense Flávio Paiva lança no próximo dia 24 de maio, em São Paulo, o livro ´Eu Era Assim - Infância, Cultura e Consumismo´, no qual trata da violência do consumismo na infância, de referências pedagógicas não-convencionais, da força invisível da cultura, do lúdico como liga da contação de histórias entre adultos e crianças e da urgência do brincar.
O evento de lançamento do livro foi planejado, para que adultos e crianças possam curtir juntos o show infantil da Banda Dona Zefinha, do Ceará, e a participação especial dos músicos paulistanos André Magalhães, Luiz Waack e Paulo Lepetit, interpretando músicas dos livros Flor de Maravilha e A Festa do Saci, de Flávio Paiva.
Serviço
Lançamento do Livro “Eu era assim – Infância, Cultura e Consumismo”
Data: 24 de maio
Horário: 16 horas
Local: Teatro Brincante - Rua Purpurina, 428 - Vila Madalena
Telefone: (11) 3816-0575
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Flávio Paiva é um escritor-educador que vai fazendo as perguntas, que não para,
que incomoda e desacomoda, que procura levar consciência
às pessoas, uma consciência que liberte.
Pedrinho Guareschi - PUC/RS
O jornalista e escritor cearense Flávio Paiva lança no próximo dia 24 de maio, em São Paulo, o livro Eu Era Assim - Infância, Cultura e Consumismo (Cortez Editora, 336p., São Paulo, 2009), no qual trata da violência do consumismo na infância, de referências pedagógicas não-convencionais, da força invisível da cultura, do lúdico como liga da contação de histórias entre adultos e crianças e da urgência do brincar.
O evento, para adultos e crianças (JUNTOS) conta com show infantil da Banda Dona Zefinha e a participação especial dos músicos paulistanos André Magalhães (bateria/percussão), Luiz Waack (violão/guitarra) e Paulo Lepetit (baixo), interpretando músicas dos livros Flor de Maravilha e A Festa do Saci, de Flávio Paiva.
Data: 24 de maio de 2009 (domingo)
Hora: 16 horas
Local: Teatro Brincante
(Rua Purpurina, 428 - Vila Madalena - (11) 3816-0575)
No próximo dia 24 de maio, às 16 horas, Flávio Paiva lança em São Paulo o seu novo livro Eu era assim – Infância, cultura e consumismo (Cortez Editora).
O evento será para adultos e crianças (JUNTOS) no Teatro Brincante – Rua Purpurina, 428 – Vila Madalena (11) 3816-0575.
Será um encontro de adultos que acreditam nas crianças e de crianças que acreditam nos adultos, com show infantil da Banda Dona Zefinha e a participação especial dos músicos paulistanos André Magalhães (bateria/percussão), Luiz Waack (violão/guitarra) e Paulo Lepetit (baixo), interpretando músicas dos seus livros Flor de Maravilha e A Festa do Saci.
E ainda contará com uma canja do Antônio Nóbrega.
Vamos nessa?
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Eu Era Assim - Infância, Cultura e Consumismo, do jornalista Flávio Paiva, será lançado em Minas, na Faculdade Pitágoras, dia 17. No livro, o autor trata da violência do consumismo na infância, da força invisível da cultura, do lúdico e da urgência do brincar.
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Flávio Paiva é um escritor-educador que vai fazendo as perguntas, que não para, que incomoda e desacomoda, que procura levar consciência às pessoas, uma consciência que liberte.
Pedrinho Guareschi - PUC/RS
O jornalista e escritor cearense Flávio Paiva lança nesta sexta, 17 de abril, sua mais recente obra: Eu Era Assim - Infância, Cultura e Consumismo (Cortez Editora, 2009). Nela, o autor trata da violência do consumismo na infância, de referências pedagógicas empíricas, da força invisível da cultura, do lúdico como liga da contação de histórias entre adultos e crianças e da urgência do brincar. O lançamento, seguido de autógrafos, acontece na Faculdade Pitágoras - Rua Santa Madalena Sofia, 25, bairro Cidade Jardim, em Belo Horizonte, às 16h. No mesmo dia e local, das 14h às 16h, Flávio Paiva, participa de debate sobre Infância, Consumo e mídia, durante o "V Colóquio ANDI - XII Encontro Nacional de Professores de Jornalismo".
Na crise do padrão civilizatório que atinge o meio ambiente e as relações humanas a infância é a parte mais sacrificada. Em muitos países do mundo, inclusive no Brasil, estão sendo tomadas medidas de proteção à criança diante de um modelo que entrou em exaustão pelos desequilíbrios resultantes de suas próprias inconseqüências.
Em "Eu era assim - Infância, Cultura e Consumismo" Flávio Paiva revela que a única certeza absoluta com a qual a sociedade contemporânea se depara é a de que não há mais espaços para saberes e conhecimentos absolutos. A transdisciplinaridade é uma das características do tempo, dos olhares, das identidades e da comunicação em um mundo que se redescobre na sua própria crise de significados.
A construção da realidade cotidiana desorganiza a lógica do discurso linear e do olhar bem comportado sobre uma educação que não está mais somente na responsabilidade da família, da escola e da igreja, mas também dos meios de comunicação de massa e das redes sociais físicas e virtuais.
As perspectivas de sociabilidade e de sustentabilidade apontam para uma reeducação do múltiplo com o múltiplo e pelo múltiplo, que passa pelo fortalecimento da cultura, da cidadania, da importância da reconsideração da natureza e, sobretudo, pelo respeito à infância.
Em seu livro, Flávio Paiva presenteia o leitor com diálogos praticados na interdependência das disciplinas, nas interfaces das ciências humanas e sociais e no que seria uma proposta educativa do jornalismo, tendo como elementos de catálise o drama social vivido pela infância, diante da homogeneização cultural e do fenômeno do consumismo.
Em seus escritos, o autor, com curiosa estranheza e largado senso de participação, faz o cruzamento desses temas, pelos campos da educação, da literatura, do direito, da filosofia, da psicologia, da neurociência, da sociologia e da comunicação social, em falas cheias de expectativas e de crença na vitória da ética humana.
Do mesmo modo que as circunstâncias atuais fizeram desaparecer os absolutos, nas páginas de "Eu Era Assim...." o único ponto conclusivo é o que coloca o processo como produto da discussão de idéias, opiniões e de conceitos.
Título: Eu era assim - Infância, Cultura e Consumismo
Autor: Flávio Paiva
Editora: Cortez (São Paulo)
Lançamento: 2009
Nº de páginas: 336 p.
Preço de referência: R$ 42,00
Flávio Paiva é colunista semanal do Diário do Nordeste. Para crianças escreveu e compôs Flor de Maravilha (20 histórias e 20 músicas), Benedito Bacurau - o Pássaro que não nasceu de um ovo (prefácio de Rubem Alves e leitura e ilustrações musicais feitas por Antônio Nóbrega), A Festa do Saci (acompanha CD com 13 músicas interpretadas por Giana Viscardi, Marcelo Pretto, Suzana Salles e Orlângelo Leal), Titico achou um anzol (aventura com aves e animais da caatinga) e Fortaleza - de dunas andantes a cidade banhada de sol.
Site: www.flaviopaiva.com.br
Informações para a imprensa
AP Comunicação - (31)3282-130 e (31)9972-8180
E-mail: apio@uai.com.br
Telefone para contato: (85) 9982-2669
E-mail: flaviopaiva@fortalnet.com.br
“Flávio Paiva é um escritor-educador que vai
fazendo as perguntas, que não para, que incomoda e desacomoda, que procura levar consciência às pessoas, uma consciência que liberte.”
(Pedrinho Guareschi PUC/RS)
Na crise do padrão civilizatório que atinge o meio ambiente e as relações humanas, a infância é a parte mais sacrificada. Em muitos países do mundo, inclusive no Brasil, estão sendo tomadas medidas de proteção à criança diante de um modelo que entrou em exaustão pelos desequilíbrios resultantes de suas próprias inconsequências.
Os males e as soluções para esse grave problema do mundo contemporâneo estão reunidos no livro do jornalista e escritor Flávio Paiva. Um livro sobre crianças, mas para adultos.
Em “Eu era assim – Infância, Cultura e Consumismo”, o autor revela que a única certeza absoluta com a qual a sociedade contemporânea se depara é a de que não há mais espaços para saberes e conhecimentos absolutos. A transdisciplinaridade é uma das características do tempo, dos olhares, das identidades e da comunicação em um mundo que se redescobre na sua própria crise de significados.
Paiva presenteia o leitor com diálogos praticados na interdependência das disciplinas, nas interfaces das ciências humanas e sociais e no que seria uma proposta educativa do jornalismo, tendo como elementos de catálise o drama social vivido pela infância, diante da homogeneização cultural e do fenômeno do consumismo.
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Um menino que chega aos 50 anos de vida
Blog Gente de Mídia - Nonato Albuquerque, 28/03/2009
Parabéns, Flávio Paiva! Com essa cara de menino e já tens 50 marços nos costados. Num ache ruim não, machoréi! Ainda virão muitos e muitos mais pra que te sintas feliz da vida. Pelo menos é o que te desejamos.
Que bom que hoje todos te festejam ao mesmo tempo em que lanças às 17h30min, no jardim do Centro de Referência à Infância (Dionísio Torres), o livro "Eu era assim - Infância, Cultura e Consumismo".
Recebi o livro e vou ter, certamente, leitura agradabilíssima. Muitas das crônicas e ensaios dali já os consumi nas leituras diárias de sua proveitosa presença nas páginas do DN. Como diz o velho deitado "recordar é viver duas vezes".
Ah! e a festa? Flávio vai aproveitar hoje a ocasião para comemorar com uma divertida apresentação do grupo Os Bufões, versão da Banda Dona Zefinha para crianças, cantando músicas dos livros dele, Flor de Maravilha e A Festa do Saci. A direção é de Orlângelo Leal e haverá participação especial da Orquestra de Sopros de Pindoretama, sob a regência do maestro Arley França.
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O jornalista e escritor, Flávio Paiva, lança logo mais às 17h30min, no jardim do Centro de Referência à Infância, Dionísio Torres, o livro “Eu era assim - Infância, Cultura e Consumismo”.
Além da festa para o lançamento do livro, Paiva também comemora seu aniversário de 50 anos. O grupo ‘Os Bufões', formada por crianças e que fazem alusão a Banda Dona Zefinha irão cantar algumas das músicas dos livros.
A festa, ou melhor, as festas, contam com participação especial da Orquestra de Sopros de Pindoretama, sob a regência do maestro Arley França. Música boa e leitura de qualidade em um único lugar. Vale conferir.
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A infância aos 50
Diário do Nordeste, Caderno 3, 28/03/2009
O jornalista, escritor e compositor Flávio Paiva lança hoje, no Centro de Referência à Infância (Incere), o livro “Eu Era Assim - infância, cultura e consumismo”
A cantiga de roda ensina: “Quando eu era menino/eu era assim// Quando eu era velhinho/eu era assim/Assim, assim”. Escritor sempre voltado ao universo da cultura popular tradicional e também ao universo infantil, como autor de livros como “Flor de Maravilha” ou de artigos jornalísticos, Flávio Paiva retoma estes ensinamentos na nova cria, um volume de artigos sobre a infância, em dia com aspectos como a cultura e o consumismo, publicados entre 1999 e 2008. Músicas infantis dos livros “Flor da Maravilha” e “A Festa do Saci” serão apresentadas pelo grupo Os Bufões (projeto paralelo da Banda Dona Zefinha), com participação da Orquestra de Sopros de Pindoretama, sob a regência de Arley França, no lançamento de “Eu Era Assim: infância, cultura e consumismo”. O colunista das quintas-feiras do caderno 3 retoma sua identificação com o tema quando completa (no último dia 20) seus 50 anos.
Momento, então, de uma reflexão sobre a maturidade e a infância, mas também de estabelecer, ou melhor, evidenciar, uma ponte entre estes dois momentos. “É na infância que nos preparamos para a maturidade. O ser humano que se constrói nas brincadeiras de criança torna-se um adulto criativo e capaz de alcançar a maturidade sem submissão aos padrões sociais abusivos. Vejo muita gente confundir maturidade e seriedade com sisudez. Na verdade a maturidade é um estágio de equilíbrio que se alcança na vida social e na relação com a natureza. Ser maduro é não pensar que estamos aqui de passagem, mas que somos daqui. Uma pessoa madura é aquela que se mantém lúdica depois de virar adulta. É a universalidade do lúdico que une a vida, da infância à velhice. É por intermédio da brincadeira e do jogo que podemos inverter as leis naturais e a lógica formal do cotidiano, nos momentos inexplicáveis, na aventura e na liberdade de interpretação da vida. Nada é mais humano do que a inquietação de remodelagem do real. A criança, no uso da imaginação, faz experiências que a levam a incorporar saberes, enquanto o adulto, por meio do lúdico, pratica a inversão que o alivia das tensões cotidianas”.
Recado mais do que dado, desde a capa do livro: reforçando o verso da cantiga popular, uma ilustração de Geraldo Jesuíno promove o encontro entre a infância e a terceira idade. “O Jesuíno foi muito feliz nessa ilustração e na capa como um todo. Ele pôs a bengala e a varinha de empurrar aro no mesmo nível de ludicidade, criando um ponto dinâmico de encontro entre o velho e o novo. É muito bom ter uma capa e um título que traduzem bem a intenção do livro, que é revolver a autenticidade do humano na sua organicidade, diante das regras de um modelo calcado no instantâneo e no descartável. A vida precisa ser preenchida de vida e não de morte. A morte faz parte da vida e não o contrário”, discorre.
Futuro consumido
Envelhecimento e infância, no entanto, estão um tanto distantes, no olhar da maioria das pessoas. Elas desarticulam, por exemplo, o imaginário suscitado por Monteiro Lobato, assim como por tradições populares, como a do Saci Pererê. Não por acaso, dois personagens sempre lembrados por Flávio em seus artigos. Ele sugere que, para tentar rever uma sociedade que nega os ensinamentos de Lobato e de Saci, gerando uma terceira e quarta idades que colham novos resultados, “precisamos de vínculos afetivos capazes de romper com a ditadura da funcionalidade, capazes de quebrar o imobilismo, por meio do diálogo da razão com a intuição, da cultura com a natureza e da objetividade com a imaginação”.
O futuro se faz no cotidiano, desde sempre. E dosar a sede consumista se mostra essencial, uma meta da própria vida. “Para existir futuro precisamos deixar existir a infância. É condição indispensável. A expectativa de vida aumenta e com ela o poder de destruição do consumismo. Vivemos uma guerra de sentidos e uma crise de significados, na qual a cultura tem o papel de construção do sentido de destino e de mediação entre o eterno e o temporal”.
O efeito avassalador do consumismo sobre a sociedade brasileira, em tempos de crise ou não, é caracterizado pelo que Flávio define como “mercantilização da infância”. Ele fala em abusos da exploração comercial da inocência, responsável pelo distanciamento do brincar criativo e o estresse nas relações afetivas e educacionais. “O mundo está cheio de crianças com distúrbios alimentares, puberdade precoce, transtorno de sono, sem sentido de pertencimento, enfim, crianças abaladas em sua saúde física, psicológica e emocional, com forte intolerância às regras de convivência social. Felizmente a sociedade está reagindo e começando a interferir nessa bagunça da racionalidade da ambição. Em vários países, o Brasil entre eles, vem se fortalecendo um contrapoder social com resultados positivos de conquistas que barram ou pelo menos reduzem a intrusão da força sedutora dos pedófilos de mercado”.
Independência e pluralidade
Este olhar veemente sobre realidades cotidianas, apresentado semanalmente em sua coluna, começou a ser difundido entre a educação de Seu Toinzinho e de Dona Socorro, na pequena Independência, cuja “sina nordestina”, Flávio já registrou em seu ensaio “Retirantes da apartação” (1995). Os pais são homenageados em artigos que integram o capítulo dedicado à “Pedagogia Lobatiana”. Além deste, há um reunindo artigos sobre “A perna invisível da cultura” (alusão a Saci), outro sobre “O tempo das histórias infantis” (em torno da importância das tradições orais) e um primeiro sobre “Infância e Consumismo”. No final, uma entrevista de Flávio com a educadora Maria Amélia Pereira.
Da infância em Independência à paternidade em Fortaleza, Flávio Paiva se tornou um autor que acredita na “transdisciplinaridade”, daí compartilhar, “sem a pretensão de parecer especialista nisso ou naquilo, com a liberdade dos cordelistas”, sua formação e suas experiências empíricas, através de uma pluralidade que já virou um slogan em sua vida.
HENRIQUE NUNES
Repórter
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Lançamento do livro: Infância, cultura e consumismo
Portal Cultura Infância, maio/2009
Escrito por Henrique Nunes
O jornalista, escritor e compositor cearense Flávio Paiva lança no domingo 24 de maio de 2009, às 16 horas, no Teatro Brincante (Rua Purpurina, 428 -Vila Madalena - fone: 3816.0575 ) em São Paulo, o livro “Eu Era Assim - infância, cultura e consumismo” , com espetáculo infantil da Banda Dona Zefinha e a participação especial dos músicos paulistanos André Magalhães, Luiz Waack e Paulo Lepetit.
A cantiga de roda ensina: “Quando eu era menino/eu era assim// Quando eu era velhinho/eu era assim/Assim, assim”. Escritor sempre voltado ao universo da cultura popular tradicional e também ao universo infantil, como autor de livros como “Benedito Bacurau” e “Titico achou um anzol” ou de artigos jornalísticos, Flávio Paiva retoma estes ensinamentos na nova cria, um volume de artigos sobre a infância, em dia com aspectos da cultura e do consumismo, publicados entre 1999 e 2008. O lançamento brindará adultos e crianças com músicas infantis dos livros “Flor da Maravilha” e “A Festa do Saci”, de Flávio Paiva, interpretadas pela Banda Dona Zefinha ( www.donazefinha.com.br ), com participação de músicos paulistanos.
Henrique Nunes – O livro marca os seus 50 anos enquanto aborda, principalmente, a infância. Que reflexão você faz da sua trajetória tomando estes dois aspectos, a maturidade e a infância?
Flávio Paiva – É na infância que nos preparamos para a maturidade. O ser humano que se constrói nas brincadeiras de criança torna-se um adulto criativo e capaz de alcançar a maturidade sem submissão aos padrões sociais abusivos. Vejo muita gente confundir maturidade e seriedade com sisudez. Na verdade a maturidade é um estágio de equilíbrio que se alcança na vida social e na relação com a natureza. Ser maduro é não pensar que estamos aqui de passagem, mas que somos daqui. Uma pessoa madura é aquela que se mantém lúdica depois de virar adulta. É a universalidade do lúdico que une a vida, da infância à velhice. É por intermédio da brincadeira e do jogo que podemos inverter as leis naturais e a lógica formal do cotidiano, nos momentos inexplicáveis, na aventura e na liberdade de interpretação da vida. Nada é mais humano do que a inquietação de remodelagem do real. A criança, no uso da imaginação, faz experiências que a levam a incorporar saberes, enquanto o adulto, por meio do lúdico, pratica a inversão que o alivia das tensões cotidianas.
Henrique Nunes – Da infância em Independência [sertão do Ceará] à paternidade em Fortaleza, você vem promovendo, inclusive nas páginas do Diário, uma discussão importante sobre temas aparentemente prosaicos. Como você percebe a recepção às suas idéias, aqui e em Independência, uma cidade cujo drama de seca você já registrou e que agora lhe homenageia com a criação de um prêmio de literatura que leva o seu nome?
Flávio Paiva – Tenho as melhores memórias da minha infância em Independência, ajudando meus pais e brincado espontaneamente nas ruas e nos matos. Na última década venho construindo uma memória também maravilhosa do que chamo de paternidade criadora, na relação com os meus filhos. São dois momentos de chamas vivas, atiçadas pelo amor e pela expansão da consciência de que a vida vale a pena. Talvez por isso, como diz o professor Pedrinho Guareschi no prefácio do meu novo livro, eu queira tanto tornar os leitores cúmplices do que escrevo. Como a transdisciplinaridade torna-se cada vez mais necessária no mundo múltiplo que vivemos, a minha contribuição ao debate tem sido recebida com um bom grau de naturalidade pelas áreas que antes se sentiam responsáveis isoladas por determinados temas. Recorro a referências da psicologia, da filosofia, da neurociência, do direito e do que for necessário para expor a minha opinião. E não faço isso com qualquer pretensão de parecer especialista nisso ou naquilo, valho-me apenas da liberdade que os cordelistas têm de fazerem colagens de tempos e acontecimentos distintos para contar histórias muitas vezes aparentemente particulares. Assim, transito sem grandes dificuldades pelos mais variados campos de diálogo. Desde os textos que das páginas do jornal e dos livros entram em movimento pelos portais da internet e pelas bibliografias sugeridas a trabalhos acadêmicos, ao concurso literário que leva o meu nome em Independência, onde nasci, esse alcance diz para mim que tem valido a pena o esforço da reflexão. A expectativa que sempre tenho é que a minha fala seja mais sentida do que entendida, pois assim ela serve de apoio à autonomia do pensamento do leitor.
Henrique Nunes – No livro, você reúne uma série de artigos e ensaios, inclusive publicados em sua coluna semanal no Diário do Nordeste. O que esta mudança de veículo, de mídia, de suporte, representa para a construção do seu ideário? Por outro lado, qual a importância do jornal neste processo?
Flávio Paiva – Os meios, como o próprio nome diz, são meios. Recorro a todos os que estão ao meu alcance para fazer o meu trabalho. Pode ser disco, se o que tenho a dizer está em forma de música; pode ser livro, se a fala está escrita; pode ser vídeo, se o que conta melhor é o audiovisual; e pode ser histórias em quadrinhos, se por meio da arte seqüencial posso comunicar melhor o que tenho a dizer. Muita gente acha que tenho antipatia pelos meios digitais, por não usar telefone celular nem passar o dia todo navegando na internet, subordinado ao senso de que se conectar é mais importante do que se comunicar. Eu adoro os recursos tecnológicos que a inteligência humana desenvolve, mas acho pouco inteligente ficar submisso a eles. Aliás, não gosto de qualquer fundamentalismo. Os fundamentalismos são deformações da grandeza humana. Se critico o fundamentalismo tecnológico é porque vejo em qualquer fundamentalismo essa ameaça de diminuição do humano. Agora, se a minha participação se dá mais no meio jornal impresso é porque percebo no jornal um meio tátil de grande importância para a formação do que acredito, que é a vitória da ética humana. Estar toda quinta-feira nas páginas do Diário, compartilhando reflexões que podem contribuir para ampliar a nossa leitura do mundo, garante um ritmo de produção e de diálogo que imagino bom para mim e para os leitores do jornal.
Henrique Nunes – Você é um cara que tem esperança e, mais que isso, expressa a sua esperança, algo meio raro entre os jornalistas. Quais os limites e os horizontes deste sentimento?
Flávio Paiva – O Millôr Fernandes diz que quem não está confuso é porque está desinformado. Acho que ele tem razão. Mas o que é ser bem-informado? Tem gente que se estressa de tanto se informar. Eu não gosto disso. Faço leituras seletivas. Não dá para querer saber tudo sobre todas as coisas. O mundo é imenso e a quantidade de informações disponíveis e ainda a serem disponibilizadas é algo imensurável. O grande segredo nesses tempos de informação a granel é a indexação. Aqui-acolá dou umas vasculhadas para ver o que está sendo produzido por aí, mas no dia a dia procuro escolher os autores certos, honestos consigo e com o leitor, e os espaços da mídia que nos sugerem confiança. Como jornalista, tento não me deixar atarantar pela proximidade com a notícia. É da natureza da nossa profissão mostrar o que a sociedade está fazendo com ela mesma; de bom e de ruim. Mas tem algo mais, que é o lado do compromisso docente da imprensa na atualidade. Assim como várias outras instâncias de formação de opinião, o jornalismo deveria cuidar mais para que o pessimismo do profissional que está de cara com os fatos, não contamine os seus leitores, seus ouvintes, seus telespectadores, muitas vezes dando a entender que a exceção virou a regra.
Henrique Nunes – Você admira Monteiro Lobato e Saci, abordados respectivamente nos capítulos "Pedagogia Lobatiana" e "A perna invisível da cultura". Fale sucintamente destes dois personagens tão desfigurados pelo imaginário popular há algumas décadas.
Flávio Paiva – Sempre tive uma admiração muito grande por Monteiro Lobato. O meu primeiro livro foi lançado em 1982, em um seminário que comemorava o centenário de nascimento desse genial escritor e empreendedor, realizado no auditório do Hotel Esplanada, na avenida Beira-Mar. Naquela noite, em que meu pequeno livro de poemas e crônicas [A Face Viva da Ilusão] foi apresentado pelo meu padrinho Vasco Damasceno Weyne, comecei a desconfiar da existência de uma pedagogia que não era só dos pedagogos. Senti-me naquele momento sendo educado e educando; recebendo um impulso a continuar acreditando na literatura e oferecendo sinais de que, era possível transformar sonhos em realidade. Quando fiz a seleção de textos para o livro “Eu Era Assim”, procurei reunir em um dos capítulos exemplos dessa pedagogia empírica, dessa pedagogia comunitária, dessa pedagogia do afeto e das relações que a sociedade pratica sem muitas vezes ter ciência do seu valor. E tenho a satisfação plena de poder incluir nesse bloco de educadores o meu pai e a minha mãe. A valorização do Saci nesse contexto vem do meu aprendizado como beneficiário dessa pedagogia marginal. Não sou dos que vivem tentando descobrir para onde vamos depois da morte ou se vamos mesmo ou não para algum lugar. Gosto da vida orgânica, onde o sagrado se expressa na cultura com todos os seus encantamentos. E é nesse campo de fertilidade que vejo o Saci em ressignificação. Estou esperançoso que a humanidade, com sua comprovada capacidade de superar brilhantemente a seleção natural e de recriar sentidos, não vai se destruir a toa. Estamos vivendo uma crise de modelo civilizatório e temos a rara oportunidade de repensar o que temos feito com nós mesmos e com o planeta do qual somos parte.
Henrique Nunes – Você é um artista plural, para usar um termo que você incentivou bastante há uma década. A formação generalista do comunicador incentivou esta visão? Como você procura dosar as diversas linguagens na sua criação?
Flávio Paiva – O mundo é plural e diverso. E gosto de me sentir do mundo. Esta é uma das nossas maiores riquezas. Quando me pronuncio contra as hegemonias e contras a massificação é porque acho isso uma estupidez das sociedades pequenas. Quando penso nisso acho até engraçado, porque por esse viés a gente começa a observar que as nações que se dizem civilizadas e desenvolvidas, que insistem em dominar o mundo pela guerra e pelo poder econômico, não passam de nações inseguras diante da multiplicidade cultural e dos modos de ver o mundo que os outros desenvolveram. Esse medo do outro fez com que essas nações apostassem nas violências que levaram o mundo a exaustão. Penso nisso com uma curiosidade irônica que me leva a tratar em meus escritos do egoísmo social e de tudo o que isso significa diante do tanto que temos a compartilhar. Pensando bem é basicamente sobre essas contradições que escrevo. Eu diria que esse é o meu tema, ou melhor, que é em torno dessa antinomia que orbitam as ilustrações que colho no cotidiano para, por meio delas, me expressar. Como saio recorrendo a tudo o que posso para tentar dizer alguma coisa, acaba parecendo que falo sobre muitos assuntos. Certamente o meu trânsito por variados espaços que o trabalho em comunicação me ajuda a olhar, facilita que eu cate exemplos diversos e plurais para utilização na minha produção literária e jornalística.
Henrique Nunes – Voltando ao livro, comente a relação entre infância e consumismo, algo cujo efeito vem sendo tão avassalador na sociedade brasileira.
Flávio Paiva – Podemos chamar esse fenômeno de mercantilização da infância. Por conta dos abusos dessa exploração comercial da inocência, que promove o distanciamento do brincar criativo e o estresse nas relações afetivas e educacionais, o mundo está cheio de crianças com distúrbios alimentares, puberdade precoce, transtorno de sono, sem sentido de pertencimento, enfim, crianças abaladas em sua saúde física, psicológica e emocional, com forte intolerância às regras de convivência social. Felizmente a sociedade está reagindo e começando a interferir nessa bagunça da racionalidade da ambição. Em vários países, e o Brasil está entre eles, vem se fortalecendo um contrapoder social com resultados positivos de conquistas que barram ou pelo menos reduzem a intrusão da força sedutora dos pedófilos de mercado.
Henrique Nunes – No último capítulo e no "posfácio", você fala da necessidade de revisitar o imaginário infantil através da oralidade e do ato de brincar. Como estas tradições podem conviver com as influências da mídia e da globalização da informação já durante a própria infância?
Flávio Paiva – O que está em questão é como combinar a cultura da infância com o novo lugar social a ser ocupado por meninas e meninos, diante das influências das muitas comunidades físicas e virtuais que educam e deseducam. Uma coisa é certa: não devemos cair armadilha de querer evitar que as crianças vivam o seu tempo. Quando se fala em garantir o espaço e o tempo da brincadeira, com o intuito de preservar a fonte de criatividade do adulto, não é uma volta ao passado, muito pelo contrário, é um passo à frente de uma realidade perversa que tem coisificado a infância, impedindo o seu exercício de afirmação diante da vida e da natureza. Temos uma visão muito territorial de cultura e por causa dessa limitação fica difícil perceber que a cultura da infância se desenvolve pela brincadeira, na zona do lúdico, a mesma área imaginária por onde trafega o sentido de jogo do adulto, mas com a diferença de que, nela, a criança está permanentemente testando hipóteses, com as quais cria as bases para o nascimento do adulto que ela se tornará.
Henrique Nunes – Na capa do livro, uma ilustração de Geraldo Jesuíno promove o encontro entre a infância e a terceira idade, abordado em artigos como os dedicados aos seus pais e sugerido desde o título do livro, pela cantiga popular. Que terceira ou quarta idades poderemos colher em futuro que não semeia nem os ensinamentos de Lobato nem os do Saci?
Flávio Paiva – O Jesuíno foi muito feliz nessa ilustração e na capa como um todo. E não se poderia esperar nada diferente, considerando o artista caprichoso que conhecemos. Ele pôs a bengala e a varinha de empurrar aro no mesmo nível de ludicidade, criando um ponto dinâmico de encontro entre o velho e o novo. É muito bom ter uma capa e um título que traduzem bem a intenção do livro, que é revolver a autenticidade do humano na sua organicidade, diante das regras de um modelo calcado no instantâneo e no descartável. A vida precisa ser preenchida de vida e não de morte. A morte faz parte da vida e não o contrário. Precisamos de vínculos afetivos capazes de romper com a ditadura da funcionalidade, capazes de quebrar o imobilismo, por meio do diálogo da razão com a intuição, da cultura com a natureza e da objetividade com a imaginação. Para existir futuro precisamos deixar existir a infância. É condição indispensável. A expectativa de vida aumenta e com ela o poder de destruição do consumismo. Vivemos uma guerra de sentidos e uma crise de significados, na qual a cultura tem o papel de construção do sentido de destino e de mediação entre o eterno e o temporal.
SERVIÇO:
Título: Eu era assim – Infância, Cultura e Consumismo
Autor: Flávio Paiva
Editora: Cortez (São Paulo)
Formato: 16x23 cm
Nº de páginas: 336 págs. ISBN: 978-85-249-1480-5
Preço de referência: R$ 42,00 LANÇAMENTO EM SÃO PAULO
Data: 24 de maio de 2009 (domingo)
Hora: 16 horas
Local: Teatro Brincante
Endereço: Rua Purpurina, 428 – Vila Madalena
Fone: (11) 3816-0575
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Jornalista lança livro sobre o consumismo na infância
45graus, 08/04/2009
O jornalista e escritor cearense Flávio Paiva lança nesta sexta, 17 de abril, sua mais recente obra: Eu Era Assim - Infância, Cultura e Consumismo (Cortez Editora, 2009). Nela, o autor trata da violência do consumismo na infância, de referências pedagógicas empíricas, da força invisível da cultura, do lúdico como liga da contação de histórias entre adultos e crianças e da urgência do brincar. O lançamento, seguido de autógrafos, acontece na Faculdade Pitágoras - Rua Santa Madalena Sofia, 25, bairro Cidade Jardim, em Belo Horizonte, às 16h. No mesmo dia e local, das 14h às 16h, Flávio Paiva, participa de debate sobre Infância, Consumo e mídia, durante o "V Colóquio ANDI - XII Encontro Nacional de Professores de Jornalismo".
Na crise do padrão civilizatório que atinge o meio ambiente e as relações humanas a infância é a parte mais sacrificada. Em muitos países do mundo, inclusive no Brasil, estão sendo tomadas medidas de proteção à criança diante de um modelo que entrou em exaustão pelos desequilíbrios resultantes de suas próprias inconseqüências.
Em "Eu era assim - Infância, Cultura e Consumismo" Flávio Paiva revela que a única certeza absoluta com a qual a sociedade contemporânea se depara é a de que não há mais espaços para saberes e conhecimentos absolutos. A transdisciplinaridade é uma das características do tempo, dos olhares, das identidades e da comunicação em um mundo que se redescobre na sua própria crise de significados.
A construção da realidade cotidiana desorganiza a lógica do discurso linear e do olhar bem comportado sobre uma educação que não está mais somente na responsabilidade da família, da escola e da igreja, mas também dos meios de comunicação de massa e das redes sociais físicas e virtuais.
As perspectivas de sociabilidade e de sustentabilidade apontam para uma reeducação do múltiplo com o múltiplo e pelo múltiplo, que passa pelo fortalecimento da cultura, da cidadania, da importância da reconsideração da natureza e, sobretudo, pelo respeito à infância.
Em seu livro, Flávio Paiva presenteia o leitor com diálogos praticados na interdependência das disciplinas, nas interfaces das ciências humanas e sociais e no que seria uma proposta educativa do jornalismo, tendo como elementos de catálise o drama social vivido pela infância, diante da homogeneização cultural e do fenômeno do consumismo.
Em seus escritos, o autor, com curiosa estranheza e largado senso de participação, faz o cruzamento desses temas, pelos campos da educação, da literatura, do direito, da filosofia, da psicologia, da neurociência, da sociologia e da comunicação social, em falas cheias de expectativas e de crença na vitória da ética humana. Do mesmo modo que as circunstâncias atuais fizeram desaparecer os absolutos, nas páginas de "Eu Era Assim...." o único ponto conclusivo é o que coloca o processo como produto da discussão de idéias, opiniões e de conceitos.
Título: Eu era assim - Infância, Cultura e Consumismo
Autor: Flávio Paiva
Editora: Cortez (São Paulo)
Lançamento: 2009
Nº de páginas: 336 p.
Preço de referência: R$ 42,00
http://www.45graus.com.br/jornalista-lanca-livro-sobre-o-consumismo-na-infancia,geral,37850.html
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A ética do saci
O Povo, Vida & Arte, 28/03/2009
Eu era assim - infância, cultura e consumismo, do jornalista Flávio Paiva, tem lançamento hoje, às 17h30, no Centro de Referência à infância
Henrique Araújo
especial para O POVO
Embora seja jornalista e escritor, Flávio Paiva, 50, vem se tornando cada vez mais conhecido como uma espécie de advogado de uma criança especialíssima: ela é negra, usa gorro vermelho e fuma cachimbo. Vive nas matas, no imaginário do País e costuma percorrer distâncias incríveis numa perna só. Autenticamente brasileira - encontro das culturas negra, branca e indígena - a causa desse menino brincalhão ganha agora a fixidez das páginas do livro Eu era assim - infância, cultura e consumismo (Cortez Editora, 336 páginas. R$ 42). Sob esse tripé, a obra reúne artigos publicados por Flávio na imprensa brasileira nos últimos anos. Nela, o escritor debate um tema caro à contemporaneidade: a ética do consumo e seu reflexo sobre o mundo da infância. O volume divide-se em quatro partes - Infância e consumismo; A pedagogia lobatiana; A perna invisível da cultura; e O tempo das histórias infantis - e tem lançamento hoje, a partir das 17h30min, no jardim do Centro de Referência à Infância (Incere), no bairro Dionísio Torres. A festa será animada pela banda Dona Zefinha, que canta músicas de outros dois livros de Flávio: Flor de Maravilha e A festa do Saci.
Em entrevista a O POVO, Flávio Paiva antecipa os pontos flamejantes desse debate. E retoma uma campanha: Saci para mascote da Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil.
O POVO - Seu livro trata da relação entre cultura, consumismo e infância. Entre esses três elementos, a mídia. Como essas variáveis se relacionam na atualidade? Que peso cada uma delas tem na construção de um tecido social saudável?
Flávio Paiva - Um ponto muito importante que devemos ter como premissa ao tratar desse assunto é que nesse debate não cabe qualquer demonização. Esse é um problema transcultural, espalhado pela maioria das nações, que exige uma reeducação coletiva. A construção de um tecido social saudável passa pela crise africana, pela crise ambiental, pela crise demográfica, pela crise do consumismo e pela crise do sistema financeiro internacional. O que está em jogo é o padrão civilizatório e, dentro dele, o respeito à diversidade e a pluralidade cultural e à cultura da infância, como maneira peculiar da criança se apropriar dos saberes que a ajudarão na formação do adulto. Matar a infância é anunciar a morte do adulto. Por isso considero este um dos mais graves e urgentes temas da atualidade. Num cenário tão desolador, cabe a mídia assumir o seu papel educador no seio da sociedade. A educação, que antes era cuidada pela família, pela escola e pela igreja, hoje conta com variados agentes e a maioria desses agentes não têm a menor consciência do papel que deveriam desempenhar.
OP - Em seus textos, há grande preocupação com o conteúdo veiculado atualmente na publicidade televisiva dirigida ao público infantil. As muitas campanhas e projetos de lei que regulam o conteúdo da publicidade têm surtido algum efeito?
Flávio Paiva - Têm, sim. Muitas campanhas publicitárias abusivas estão sendo notificadas e até tiradas do ar por ação da sociedade. Isso vai desde comercial da boneca Barbie que, no Cartoon Network, vinha apresentando meninas fazendo as vezes de modelos, desfilando com poses insinuantes, até a publicidade da novela Pantanal (ex-Manchete) exibida pelo SBT durante a programação infantil, com cenas de sexo, violência e nudez. São muitos os casos. Tem um da Nestlè que está sendo avaliado pelo Procon, em que a Xuxa aparece convidando os “baixinhos” a comprar os produtos da multinacional e concorrerem a uma participação no novo filme da apresentadora; na TV Bandeirantes a sociedade tem pressionado um merchandising da Zaeli, em que uma menina aparece no programa Raul Gil fazendo propaganda; e até denúncia de uso de publicidade em material escolar, como foi o caso da Escola Espírito Santo, em Vitória, que por conta de denúncias levou a direção da escola a reunir pais e educadores para discutir o consumismo na atualidade.
OP - Os pais deveriam ter mais controle sobre aquilo que seus filhos veem ou deixam de ver?
Flávio Paiva - Esse é um paradoxo de extrema complexidade, porque ele se configura antes do problema em si. Em uma troca de ideias que fiz com estudantes de psicologia da PUC do Rio de Janeiro, sob a orientação da professora Solange Jobim, alguns deles foram bem taxativos nesse ponto que você está falando, de que cabe aos pais assumirem a responsabilidade pelo que os filhos veem. Mas veja bem, as crianças de hoje são alvos de múltiplos feixes de informações e chegam a ter acesso a conteúdos que os pais sequer sabem do que se trata. A ideologia do consumismo é uma ideologia técnica e fria na manipulação de emoções. Muitos pais estão também encantados com suas carreiras e suas conquistas individuais. A encrenca começa com a vulnerabilidade dos pais e tem seu ápice no assédio da publicidade a meninos e meninas. O mais grave nessa questão é que essa perversão se torna ainda maior porque um lado sabe que está seduzindo e o outro sequer desconfia e participa do jogo sem conhecer as regras.
SERVIÇO
Eu era assim - infância, cultura e consumismo (Cortez Editora, 336 páginas. R$ 42), do jornalista e escritor Flávio Paiva. Lançamento hoje, a partir das 17h30, no jardim do Centro de Referência à Infância (Incere), no bairro Dionísio Torres.
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INCERE
O Povo, caderno Buchicho - Guia, Infantil, 27/03/2009
O compositor cearense Flávio Paiva comemora seu aniversário de 50 anos com uma divertida apresentação do grupo Os Bufões, versão para crianças da banda Dona Zefinha, cantando músicas dos livros Flor de Maravilha e A Festa do Saci, ambos escritos por ele, com direção de Orlângelo Leal e participação especial da Orquestra de Sopros de Pindoretama. Além desse espetáculo musical para as crianças, os pais poderão conferir o novo livro de Flávio, Eu era assim - Infância, Cultura e Consumismo, que será lançado na mesma data. Sábado, dia 28 de março, às 17h30, no Jardim do Centro de Referência à Infância - Incere (rua Joaquim Sá, 879. Dionísio Torres).Outras informações: flaviopaiva@fortalnet.com.br
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O jornalista e escritor Flávio Paiva lança o livro "Eu era assim - Infância, Cultura e Consumismo" neste sábado, às 17h30, no Centro de Referência à Infância (Rua Joaquim Sá, 879 - Dionísio Torres). na ocasião, o autor comemora seu aniversário de 50 anos, com uma divertida apresentação do grupo Os Bufões, versão da Banda Dona Zefinha para crianças, cantando músicas dos livros Flor de Maravilha e A Festa do Saci, de Flávio Paiva, com direção de Orlângelo Leal e participação especial da Orquestra de Sopros de Pindoretama, sob a regência do maestro Arley França.
O livro trata da tragédia do consumismo na infância - na crise do padrão civilizatório que atinge o meio ambiente e as relações humanas, muitos países tem adotado medidas de proteção a criança. Segundo o autor, a construção da realidade cotidiana desorganiza a lógica do discurso linear e do olhar bem comportado sobre uma educação que não está mais somente na família, escola e igreja, mas também nos meios de comunicação de massa e das redes sociais virtuais.
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O jornalista Flávio Paiva lançara amanhã, às 17h30min, no jardim do Centro de Referência à Infância (Dionísio Torres), o livro “Eu era assim – Infância, Cultura e Consumismo”. O autor vai aproveitar a ocasião para comemorar seu aniversário de 50 anos, com uma divertida apresentação do grupo Os Bufões, versão da Banda Dona Zefinha para crianças, cantando músicas dos livros dele, Flor de Maravilha e A Festa do Saci. A direção é de Orlângelo Leal e haverá participação especial da Orquestra de Sopros de Pindoretama, sob a regência do maestro Arley França.
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Criança na Berlinda
Papo Cult, o blog da Joanice Sampaio, 27/03/2009
Eu era assim - infância, cultura e consumismo livro do jornalista, compositor e defensor do Saci, Flávio Paiva , será lançado amanhã no Centro de Referência à Infância (Incre) às 17h30min. Na ocasião será comemorado o aniversário de Flávio com apresentação da banda Os Bufões interpretando músicas dos livros Flor de Maravilha e A Festa do Saci e a participação da Orquestra de Sopros de Pindoretama.
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Além disso...
Diário do Nordeste, coluna Comunicado, 26/03/2009
O jornalista Flávio Paiva, articulista do Diário do Nordeste, lança sábado o livro ´Eu era assim´. No Centro de Referência à Infância (Rua Joaquim Sá, 879 - Aldeota), a partir das 17h30min.
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EU ERA ASSIM
O Povo – coluna Lúcio Brasileiro, 25/03/2009
Sob título acima, Flávio Paiva, que se Amarílio Macêdo saísse Governador, seria porta-voz, lança sábado, 28, no Incere, livro por conta de meio século.
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Flávio Paiva: Cinquentão com jeito de criança
Blog Eliomar de Lima, 23/03/2009 (http://eliomardelima.blogspot.com)
O jornalista Flávio Paiva lançará sábado que vem, às 17h30min, no jardim do Centro de Referência à Infância (Dionísio Torres), o livro Eu era assim - Infância, Cultura e Consumismo. O autor vai aproveitar a ocasião para comemora seu aniversário de 50 anos, com uma divertida apresentação do grupo Os Bufões, versão da Banda Dona Zefinha para crianças, cantando músicas dos livros dele, Flor de Maravilha e A Festa do Saci. A direção é de Orlângelo Leal e haverá participação especial da Orquestra de Sopros de Pindoretama, sob a regência do maestro Arley França. P.S . Esse post também é para lembrar aos nossos leitores que Vitor, nosso filho mais novo, está completando sete aninhos. Sairemos todos para comer pizza. Se o Blog não atualizar...
http://eliomardelima.blogspot.com/2009/03/flavio-paiva-cinquentao-com-jeito-de.html
Lançamentos
O Globo, 21/03/2009
Eu era assim - Infância, cultura e consumismo, de Flávio Paiva - Cortez Editora, 336 páginas, R$42,00
O escritor e jornalista Flávio Paiva, que desde 1979 trabalha em ações culturais e de cidadania, reúne neste livro uma série de artigos sobre infância e educação no Brasil. Em linguagem clara, discute temas como consumismo na infância, literatura para crianças, televisão, a escola e o limite dos pais etc. Isso com a contribuição de conhecimentos de filosofia, psicologia, neurociência, entre outras áreas.
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Lançamento do livro Eu era assim: Infância, cultura e consumismo, de Flávio Paiva
Agência da Boa Notícia, março de 2009
Período: 28/03/2009 a 28/03/2009
Descrição: O jornalista, escritor e educador Flávio Paiva lança o livro Eu era assim: Infância, cultura e consumismo, em festa no dia 28 de março, a partir das 17h30min, no jardim do Centro de Referência à Infância – Incere (Rua Joaquim Sá, 879 - Dionísio Torres).
A programação inclui apresentação de Os Bufões, versão da banda D.Zefinha para crianças. O grupo vai cantar músicas dos livros Flor de Maravilha e A festa do Saci, de Flávio Paiva. A direção do espetáculo é de Orlângelo Leal. Haverá ainda a participação da Orquestra de Sopros de Pindoretama, regida pelo maestro Arley França.
http://www.boanoticia.org.br/agenda.php
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ETERNA CRIANÇA
Jornal O Povo, Coluna Vertical - Fortaleza, 20/03/2009
Jornalista Flávio Paiva lançará dia 28 próximo, às 17h30min, no jardim do Centro de Referência à Infância (Dionísio Torres), o livro Eu era assim - Infância, Cultura e Consumismo. O ato marca os 50 anos de quem dedica a vida à literatura infantil.
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Flávio Paiva lança seu novo livro sobre infância
Blog Gente de Mídia - Nonato Albuquerque, 18/03/2009
Ele é de uma competência à toda prova. Falo de Flávio Paiva. Eu o conheci como Flávio Independência. Sobrenome de origem natal. Convivemos na redação de O Povo experiências muitas. E eu aprendi muito com ele.
Jornalista, crítico, articulista, músico, poeta e uma pá de muitas outras atividades que ele desempenha. Com maestria. O de contador de estórias leva o Flávio a lançar mais um livro. Nele, o universo da infância se desnuda. E ao mundo que perdemos, nos remete.
http://gentedemidia.blogspot.com/2009/03/flavio-paiva-lanca-seu-novo-livro-sobre.html
TIO FLÁVIO
Jornal O Povo, Coluna Sônia Pinheiro - Fortaleza, 28/02/2009
Jornalista Flávio Paiva completará 50 aninhos dia 28 próximo lançando ensaio sobre Infância, Cultura e Consumismo. O local será o Centro de Referência de Estudos sobre Infância (InCere), no bairro Dionísio Torres.