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Algumas das frases produzidas pelo Jornal
"Homem que é homem não leva indiretas para casa"
"Mais vale duas pedras no caminho do que uma na vesícula"
"Eleger: verbo transitivo direto"
"Mais vale dois galos voando do que um na testa"
"Quem oferece a outra face leva outro tapa"
Trechos de Matérias...
Deplorável Mundo Velho
Lauro de Oliveira Lima
"Quem vem de carro do Sul para o Nordeste e para o Ceará, em particular, é como se a paisagem começasse em tecnicolor, fosse desbotando, à medida que chega à Bahia e se torna sépia em Pernambuco. A partir daí... a paisagem se torna preto e branco. É a mais negra miséria nos casarios por onde o carro vai passando. Os sulistas descobriram que vir ao Nordeste é como ir a um mundo perdido, à reserva do "Admirável Mundo Novo" (eles confundem miséria com folclore). O Contraste é tão violento que parecem dois países diferentes. O Sul com usinas, imensas plantações mecanizadas, gado selecionado, fazendas norte-americanizadas, cidades com riquíssimo equipamento coletivo (não deixa nada a dever aos EE.UU). E o Nordeste? Fome, miséria, migração, endemias e um pequeno grupo que gira em torno do governo vivendo uma vida nababesca, verdadeiras ilhas de suntuosidade, num mar de sofrimento popular..."
Um Cafuné na Esperança
Flávio d'Independência [Flávio Paiva]
"Há soluções infindas que mudarão esta cirrose universal. Basta que cada um crie o seu próprio pecado (não há melhor fiscal que a consciência) e parta, de todo coração, em busca, no seu próprio interior, da essência espiritual de sua alma e, como num espelho espectral, veja se sua missão está sendo cumprida à altura de tornar cada vez mais positiva e forte a incomensurável energia cósmica que chamamos de Deus (...)" |
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NordesteWeb - 21/01/2004
Notícias (Entrevista com o cantor cearense Falcão pelo Jornal O POVO)
Leruaite Bregoriano
Ethel de Paula (da Redação)
Falcão debutou. No Natal de 2003, completou 15 anos de carreira desde que passeou com um peru na Volta da Jurema, posando para a foto do cartaz de divulgação do show de estréia. Em entrevista, do alto de seus 1,93m, o menestrel de Pereiro confessa que frescou e admite que todo castigo pra corno é pouco.
(...)
O POVO - Em Fortaleza você acaba cursando a Faculdade de Arquitetura. A relação com música começa na Faculdade?
(...) Mas só me tornei amigo e parceiro do Tarcísio Matos durante a faculdade, quando surgiu o jornal Sem Regras. Lá também tivemos um embrião de um grupo musical, o Bufo-Bufo. Era eu, Tarcísio, Flávio ( Paiva ), Eugênia Nogueira, Marta Aurélia, Assis Silvino, Marcos Fonseca, hoje músico da Orquestra Sinfônica da Paraíba. Fizemos muita música, nos reuníamos uma vez por semana, publicamos no jornal Sem Regras as letras e depois que fiquei famoso gravei algumas. Um tipo de música irreverente, mas que não era besteirol, tinha consciência política e tal. O Tarcísio e o Flávio queriam fazer uma coisa mais séria, mais MPB e eu esculhambava tudo, mudava a letra deles e os coitados entravam na onda.
(...)
Fonte: http://www.nordesteweb.com/not01_0304/ne_not_20040121d.htm 
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Jornal O POVO, Fortaleza-Ce, 06/05/1985
Manezinho do Bispo
Por Lauro Ruiz de Andrade
"O jornalista Gilmar de Carvalho, no Jornal Sem Regras, órgão de um grupo de estudantes e poetas 'prafrentex', como se diz na gíria corrente, publicou um ensaio muito lúcido sobre a personalidade do folhetista Manoel Cavalcante Rocha, o famoso Manezinho do Bispo" (...)

Forum Des Revues ( Repertoire - Guide) - 1985
300 Revues de Culture Poétique présentées et analysées
UM JORNAL SEM REGRAS
Pour une alternative de communication
*Texto publicado no Jornal Sem Regras com o título original "Por uma alternativa de comunicação" e traduzido e publicado em francês pelo Forum Des Revues
Au Brésil, comme dans tous les pays dirigés par des militaires, les communications sont surveil-lées et il est très difficile d'informer particulièrment la jeunesse.
Notre publication présente une culture alternative sans prétention journalistique ou littéraire
Nous effectuons la plupart des travaux nous-mêmes, le tirage est de 3000 exemplaires.
La diffusion se fait de la main à la main, par la poste, à l'université, dans les cinémas d'art, dans les bars, dans les théâtres, dans les librairies, auprès des artistes.
Financement par quelques publicités, par les lecteurs-bienfaiteurs, par un appui financier de l'Université de Cearà.
Difficultés avec notre matériel d'impression (importé), rupture avec la "dynastie" artistico-littéraire brésilienne, absence de support publicité, lien délicat avec les auteurs, incompréhension des "traditionalistes".
Notre grande satisfaction est de correspondre avec les autres, ce qui donne l'impression de vivre dans un monde moins barbare et une société plus juste.
Notre lectorat est en majorité universitaire: étudiants ou professeurs.
La politique culturelle brésilienne est liée à la politique partisane des classes sociales. Nous rencontrons des politiciens qui occupent des places dans les Académies Nationales, immortalisés par leur force politique, ou encore, des impressarios qui déterminent "l'art" d'après la couleur de l'argent. Art, culture et dignité n'existent pas au Brésil.
Une démocratisation de la culture est nécessaire par des "rencontres culturelles" ou des "universitésde rues" ou autres projets favorisant la diffusion. Que les associations culturellessoient du côté de la vraie culture, de l'art pour la vie. Et viendra l'espoir...
(Flávio d'Independência) [Flávio Paiva]
Présentation du sommaire
Nº 9 (mars 1985)
Trimestriel. Offset. Format 22x31 cm, Couverture illustrée. 20 pages. Prix 500 Cruzeiros.
Leriado com o leitor. Psicose se te parece. Um justo não perdoa. A música do suriname. Millôr. I festival de música independente. Pela vez dos marginais. Conto. Poèmes et dessins d'humour.
Flávio d'Independência. Falcão. Eugénia Nogueira. Tarcísio Matos. Mauro Pamplona. Judicael Sudario de Pinho. Cláudio Feldman. Tristaàm T. Zoura. José Loureiro. Moacir Maia. Lauro de Oliveira Lima. Adísia Sá. (journalistes et collaborateurs).

Suplemento Infanto-Juvenil do Jornal da Bahia - Salvador, 1º/07/1984
Um Jornal Sem Regras
Todo mundo sabe que as regras são necessárias para que o tráfego de automóveis funcione, para que se saiba como proceder num concurso, para que o direito e a justiça sejam respeitados. O que seria de um jogo de futebol se não houvesse regras? Cada jogador faria o que quisesse e acabaria valendo gol de mão. E se não houvesse regras de conduta em sociedade? Um indivíduo poderia sentar-se à mesa completamente sujo, tirar o prato de outro e jogar resíduos no chão. Outros fariam a mesma coisa num restaurante e na hora de pagar a conta... Bem, já perdceberam o caos, não?
Organização, cosmos, exige ordem e ordem exige regras.
Desorganização, caos, é exatamente a falta de ordem e de regras.
Há, no entanto, um exemplo de como a falta de regras não prejudica e, ao contrário, traz benefícios. Um grupo, não sabemos se de professores ou de estudantes, talvez de ambos, da Universidade Federal do Ceará, vem publicando o que chamam Um Jornal Sem Regras - este o título. Consideram essa publicação, que não tem nada definido, um "laboratório independente".
Vocês, jovens leitores do JOBA, possivelmente se interessarão e poderão escrever para a terra de José de Alencar, pedindo um exemplar ou uma assinatura. Quanto custa? Como pedir? Não há regras para isso. Uma carta, um cartão postal, escrevendo atrás de um papel de chocolate... Quanto mais forem criativos, melhor será recebido o pedido. Quanto ao preço, fica a critério. Podem mandar selos de correio, um cheque, uma caixa de chocolates, fitas do Senhor do Bonfim, ou não mandar coisa alguma. Tudo vai depender do que disserem na carta, no cartão etc... etc... Não há regras para escrever, para desenhar, nem para receber o jornal. E se não há regras, não há censura. O pedido pode ser feito para a Rua Jaime Vasconcelos, 457/804 - Varjota - 60.000 - Fortaleza - Ceará.
Nesta página, estamos publicando alguns recortes de textos e ilustrações de Um Jornal Sem Regras, inclusive seu curioso "expediente", que eles chamam "efeituação".
É bom que os jovens baianos saibam que há muito Brasil fora do eixo Rio-São Paulo. Um Brasil inteligente, culto, gostoso e bonito. (...)
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