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Mobilização
Social no Ceará - 16 anos de tentativas e 1 promessa de diálogo. Edições Demócrito Rocha, 2003. |
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"Em Mobilização Social, o relato de Flávio Paiva nos conta como, num Estado politizado como o Ceará, os cidadãos tornaram-se os mais vigilantes fiscais do futuro que se avizinha." (Maria Cristina Fernandes) |
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Flávio Paiva -
oferece uma leitura dos 16 anos de hegemonia tucana no Ceará
pela lente da sociedade civil. É a história de como Tasso
Jereissati, conhecido nacionalmente pela imagem de modernização
administrativa num Estado de longa tradição coronelística,
impôs um estilo impermeável ao povo cearense e com nuances
do autoritarismo que pretendeu substituir (...) O relato de Flávio Paiva nos conta como, num Estado politizado como o Ceará, os cidadãos tornaram-se os mais vigilantes fiscais do futuro que se avizinha”. Maria Cristina Fernandes |
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| Imagens | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Lançamento
do livro Mobilização Social/16.12.2002 – Boteco (Av.
Antônio Sales, 3177) Clique para visualizar as fotos ampliadas |
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Sociedade Civil: 16 anos de tentativas e 1 promessa de diálogo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| O POVO
- O ex-voto exposto na capa do livro e na foto ao lado revela a intenção
do jornalista Flávio Paiva em Mobilização Social
no Ceará (...) mostrar o esforço realizado pela sociedade
civil em busca da sua emancipação. Meio papel cumprido,
meio papel por cumprir. (...) O jornalista cita movimentos sociais mobilizadores,
que tentaram – e tentam – buscar um modelo de mediação
entre Estado, sociedade e mercado. Flávio
Paiva – Esse livro é um ex-voto que estou chamando
de ensaio-reportagem. Sua intenção primordial é
levantar o nosso espírito de cidadania (...) O Ceará é
um Estado que só tem 200 anos de formação da sua
estrutura política independente de Pernambuco. E, durante essa
história recentíssima, o que o Ceará já
produziu é impressionante. E não percebemos isso (...)
A atitude da negação é uma atitude de coragem e
de fé. O ´não´ é uma coisa difícil
de dizer. Já é uma afirmação Flávio Paiva – Temos uma sociedade civil criada pelo Estado. Esse é um problema brasileiro. A sociedade brasileira desembarcou numa caravela. Houve todo um processo de colonização, no qual o Estado é colocado como dono da sociedade (...) O POVO – No governo Tasso houve as tentativas dos conselhos, que acabaram fracassando. Mas o modelo seria esse, de conselhos setoriais? Flávio Paiva – O problema desses conselhos é a institucionalização e a manipulação da participação (...) Fortalecer a participação da sociedade civil é bom para todo mundo, para o Estado, para o mercado e para a própria sociedade, além de criar as condições para o rompimento de uma das nossas maiores anomalias que é a perpetuação das sesmarias (...) Para mim, o maior aprendizado nesses 16 anos de reação da sociedade civil diante de um governo autoritário foi perceber que existe um ambiente em que se pode se preocupar em gerir o que é o ponto comum entre esses três pilares da formação da vida social (...) Nós, sociedade civil, precisamos compreender que somos fortes, somos cidadãos capazes de influenciar determinadas decisões, e os nossos políticos mais qualificados precisam compreender que já contam com a sociedade civil (...) Neste aspecto, levantei algumas teses, que não são novas. Uma delas: a sociedade civil pode ser uma categoria política. Outra tese: enquanto a gente se observar pelo olho do colonizador não nos desenvolveremos. E uma terceira tese é a de que só criaremos o Estado desejado e o mercado desejado se tivermos uma sociedade civil forte (...) O POVO – É
preciso também aprender a fazer oposição (...)
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Quem ganha com o zero a zero. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| FALE!
– O relato de Flávio Paiva não tem a pretensão
do distanciamento. Pelo contrário, ele é autor e personagem
da história que narra, com participação destacada
em diversos movimentos retratados (...) Flávio Paiva – A mobilização tornou-se um imperativo da sociedade brasileira (...) O meu foco começa no Ceará (...) Um recuo a 1799, quando o Ceará se torna definitivamente independente de qualquer capitania (...) Esse livro começa abordando a quantidade de conquistas da nossa sociedade civil (...) Em apenas 200 anos já produzimos ações de cidadania que foram importantes para a fundação do Brasil, como a movimentação do Dragão do Mar, no período da Abolição, e a conquista do Acre que, sem a participação dos cearenses, seria um território norte-americano dentro da América do Sul. FALE! – Isso tem um impacto na auto-estima do cearense? Flávio Paiva – Total. São exemplos tirados da formação política no Ceará, tanto na parte de personalidades quanto de movimentos, mostrando que não estamos inventando nada. Já existe uma coisa no nosso espírito que produz essas mobilizações (...) Num determinado momento faço um paralelo entre a chamada Era Tasso e os 16 anos da Era Acioly (...) para mostrar o quanto avançamos. Para derrubar os Acioly, as pessoas morreram, foram para a rua, brigaram. Foi no tiro, na faca (...) Esses 90 anos que separam a oligarquia Acioly da oligarquia Tasso mostram uma evolução da nossa forma de comportamento cidadão espetacular. Já não precisamos mais sair às ruas derrubando tudo, matando a pau, para demonstrar que não estamos concordando com o modelo. E existe até uma coisa cabalística: o Acioly assumiu em 1896 e foi derrubado em 1912. O Tasso entrou em 1986 e deixou o governo em 2002. FALE! – Como você conduz a análise, já que se trata de um ensaio crítico, em que o autor interfere muito? Flávio Paiva – É um trabalho com uma visão autoral, mas que também busca nos artigos, na imprensa, pessoas para ajudarem a contar. Tem desde o governador até as pessoas que fizeram oposição ao governo. Então, não estou contando essa história sozinho, Faço contrapontos, diálogos, um grande sarau. FALE! – O capítulo “A vitória política do zero a zero” traduz a idéia do crescimento dos partidos de esquerda, claro, dentro do efeito Lula. A vitória do Lúcio Alcântara foi contada no voto a voto. Flávio Paiva – Faço a comparação com uma vitória por pênaltis ou na prorrogação em um jogo de futebol. Foi a aleatoriedade total. Aconteceu dentro de um caos. Poderia ser um, poderia ser o outro. No futebol seria a chamada morte súbita. Pode ter sido até gol contra.
Pesquisa faz análise das ONGS no Ceará Os indicadores e resultados preliminares de uma pesquisa sobre as organizações não governamentais (ONGs) no Ceará foram debatidos, ontem na terceira edição do Projeto Prática & Diálogo. A discussão, que teve como tema "As ONGs no Ceará: raio X de um mundo em mudança", aconteceu no auditório Castelo Branco, no prédio da Reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC), no Benfica. O objetivo da terceira edição do projeto foi discutir o papel das ONGs em relação às mudanças políticas, reforçar a importância das organizações na construção de uma sociedade sustentável, discutir estratégias para a participação na formulação das políticas públicas e avaliar os sucessos e desafios das ONGs no Ceará. O consultor Hans-Jürgen Fiege avaliou os números e resultados parciais da pesquisa "ONGs no Ceará: quem são, o que fazem e quais são os seus desafios?". O jornalista, compositor e escritor Flávio Paiva, autor do livro Mobilização Social no Ceará, foi o moderador do diálogo. A pesquisa sobre as ONGs no Ceará quer mostrar o retrato das organizações no Estado, conceitos e fatores políticos e históricos que caracterizam a convivência da sociedade civil e do poder público no Brasil. Entre as primeiras conclusões do estudo estão a semelhança entre os campos de atuação das ONGs (39,14% atuam na área de criança e adolescente ou são sociedades beneficentes de apoio à família) e a falta de hábito da maioria das organizações de elaborar e publicar relatórios para o público. SERVIÇO: O Projeto Prática & Diálogo é promovido pela Fundação Konrad Adenauer (261.9293) e pela Regional Nordeste III da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais - Abong (231.6092).
Crítica Mobilização Social: 16 Anos de Tentativa e 1 de Promessa de Diálogo - Este é o ensaio-reportagem que o jornalista Flávio Paiva está lançando pelo selo Edições Demócrito Rocha. No livro, ele expõe a trajetória do Governo das Mudanças como algo marcado pela autocracia e centralização de poder.
LANÇAMENTO
Flávio Paiva lança
livro sobre mobilização social O jornalista Flávio Paiva lança hoje, às 19 horas, no Boteco (Avenida Antônio Sales, 3177) o livro "Mobilização Social no Ceará - 16 anos de Tentativas e 1 Promessa de Diálogo". Na obra, Flávio aborda os 16 anos de governo do grupo liderado por Tasso Jereissati. Além do núcleo de poder que, inicialmente,
teve como principal palco o Centro Industrial do Ceará, Flávio
Paiva analisa ações da sociedade civil como o Movimento
Pró-Mudanças. Segundo ele, a expectativa desse processo
era construir um governo participativo. Objetivo frustrado, diante de
uma postura centralizadora do governo Tasso e seu grupo.
FLÁVIO PAIVA O jornalista e escritor Flávio Paiva autografa, de sua autoria, o livro "Mobilização Social no Ceará - 16 anos de tentativas e 1 promessa de diálogo". O relato nos conta como, num Estado politizado como o Ceará, os cidadãos tornaram-se os mais vigilantes fiscais do futuro que se avizinha, segundo comentou Maria Cristina Fernandes, editora de Política do jornal Valor Econômico.
Lançamento do livro de autoria do jornalista e escritor Flávio Paiva - Edições Demócrito Rocha - Hoje no bar Boteci (avenida Antônio Sales - 3177) das 19h às 22h. Info: 255-6256 ou www.fdr.com.br.
Autógrafos As Edições Demócrito Rocha convidam para o lançamento do livro Mobilização Social no Ceará, 16 anos de Tentativas e 1 Promessa de Diálogo, do jornalista-escritor Flávio Paiva, amanhã, das 19 às 22 horas, no Boteco. Sobre o autor, depõe Maria Cristina Fernandes, Editora de Política do jornal Valor Econômico.
NO OLHAR Segunda-feira o jornalista Flávio Paiva lança, pelas Edições Demócrito Rocha, o livro "Mobilização no Ceará: 16 tentativas e 1 promessa de diálogo", uma visão da sociedade civil sobre a Era Jereissati. Será às 19 horas, no bar Boteco.
Jornal O Povo, Brasil, coluna Reportagem - Lúcio Brasileiro |
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| Trecho | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
“A mediação entre o Governo do Ceará e a população deixou praticamente de reconhecer, nesse período, as instituições e os movimentos populares para instituir uma relação mistificada pela força e poder da publicidade, da propaganda, do marketing e das tentativas de promoção da participação institucionalizada. O vínculo dos benefícios era feito com atribuição à figura pessoal do governante, numa espécie de democracia direta virtual, induzida e retroalimentada pelo registro de elevados índices de opinião pública (...) Diante desse quadro, as manifestações da sociedade civil tiveram que ser criativas para poder escapar da insolvência cidadã. Contribuir de modo incisivo para a evolução da situação de democracia representativa a fim de poder alcançar uma fase de democracia participativa, foi uma aventura quase romântica. Na segunda metade dos anos 80, o processo brasileiro de redemocratização era incipiente, depois de duas décadas de ditadura militar. No Ceará, a sucessão de coronéis reformados, que se revezavam no poder, apenas mudou quanto ao tipo de conduta autoritária do executivo estadual” “O clima de embaraço tomou conta da cena política cearense. A chamada Era Tasso chegava ao fim com uma escatológica lavagem de roupa suja. Enquanto Tasso (PSDB) execrava alguns dos seus ex-companheiros que passaram para a oposição, tinha que dividir os louros da não-derrota com a adesão do prefeito de Fortaleza, Juraci Magalhães (PMDB). A ´inteligência´ eleitoral do primeiro comandante da Capital teve seu toque de influência na garantia do empate e, possivelmente, para forçar a pequena diferença de 0,08% dos votos que decidiram a eleição (...) Tasso Jereissati e Juraci Magalhães podem ter, nesse episódio, se despedido do longo e confortável convívio de divisão de poder no Ceará. Um com as rédeas do Estado e o outro com o controle da Prefeitura da Capital. Muitos analistas políticos entendem que a combinação de poder no Ceará nos últimos anos ocorreu entre Tasso e Ciro Gomes, mas olhando de perto, é possível observar que foi entre Tasso Jereissati e Juraci Magalhães. A distinção seqüencial das duas administrações facilita essa compreensão: no governo, Tasso/Ciro/Tasso/Tasso; na prefeitura, Juraci/Cambraia/Juraci/Juraci. Este é o mapa da hegemonia”. |
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| Onde Encontrar | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Você pode adquirir
esta obra no site da Fundação Demócrito Rocha. http://www.fdr.com.br |
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