Matérias
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A Festa é do Saci
Jornal Criando e Informando (Informativo do Instituto Educacional O Canarinho) - Novembro de 2008 |
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Livros de Arrepiar
Diarinho, Outubro de 2007 |
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Farra do Saci: O Ralôuin brasileiro
(Texto e cartaz de divulgação) 10/2008 |
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Flávio Paiva lança A Festa do Saci
O Estado, 30/10/2007 |
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Pergunte ao Saci
Revista UMA, Seu Filho, 01/2008 |
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Dia do Saci
Site do Vereador Guilherme Sampaio, 29/10/2007 |
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A Festa do Saci
Tribuna Impressa, Tribuninha, 04/11/2007 |
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Saci
Jornal de Piracicaba, Jornalzinho, 27/10/2007 |
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Dia do Saci: dia de travessuras e armações
Jornal O Povo, 01/11/2007 |
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Bem-vindo ao mundo das traquinagens (por Julia Contier)
O Estado de S. Paulo, Estadinho, 27/10/2007 |
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Travessuras
Jornal O Povo, 01/11/2007 |
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Seres Fantásticos
Publishnews, São Paulo, 26/10/2007 |
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Saci
Jornal O Povo, Folclore, 01/11/2007 |
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A Festa do Saci
Resumo do Cenário, 25/10/2007 |
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O mito ecológico do saci Pererê (II)
Diário do Nordeste, Caderno 3, 01/11/2007 |
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Notícias - Especiais
Guia da Semana, São Paulo, 23/10/2007 |
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Dia do Saci: Novidade no calendário de efémeride da Capital
Diário do Nordeste, 01/11/2007 |
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Lançamento
Secretaria de Estado de Cultura, Agenda Cultural, 21/10/2007 |
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Entra o Saci, saem as bruxas
Jornal O Povo, 31/10/2007 |
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Livraria Cortez lança A Festa do Saci
Instituto Alana, Criança & Consumo, 10/2007 |
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Brechando o Saci
Jornal O Povo, 317/10/2007 |
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Folclore
SUPER! 20/10/2007 |
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A Festa do Saci
Jornal O Povo, Coluna Vertical, 31/10/2007 |
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Orquestra recebe selo comemorativo
Jornal O Povo, 1º Caderno, 11/10/2007 |
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Saci em dia de festa
Diário do Nordeste, 31/10/2007 |
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Conversa ao pé do ouvido
III Seminário BeagaLê - Leitura no Contexto das Artes, 23/9/2007 |
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Saci
Diário do Nordeste, Comunicado, 31/10/2007 |
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Domingo
Jornal O Tempo, Caderno Tempinho, BH, 22/9/2007 |
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Hoje é Halloween e Dia do Saci
O Estado, 31/10/2007 |
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Programe-se - A Festa do Saci
Jornal Pampulha, BH, 22 a 28 de setembro de 2007 |
JORNAL CRIANDO E INFORMANDO - INFORMATIVO DO INSTITUTO EDUCACIONAL O CANARINHO
Fortaleza, CE, pág. 8, novembro de 2008
Entrevista: Flávio Paiva
Produção Coletiva dos estudantes do 4º Ano Tarde: Cláudio de Brito, Giovanna Guerreiro, Luiz Felipe Bezerra, Luiza Magalhães e Mateus Vilarroel.
A Festa é do Saci
Os alunos do 4º ano tarde receberam a visita do escritor e jornalista cearense Flávio Paiva para fazerem uma entrevista. Ele falou sobre a criação, importância e o que representa o Dia do Saci. Confira:
Alunos: De quem foi a idéia de criar o Dia do Saci?
Flávio Paiva: Nasceu em São Luiz do Paraitinga, cidade localizada no vale do Paraíba, uma região que fica no interior do Estado de São Paulo, onde tem muito saci. Lá foi criada a Sociedade dos Observadores do Saci (Sosaci), composta por pessoas que adoram todo tipo de saci.
Alunos: Por que foi criado o Dia do Saci?
Flávio Paiva: Para valorizar a cultura brasileira através do mito popular do Saci, que é o mais conhecido em todo o Brasil. E, claro, juntamente com ele, todos os seres fantásticos da nossa cultura popular. A valorização do Saci é uma forma de auto-valorização e, também uma maneira de darmos um freio no avanço das festas de Halloween, que é uma festa comercial dos Estados Unidos que vem sendo feita aqui no Brasil. Nós temos mitos tão importantes, tão agradáveis, tão assustadores e tão brincalhões como o Saci e ficamos trazendo de outros países coisas que não têm nada a ver conosco.
Alunos: Essa data já é amplamente comemorada no calendário cultural do Estado do Ceará?
Flávio Paiva: Ainda não, pois é algo muito recente. Em 2007, foi votado e aprovado, na Câmara Municipal de Fortaleza, um projeto de lei instituindo o Dia do Saci. Desde então, começou-se a discutir a importância de fazer o Dia do Saci e naturalmente a festa do Saci. Muitas escolas que vinham fazendo a festa de Halloween começaram a fazer a festa do Saci, tanto aqui no Ceará como em outros Estados brasileiros. Então, é uma data que ainda está começando a pegar. Aqui, no Ceará, também desde o ano passado o governo estadual, por meio da Secretaria da Cultura, colocou oficialmente o Dia do Saci no calendário cultural e promoveu na Biblioteca Pública a primeira comemoração do Dia do Saci em Fortaleza. Mas, se você fizer uma pesquisa, às bruxas do Halloween, ainda estão em vantagem, pois somente agora o Saci está solto do Dia do Folclore, para fazer a festa de 31 de outubro.
Alunos: Qual a importância de se ter o Dia do Saci?
Flávio Paiva : É a própria valorização da cultura brasileira, porque com o Dia do Saci as crianças ficarão com a liberdade de inverter as coisas que encurtam a infância, pois têm a liberdade de fazer o que quiserem nesse dia. E fazer a festa no mesmo dia do Halloween permite que as pessoas se obriguem optar: você quer fazer a festa do “tudo igual” ou a festa do “encanto da diferença”? Mas vejam bem, na festa do Saci as bruxas que não se deixaram escravizar pelo consumo exagerado são bem-vindas. As que se arrependerem de ter caído na conversa dos propagandistas do Halloween, que é a segunda maior festa de estímulo ao consumo nos Estados Unidos, também são convidadas. As festas de Halloween são todas do mesmo jeito e com as mesmas fantasias, que em Fortaleza, Porto Alegre, Londres, Nova Iorque ou Salvador. A palavra que se usa para isso, o verbo dessa festa é homogeneizar, tornar tudo igual. Já a Festa do Saci tem conotação cultural. Quando defendo que ela deve ser popularizada é no sentido de que seja conhecida em todo o Brasil, mas com a cara de cada região, com os mitos de cada região e o jeito de fazer as coisas das pessoas de cada lugar. Os “saciólogos”, que é como espirituosamente se chamam os interessados em Saci, não querem que as pessoas pensem iguais, querem que sejam criativas, que as crianças voltem a ter o direito de brincar, mas de brincar de verdade, então é por isso que esse dia é tão importante.
Alunos: Qual a importância dos mitos para a história de um lugar?
Flávio Paiva : O ser humano quando não consegue racionalmente entender algo, produz o mito para explicá-lo. É um recurso de busca de respostas que só encontramos na imaginação, mas que existe em todas as culturas. Então, o Saci foi criado assim. Por isso é que ele é tão fantástico, pois é um fruto da imaginação brasileira, símbolo da brasilidade, símbolo de todos os que fizeram e que fazem do Brasil um lugar especial e encantador.
Alunos: O que o Saci representa para você?
Flávio Paiva : Representa uma síntese da genialidade mestiça do brasileiro. Não conheço outro país que tenha um mito que guarde em si, a unidade da diversidade e da pluralidade. O Saci é assim, ele foi construído por elementos das três etnias que formaram o Brasil. Para os índios, o Saci era um tipo de "capetinha" da mata que tinha o papel de espantar as pessoas que queriam entrar para o interior do Brasil. Dos negros ganhou a cor, perdeu uma perna e ganhou também o pito, que ele usa para fazer travessuras. Dos europeus, recebeu o gorro vermelho, carapuça que os escravos libertos usavam na Roma Antiga para caracterizar que eram escravos livres e que, após a Revolução Francesa, quando foi utilizado também como símbolo da liberdade, chegou ao Brasil com os imigrantes e acabou na cabeça do Saci.
Quer saber mais sobre o Dia do Saci?
Site: www.sosaci.org.br
Livro: "A Festa do Saci", de Flávio Paiva. Editora Cortez com ilustrações de Glair Arruda. Acompanha um Cd.
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FARRA DO SACI - O RALÔUIN BRASILEIRO
SEXTA-FEIRA, 31 DE OUTUBRO - o tradicional Projeto FARRA NA CASA ALHEIA tem a honra de apresentar, em primeira mão, o ralôuin tipicamente brasileiro, A FARRA DO SACI. O halloween americano não cabe mais no nosso dia a dia, com suas bruxas e abóboras... É hora de mudar. E por quê o saci?
O saci é um dos nossos mais expressivos mitos. Ele sintetiza os elementos multiétnicos fundantes do Brasil. De origem nativa (o ser traquinas das matas), incorporou elementos das gentes africanas (a pele negra e uma perna mutilada pela escravidão) e européias (o gorro libertário adotado pelos republicanos, pós Revolução Francesa, que chegou com os imigrantes). No lugar de uma varinha de condão ele faz mágicas com um misterioso cachimbo que herdou dos rituais indígenas de paz e da sabedoria serena dos pretos-velhos.
(COLUNA Flávio Paiva - Diário do Nordeste - Fortaleza, CE, 12/07/2007)
Nesse sentido, a festa do Dia do Saci deve contar com todos os integrantes da comunidade de seres extraordinários do planeta, que quiserem participar, inclusive as bruxas que não se deixaram seduzir pelos feitiços comerciais do Halloween. Os mitos mais significativos das diversas regiões brasileiras, tais como o Caipora, Lobisomem, Curupira, Boto, Iara, Boitatá e a Mula-sem-Cabeça, devem ser ressaltados juntamente com o Saci'.
Então, vista a sua fantasia e se esbalde na farra!!! Não esqueça que a fantasia mais original recebe R$ 100,00 em consumo.
- Início do evento: a partir das 22:00 horas, com os DJ's Marquinhos e Guga de Castro tocando muita música brasileira, música latina, black music (soul, disco, funk, hip-hop)...
- Show com a banda NADA FEITO SAMBA ROCK : a partir da meia noite. Após o show, os DJ's encerram a noite com grande festa.
- R$ 100,00 em consumo para a fantasia mais original.
PRÊMIO ESPECIAL - O Buoni Amici's foi eleito pela Revista Veja Fortaleza 2007/2008 'o melhor lugar da cidade para dançar' .
BUONI AMICI'S - 08 Anos: Farra, Samba e Futebol
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Revista UMA – Ano 9 – nº88 – Janeiro de 2008
Seu Filho – Por Flávia Benvenga
PERGUNTE AO SACI
No livro A festa do Saci (Cortez, 71 págs., R$ 34,90), o escritor Flávio Paiva reúne seres fantásticos do mundo inteiro para tratar de temas superatuais com a criança, como educação ambiental e consumismo. Aqui, ele revela por que o Saci continua tão atual.
1. O que o Saci ensina às crianças sobre meio ambiente?
A educação ambiental não depende apenas de estudos racionais, nem da criação política ambiental. A verdadeira consciência nasce quando aceitamos a companhia das coisas que não existem, despertando a nossa vontade de enxergar mais do que os nossos olhos vêem.
2. Como o Saci pode inspirar as crianças ao consumo consciente?
O comportamento mais conhecido do Saci é o de ser travesso, brincalhão, alegre e risonho. Entretanto, por ter a existência fundamentalmente atrelada à natureza, ele é um protetor ambiental, um lutador contra a exaustão do planeta. E essa condição o torna uma espécie de anti-herói do consumismo.
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Jornal O Povo
1/11/2007
Chamada:
Crianças e adultos participaram das atividades do Dia do Saci na Biblioteca Pública Menezes Pimentel. A efeméride é uma forma de se contrapor ao Halloween
Foto: Evilázio Bezerra
Dia do Saci: Dia de travessuras e armações
Na Biblioteca Pública, alunos participaram das atividades que comemoraram o Dia do Saci (Foto: EVILÁZIO BEZERRA)
Ele amarra o rabo do cavalo, esconde objetos, assusta os bois no pasto, movimenta-se em redemoinhos, imita ruídos estranhos. Com tantas armações, bem que o autor destas brincadeiras poderia ser qualquer um de nós na infância. Mas nem precisou perguntar duas vezes às crianças que visitaram ontem a Biblioteca Pública Menezes Pimentel: "É o Saci!", gritaram eufóricos. Elas participaram das atividades que comemoram a mais nova peripécia desse lendário personagem do folclore brasileiro: dia 31 de outubro é o Dia do Saci.
Basta pensar no nome e a figura do menino travesso logo vem à cabeça: pele negra, corpo franzino, cachimbo na boca, caminhar saltitante sobre uma perna só. Talvez o Saci seja o personagem folclórico que possui a imagem mais difundida entre os brasileiros. "Conheço desde a infância. Ficou na memória do Brasil inteiro", diz o aposentando Manoel Lima dos Santos que participou, com as crianças, das comemorações na Biblioteca. "Já conhecia o Saci, porque minha mãe contava as histórias pra mim", diz Flávio de Sousa, aluno da Escola Aldeídes Régis.
Ouvir histórias, desenhar, pintar o rosto, vestir a carapuça, pular de uma perna só. Idosos e crianças tiveram uma manhã de Saci na Biblioteca Pública. Foi uma oportunidade para relembrar histórias de traquinagens e se divertir. "A gente já sabia alguma coisa, mas ficamos sabendo de outras armações do Saci", conta Letícia Marinho, aluna da Escola Aldeídes Régis. Carminda Gadelha, dona-de-casa, já tinha visto o Saci em filmes, mas nunca tinha ouvido a história dele tão de pertinho. "Conheço um menino que se parece muito com o Saci. Ele é muito engraçado", conta Carminda.
"O Saci é o que melhor representa nossas tradições. É negro, tem um pouco de índio e tem um gorro de tradição européia", diz Otávio Menezes, da coordenadoria do Patrimônio Cultural da Secretaria de Cultura (Secult). Todo mundo tem um pouco de Saci. Fátima Rodrigues, professora do Cies Edmílson Pinheiro, conta que nas escolas há exemplos clássicos. "Na minha sala tem um Sacizinho de primeira, que sempre escapole". Segundo Otávio, essa característica humanizada do personagem foi uma das motivações para a escolha dele como um ícone da valorização das tradições folclóricas brasileiras.
Outras cidades no País, como São Paulo, também realizam atividades para celebrar o personagem. O objetivo é contrapor o Dia do Saci ao Halloween, festejo americano, que vem ganhando espaço na agenda cultural do País. "Se temos símbolos, mitos, porque não elevar as nossas tradições? Percebemos a disseminação da festa do Halloween com o intuito de vender os produtos que dela se originam", acredita Otávio Menezes.
E o 31 de outubro vai ganhar respaldo legal em Fortaleza. O projeto de lei que institui o Dia do Saci, de autoria do vereador Guilherme Sampaio, foi aprovado, ontem, em primeira discussão na Câmara Municipal. "Fortaleza passa a fazer parte de uma rede de resistência e afirmação de valores culturais e da maneira de ser da nossa sociedade", diz o vereador. Segundo Guilherme Sampaio, o projeto deve, ainda, ser aprovado em segunda discussão na Câmara e, depois, enviado para redação final.
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Tribuna Impressa - Tribuninha
Araraquara, 04/11/2007
A Festa do Saci
Uma história fascinante sobre como seres fantásticos de todo o mundo se encontraram na literatura e na música para produzir novos significados para a vida. Gnomos, bruxas e sacis se unem para lutar contra o grande vilão Mente Rosa. O livro vem acompanhado de um CD com 13 músicas. Editora: Cortez / Texto: Flávio Paiva / Ilustração: Glair Arruda
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Jornal O Povo
1/11/2007
Travessuras
Ronaldo Lima, estudante da Escola Aldeídes Regis, é logo apontado pelos colegas de sala como o Saci da turma. E ele confirma: "Parece mesmo! É porque sou negro". Mas não é só isso, Ronaldo. Os colegas dizem que ele é o mais engraçado e vive armando travessuras na escola. Após os amigos listarem algumas das brincadeiras, ele relata: "Fico insultando as meninas, subo em árvores. Só falta a carapuça e a roupa vermelha". E um amigo diz: "A carapuça já tem!", referindo-se ao gorro que receberam na atividade da Biblioteca.
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Jornal O Povo
1/11/2007
Saci
Um debate entre o Saci, personagem do folclore brasileiro, e a festa de Halloween, tipicamente norte-americana, foi realizado ontem, no auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Na ocasião foi lançado o livro A Festa do Saci (Editora Cortez), do jornalista Flávio Paiva (foto) e ainda comemorada a aprovação, pela Câmara Municipal de Fortaleza, do projeto de lei do vereador Guilherme Sampaio, dedicando o dia 31 de outubro ao Saci, como forma de resgatar as tradições do folclore brasileiro.
Foto: Marcus Campos
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Diário do Nordeste - Caderno 3 - Coluna Flávio Paiva
1/11/2007
O mito ecológico do Saci Pererê (II)
Ilustração: Ohi
A mentalidade de modernização, assumida especialmente pelos grandes centros urbanos brasileiros, a partir da segunda metade do século passado, acabou rejeitando deliberadamente muito do imaginário que foi desenvolvido no processo de formação do Brasil. Com a negação dos elementos da cultura florescida no mundo rural, as cidades brasileiras cresceram faltando significativos pedaços de sua alma, dentre os quais se destacam aqueles formados de conteúdos lendários.
O Saci é um mito ecológico indispensável à necessária reinvenção do imaginário brasileiro, tão pressionado pelo modelo dominante do consumismo. Os projetos de urbanização, de revitalização das praças, de resgate das áreas verdes isoladas pela especulação imobiliária nos centros urbanos, de cuidados com as árvores em situação de rua, de conservação e preservação dos diversos biomas brasileiros e de educação ambiental precisam contar com o poder dos nossos mitos e com a força participativa da infância.
A educação ambiental não depende apenas de estudos e análises racionais, nem da criação de órgãos administrativos ambientais, de política ambiental, de programas de reciclagem, de unidades de conservação e campanhas de conscientização. A participação dos seres fantásticos das matas é fundamental nesse processo, considerando que o fato do mito eclode na dimensão do imaginário, mas se realiza no cotidiano das pessoas. A verdadeira consciência nasce quando aceitamos a companhia das coisas que não existem, no despertar da nossa vontade de enxergar mais do que os nossos olhos vêem.
A potencialização da força do imaginário de brasilidade é uma questão de política pública e de obrigação da sociedade. Ações simples e baratas como, por exemplo, a disponibilização de telas com imagens dos nossos mitos para camisetas. A maior dificuldade de quem estampa camisetas é conseguir telas com motivos brasileiros. Enquanto isso, os temas e personagens estrangeiros são facilitados e oferecidos gratuitamente para quem quiser reproduzi-los.
Emboabas, tropeiros, boiadeiros, escravos transferidos e fugidos espalharam a figura do Saci pelo Brasil, tornando-o um mito integrador e de abrangência nacional. Ele tem a identidade do múltiplo. Carrega em sua essência variantes sedimentadas conforme o devaneio dos seus narradores. O Brasil conta com um exército de mitos ecológicos. O Saci Pererê é o mais destacado deles por ser uma síntese do imaginário nativo, negro e branco e por reunir muitos dos atributos ambientais manifestados nos mitos regionais.
Em sua versão mais antiga, o Saci tinha barba de bode, olhos vermelhos e no lugar do gorro alguns apareciam com uma cuia na cabeça pintada de urucum. Na grande enquete que o escritor Monteiro Lobato (1882 - 1948) fez em 1917, para entender e ressignificar o ícone do Saci, as várias histórias contadas pelos leitores de diversas regiões brasileiras testemunham a força desse mito tupiniquim na textura psíquica brasileira. Lobato chamou o Saci à cidade para lembrar e provar que ´esta terra tem uma alma´. Hoje, 90 anos depois, a sustentabilidade é uma questão urgente e a revitalização do Saci cada vez mais necessária.
O mundo da oralidade, da cultura popular, não obedece ao rigor do método científico, por isso também não está subordinado a seus limites. O trânsito da compreensão, os atributos misturados, compartilhados, faz com que uns mitos emprestem características a outros e o importante nesse sincretismo mítico é que cada ser fantástico seja aceito como um valor cultural respeitável no território onde se relaciona. A figura do Saci Pererê é identificada como emblema capaz de se estender com desenvoltura do simples ao complexo, na organização do nosso imaginário sedimentar.
Como o Caipora, o Saci gosta de assustar caçadores. Da mesma forma que a Comadre Florzinha, ele protege os animais selvagens, embora mexa bastante com os animais domésticos a fim de azucrinar a vida de quem se muda para o campo, ameaçando a natureza. Pelo olho que assusta e pela proteção das matas, apresenta semelhanças com Boitatá. Na selva amazônica pode ser confundido com o Mapinguari, ao assombrar caçadores e cortadores de madeira. Nos depoimentos colhidos por Monteiro Lobato, o Saci chega a aparecer com características do Boto: ´Há o saci caseiro, tentador das moças, chamado taterê (...) entra na água sem se molhar´.
Na voz de um caçador profissional o Saci assume os atributos de guardião das florestas atribuídos ao Curupira: ´Vi [o Saci] num secular toco de peroba, que as queimas periódicas não tinham conseguido destruir, um molecote preto, de beiços vermelhos como açafrão, de cócoras, a rir perdidamente´. Há relatos em que o saci aparece com o calcanhar para frente de modo que suas pegadas indiquem direção contrária ao seu caminhar. São comuns também os causos de saci aumentando os ventos para prejudicar a ação das queimadas, estendendo o fogo aos cafezais e canaviais.
O mito ecológico do Saci está presente em muitos causos do livro ´O Sacy Pererê - Resultado de um Inquérito´ (1918). A fala de um morador da cidade de São Paulo sobre a mata onde hoje são os chamados jardins, conta que na boca da noite o Saci saia procurando os meninos que caçavam passarinho e destruíam seus ninhos. O relato testemunha que quando esses meninos viam o Saci corriam deixando para trás gaiolas e alçapões. ´Em Minas há um [Saci] muito reinador que atenta os garimpeiros´, cientifica um depoente. Quando se trata dos espantalhos da noite no Brasil, ´o Sacy é o coração que alimenta três artérias: o lobisomem, a mula-sem-cabeça e a bruxa´, conclui um outro.
O relato de um cearense explica que no Ceará alguns atributos do saci, tais como as travessuras nos galinheiros e nos currais, coincidem com as do caipora. Ele diz que os dois são assustadores e esclarece que nos lugares de predominância indígena o caipora usa uma carapuça encarnada (que era como se chamava a cor vermelha no Ceará em tempos passados) feita de urupemba, um tipo de peneira vegetal utilizada na cozinha, e anda montado num porco do mato conhecido como caititu.
A história de um casal cego que pedia esmolas nas ruas de Caçapava, São Paulo, descreve bem o vínculo do Saci com a preservação ambiental. Marido e mulher haviam conseguido fazer uma derrubada de árvores, apesar da ação do Saci que as regeneravam. Descobriram que aquele pedaço de terra era enfeitiçado pela presença do Saci, para o qual a sombra das árvores eram necessárias. Resumindo, eles conseguiram se livrar da cabacinha onde o Saci guardava seu feitiço e desmataram tudo. Tempos depois, numa cena digna de Edgard Allan Poe (1809 - 1849), não suportando a curiosidade, os dois resolveram desenterrar a cabacinha para ver o que tinha dentro. Ao quebrá-la, foram atacados por marimbondo venenosos que os picaram até que ficassem cegos.
No ´inquérito´ lobatiano um leitor conclui que ´as proezas do sacy, a sua malignidade e esperteza, o seu riso e a sua diabrura, são actos inesperados da natureza brasileira, ironia da sua grandeza´. Diante da exaustão dos recursos naturais do planeta e do esgotamento das relações entre as pessoas, o Saci aparece como o mito dos ventos contrários, o apaixonado pela inexistente flor da samambaia e um anti-herói dos tempos atuais. O Saci está solto e felizmente sabemos do que ele é capaz.
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Diário do Nordeste
1/11/2007
Dia do Saci: Novidade no calendário de efeméride da Capital
CURTAS
Foi aprovado ontem, após 1ª discussão, o Projeto de Lei do vereador Guilherme Sampaio (PT) que institui no calendário oficial do Município de Fortaleza o Dia do Saci, a ser comemorado em dia 31 de outubro. Votou contra o vereador Gelson Ferraz (PRB).
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Jornal O Povo
31/10/2007
Entra o Saci, saem as bruxas

Flávio Paiva, jornalista e escritor lança hoje livro infantil A Festa do Saci (Foto: Divulgação)
Flávio Paiva jura de pés juntos: "A história deste livro é uma história real". Gnomos e duendes foram aprisionados dentro de uma velha máquina de escrever de uma tia de Flávio. Quando a tia, já idosa, decidiu partir em viagem às cidades do interior de Minas Gerais, ele herdou a máquina. Os seres fantásticos pularam quando Flávio começou a bater nas teclas. "Eu tive apenas o trabalho de arrumar o que eles estavam fazendo". A história deu no livro A festa do Saci que será lançado hoje como parte da programação do Dia do Saci da Secult.
O livro infantil conta a história de uma batalha entre seres mágicos que buscam a ajuda do "mais brincalhão dos seres fantásticos brasileiros" para que ele lidere a luta contra o avanço da Mente Rosa, "um monstro pink-sujo que está transformando as crianças em pequenos seres vazios". O Saci, ser inquieto e travesso, seria o mais indicado para combater a padronização orquestrada pela Mente Rosa.
A narrativa da batalha, com contornos bem definidos entre bem e mal, é uma metáfora para as intrincadas disputas pela hegemonia cultural em tempos de globalização. O avanço das comemorações do Halloween pelo Brasil provocou reações. Entre elas, a mais significativa é a instituição em algumas cidades do país - entre elas a megalópole São Paulo - do dia 31 de outubro como Dia do Saci, uma forma de se contrapor ao "dia das bruxas" estadunidense que vem sendo cada vez mais replicado por aqui. A iniciativa que partiu da Sociedade dos Observadores de Saci (ver coordenada) ganha força e já possui dois projetos de lei federal tramitando no Congresso para oficializar nacionalmente o dia, além de um processo no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para o reconhecimento do Saci como patrimônio imaterial nacional.
"As festas das bruxas norte-americana é a segunda maior festa de consumo dos Estados Unidos. Depois do Natal, ela é a maior. Esse negócio tá crescendo aqui no Brasil de uma maneira assustadora. Ela é uma festa de padronização", diz Flávio Paiva. Para o autor, "os sacis são um bom símbolo anti-consumista, porque são muitos e eles podem se associar ao mito local. Essa diversidade da criação da mente imaginativa do Brasil mestiço possibilita que a festa dos sacis nos diversos lugares do Brasil sejam festas diferentes", conclui.
Mito mais difundido pelo Brasil, o Saci teve origem entre os tupi-guarani com o papel de guardião das matas . Ao longo de seus dois séculos de existência ganhou dos negros a cor, o cachimbo e os movimento ágeis da capoeira; e dos europeus, vestiu o capuz vermelho, trazidos pelos imigrantes, emblema da liberdade na Roma antiga e adotado pelos republicanos após a Revolução Francesa. Esses aspectos fazem do Saci o mito escolhido para essa disputa simbólica. "Um dos motivos é essa coisa da natureza, o mito ecológico. Ele dá vida e expressão às áreas verdes. Outro aspecto muito importante é o da brasilidade. Os lugares do mundo que não tiverem a força de sua cultura virarão mão de obra barata pra fazer os mais diversos produtos em situação de semi-escravidão ou terão a existência percebida apenas pelo poder de consumo", interpreta Flávio.
A Secretaria de Cultura (Secult), a partir deste ano, integra o Dia do Saci no calendário cultural do estado. Pela manhã e tarde, na Biblioteca Pública Menezes Pimentel a programação acontece com alunos de escolas púlicas com contação de histórias, ciranda com os idosos, distribuição de gorros para as crianças, entre outras atividades culturais. À noite, continua com atividades adultas no Centro Dragão do Mar, a partir das 19h. Além do lançamento do livro e CD A Festa do Saci, será exibido o documentário Somos Todos Sacys. Para finalizar a programação, a mesa redonda Saci X Halloween: A Guerra dos Mitos, com mediação do jornalista Flávio Paiva e participação do secretário da Cultura do Estado, Auto Filho, do jornalista Antônio Vicelmo, da professora Fátima Limaverde e do vereador Guilherme Sampaio.
"O interesse nosso é mais o de dizer que o Saci existe. O Halloween pode existir, mas a gente quer dizer que o Saci existe também", diz Otávio Menezes, técnico do setor de patrimônio imaterial da Secult. O propósito, segundo Flávio Paiva, é voltar a enxergar o Saci em uma dimensão atual e não preso aos compêndios folclóricos. "Folclore é uma espécie de garrafa que aprisiona o Saci. O propósito da gente tentar enxergar o Saci é restabelecer o espaço de vida da natureza que existe na zona urbana".
SERVIÇO
Lançamento do livro A festa do Saci do autor Flávio Paiva , hoje, às 19h, no Auditório do Centro Dragão do Mar (Rua Dragão do Mar, 81 - Praia de Iracema). O livro acompanha um CD e será vendido por R$ 34,90. O lançamento faz parte da programação do Dia do Saci da Secult. Info.: (85) 3101.1191
Conteúdo extra
Ouça trechos do CD que acompanha o livro no site www.opovo.com.br\conteúdoextra
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Jornal O Povo
31/10/2007
Brechando o Saci
Fundada em 2003, em São Luiz do Paraitinga (SP), a Sociedade de Observadores de Saci (Sosaci) foi criada para fortalecer o mito mais conhecido no país. No manifesto da Sosaci, em tom irreverente, lê-se: "O Saci é reconhecido como uma força da resistência cultural a essa invasão. Na figura simpática e travessa do insigne perneta, esbarram hoje, impotentes, os x-men, os pokemon, os raloins e os jogos de guerra, como esbarravam ontem patos assexuados e ratos com orelhas de canguru".
Nesses quatro anos de existência, a causa foi ganhando visibilidade. O Dia do Saci, uma das iniciativas da Sosaci, já foi instituído em várias cidades e espera aprovação de um projeto de lei federal para ser oficializado em todo território nacional.
Para Vladimir Sacchetta, um dos fundadores da Sosaci, o Saci "é um mito libertário. Ele carrega a agilidade dos negros que jogavam capoeira para enfrentar os capitães do mato, ao mesmo tempo ele faz isso como um travesso. Ele é um mito muito simpático, faz travessura, não maldade". O negrinho de uma perna só ganhou até uma ciência: a saciologia. Os estudos sobre o mito espalham-se pelas mais variadas áreas do conhecimento e, segundo Vladimir, ganhou inclusive estudo recente sob a temática da psicologia de Carl Jung.
Para além dos estudos acadêmicos, "acreditar em Saci é ter a imaginação aberta, porque quem acredita em Saci é capaz de se encantar em um mundo tão conturbado", diz Vladimir. "A gente quer Saci pulando na Praça Vermelha, no Central Park. A gente não quer ficar consumindo apenas bruxas, pokemons e halloween. Quem acredita em Saci acredita na sua própria identidade".
E-mais
No site da Sosaci ( www.sosaci.og ) é possível ler estudos, relatos e encontrar outros sites sobre o mito.
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Jornal O Povo - Coluna Vertical
31/10/2007
A Festa do Saci
Flávio Paiva lança hoje, às 19 horas, no Dragão, o livro infantil A Festa do Saci.
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Diário do Nordeste
31/10/2007
Saci em dia de festa



O Dia do Saci deve ser o dia da liberdade total da infância, o dia em que ninguém manda nas crianças, principalmente os comerciais traiçoeiros da Mente Rosa”. Foi o duende Mais-Novo-e-Sonhador que disse. A Mente Rosa, pra quem ainda não conhece, é “formada por indivíduos gananciosos, capazes de destruir a natureza e de violentar a vida das pessoas simplesmente para ter o controle do mundo. É um monstro pink-sujo que está atacando adultos e crianças de todo o planeta”, explicaram os duendes e gnomos perdidos que já tinham entrado na história.
De forma bem particular, as forças do bem e do mal se enfrentam no livro-CD “A Festa do Saci”, do escritor e jornalista Flávio Paiva, e que traz ilustrações de Glair Arruda (reproduzidas aqui nesta página). O livro-CD será lançado hoje, às 19h50, no Auditório do Dragão do Mar.
O livro faz parte de outras ações que dão início, no Ceará, às discussões sobre o Dia do Saci. As atividades começam pela manhã de hoje, na Biblioteca Pública Menezes Pimentel. À noite migram para o Auditório do Centro Dragão do Mar. Inicialmente, às 19h, será exibido o documentário “Somos Todos Sacys”, de Sylvio Rocha e Rudá K. de Andrade. Logo em seguida, o lançamento do livro-CD de Flávio. Das 20h às 20h10, a exibição de spots produzidos pelos alunos da Unifor. Para fechar a noite, uma mesa redonda será montada com o Secretário de Cultura do Estado, Auto Filho, Flávio Paiva, o repórter do Diário do Nordeste, Antônio Vicelmo (leia artigo, na página 4, sobre figuras míticas), o autor do Projeto de Lei instituindo o Dia do Saci no calendário oficial de Fortaleza, Guilherme Sampaio, e Fátima Limaverde, diretora da Escola da Vila.
Flávio explica que o livro nasceu de forma inesperada. Ele acompanhava, desde 2004, as atividades da Sociedade dos Observadores de Saci (que se condensa no sugestivo Sosaci) e decidiu contribuir na luta pela valorização dos mitos brasileiros, em que põe o Dia do Saci como uma tática nesse sentido. “Quando você cria o Dia, você não vai interferir no que o mito é. O Dia é para criar condições objetivas das pessoas experienciarem o mito”, explica ele em entrevista ao Caderno 3. “E que não vai acontecer só nesse dia. A partir do momento que as pessoas começam a se relacionar com o mito de uma forma menos comercial e mais motivada pelos aspectos da cultura de cada um facilita que as escolas, por exemplo, criem atividades que aproximem os sacis das pessoas”, continua.
“A Festa do Saci” é mais um passo na tentativa de fazer do zombeteiro um personagem presente na vida das pessoas. “Negar uma criação tão fabulosa e que existe em todos os lugares do país é negar a nossa capacidade imaginativa. Esse é um dos motivos que me move nessa discussão. O mundo tá precisando de mais imaginação, de mais proximidade do ser humano individualista, consumista, com o outro, com a preservação do meio ambienta. Daí a importância dos seres míticos nessa ‘regeneração', vamos dizer assim”.
Flávio conta que ter o Dia do Saci é muito bom por vários motivos. Um deles é tirar “o Saci da garrafa do folclore. O folclore é muito legal, não tenho nada contra. Mas de certa forma ele aprisionou os mitos do cotidiano. Você apenas estuda o Saci e outros mitos, mas não os vivencia. O que o meu livro propõe é experienciar uma resignificação do Saci”.
Assim, o livro-CD começa quando um rapaz - ele próprio, Flávio, que garante ser verdadeira a história - ganha, em tempos de downloads, uma máquina de escrever. A tia oitentona que deu o presente não explica muito bem a razão dele. Mas o narrador não demora muito para descobrir. Ele será responsável por ajudar uma série de figuras mitológicas a encontrar, no Brasil, o ser mais irreverente da cultura, e juntos combaterem a Mente Rosa.
Serviço :
Dia do Saci em Fortaleza. Ações culturais para a legitimação do dia. Hoje, pela manhã e à tarde na Biblioteca Pública Menezes Pimentel. A partir das 19h, no Auditório do Dragão do Mar, exibição do filme ´Somos Todos Sacys´, lançamento do livro-CD ´A festa do Saci´ e mesa-redonda que põe em foco a discussão. Entrada gratuita. Mais informações: (85) 3254-3390
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Diário do Nordeste - Comunicado
31/10/2007
Saci
O jornalista Flávio Paiva lança hoje, no auditório do Centro Dragão do Mar, o livro ´A festa do Saci´. Às 19 horas.
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O Estado
31/10/2007
Hoje é Halloween e Dia do Saci
O Dia do Saci terá comemoração nesta quarta, 31 de outubro. Símbolo cultural vivo no imaginário cearense, a figura do Saci é tema da programação especial promovida pela Secretaria da Cultura (Secult). O acesso é gratuito. Pela manhã e tarde deste dia 31, a Biblioteca Pública Menezes Pimentel será sede da programação com contação de histórias, ciranda com os idosos, distribuição de gorros para as crianças, entre outras atividades.
À noite, o Centro Dragão do Mar concentra uma abordagem mais adulta: às 19h, a exibição do documentário Somos Todos Sacys abre a programação no auditório. Na seqüência, haverá o lançamento do livro e CD A Festa do Saci; apresentação dos melhores spots sobre o Dia do Saci, produzidos por estudantes de Publicidade e Propaganda da Unifor; e a mesa redonda Saci X Halloween: A Guerra dos Mitos, com mediação do jornalista Flávio Paiva e participação do secretário da Cultura do Estado, Auto Filho, do jornalista Antônio Vicelmo, da professora Fátima Limaverde e do vereador Guilherme Sampaio. Informações: 3101.1191.
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O Estado
30/10/2007
Flávio Paiva lança A Festa do Saci
"Na aventura deste livro/cd tive o privilégio de me reunir com muitas crianças e com vários integrantes das comunidades de seres extraordinários do planeta, tendo o Saci como mito integrador da cultura nacional". Essas são palavras do autor do livro "A festa do Saci", o jornalista Flávio Paiva.
O livro será lançado nesta quarta-feira (31), às 19horas, no auditório do Centro Dragão do Mar (próximo ao planetário). A história narra que o autor ao abrir uma tampa da velha máquina de escrever, que ganhou de presente de uma tia oitentona, descobre uma intensa e animada movimentação de seres fantásticos.
Para leitores grandes e pequenos, esta obra trás parte de nossa essência cultural, do imaginário brasileiro e o direito de dialogar com os próprios mitos. Flávio Paiva liberta as criaturas do bem, contra a massificação cultural e o consumismo desenfreado de nossas crianças.
De acordo com Ana Lúcia Villela, pedagoga e presidente do Instituto Alana, (organização não-governamental que mantém o Projeto Criança e Consumo), a cada frase do livro encontra-se uma nova pista, a cada capítulo, uma nova brincadeira. "Um livro ousado e travesso que não apenas conta, mas propõe. Imagine só quando Flávio fizer setenta e sete anos". Uma realização da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), e a Cortez Editora. Uma aventura que ensina e diverte.
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Diarinho -
Hora de Folga - 10/07
Livros de Arrepiar - Mais livros para ler no mês das bruxas
Quando o narrador
do livro A Festa do Saci (Flávio Paiva, editora Cortez, 72 págs., R$ 34,90) resolveu apertar as teclas da máquina de escrever da tia, uma coisa mágica aconteceu: duendes apareceram. Essas criaturas precisam da ajuda dele para localizar o Saci.
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Site do Vereador Guilherme Sampaio
29/10/2007
DIA DO SACI
Projeto de lei que fixa o dia 31 de outubro como dia do Saci foi aprovado nesta quarta-feira, dia 31. À noite, Guilherme participa de debate no Dragão do Mar sobre o tema
A Câmara Municipal de Fortaleza aprovou nesta quarta-feira, 31, projeto de lei do vereador Guilherme Sampaio (PT) que institui a data como o Dia Municipal do Saci.
A partir de uma provocação do jornalista Flávio Paiva, o parlamentar deu entrada na Câmara Municipal ao projeto de lei (0189/07) para a criação da efeméride. Além de homenagear um dos personagens mais tradicionais do folclore brasileiro, o intuito da proposição é fazer com que, na Capital, ao invés de ser comemorado no 31 de outubro o Halloween, festa norte-americana, seja celebrado o dia de uma lenda genuinamente brasileira.
Segundo Guilherme, o dia seria do Saci, mas a intenção é resgatar as tradições do folclore brasileiro de uma forma geral e festejar as figuras mitológicas da cultura nacional, promovendo e incentivando a leitura e elaboração de obras comprometidas com os valores e raízes nacionais.
“A intenção deste projeto é ensinar às crianças, que o País também tem seus mitos, difundindo a tradição oral, a cultura popular e infantil, os mitos e as lendas brasileiras”, diz Guilherme. "Temos que afirmar quem somos. queremos fazer o bom combate cultural, evocar nos espaços públicos estes mitos que tanto têm a ver com nossa identidade, nossas raízes culturais", ressalta.
Para o jornalista Flávio Paiva, a festa do Dia do Saci é um “contraponto à expansão do consumismo no Brasil” e uma oportunidade de aproximação com o mais autêntico imaginário brasileiro.
Homenagem é tema de debate no Centro Cultural Dragão do Mar
Hoje, dia 31, as secretarias de Cultura do Estado e Município realizaram extensa programação na Biblioteca Pública Menezes Pimentel em comemoração ao Dia do Saci. Às 19 horas, a efeméride é tema do debate “Saci x Halloween: a guerra do mitos”, às 20 horas, no Centro Cultural Dragão do Mar.
Participarão da discussão o Secretário da Cultura do Estado, Auto Filho, o jornalista Flávio Paiva, do Diário do Nordeste, Antônio Vicelmo (do Diário do Nordeste no Cariri), o vereador Guilherme Sampaio, autor do projeto de lei que cria a efeméride e Fátima Limaverde da Escola Viva.
Fonte: http://www.guilhermesampaio.com.br/noticias/texto.asp?ID=514
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Jornal de Piracicaba - Jornalzinho
Piracicaba, 27/10/2007
Saci - O autor narra como seres fantásticos de todo o mundo se encontraram na literatura e na música para produzir novos significados à vida cotidiana.
Título: A Festa do Saci
Autor: Flávio Paiva
Ilustrações: Glair Arruda
Ed. Cortez
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O Estado de S. Paulo - Estadinho
Sábado, 27 de outubro de 2007
Bem-vindo ao mundo das traquinagens
Julia Contier
Desde 2005 o Brasil decidiu comemorar o Dia do Saci no 31 de outubro para valorizar o folclore nacional em Dia de bruxa. (...)
(...) "A Livraria Cortez, a Cortez Editora e o jornalista Flavio Paiva convidam os leitores do Estadinho para o lançamento do livro A Festa do Saci.
Hoje, às 16h, na Rua Bartira, 317 - Perdizes. Tel.: (11) 3873-7111."
http://txt.estado.com.br/suplementos/esta/2007/10/27/esta-1.93.27.20071027.37.1.xml
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Seres fantásticos
PublishNews - São Paulo, 26/10/2007
Ao abrir a tampa da velha máquina de escrever que ganhou de presente de uma tia oitentona o autor descobre uma intensa e animada movimentação de seres fantásticos. Flávio Paiva junta-se a eles e a um grupo de crianças em uma aventura que ensina e diverte. A festa do Saci (Cortez Editor, 72 pp., R$ 34,90), com ilustrações de Glair Arruda, é uma obra embalada por imagens literárias e musicais. Aborda, não a figura do Saci apartada nos compêndios do folclore, mas o ente fantástico que está ao redor e que faz parte do pulsante imaginário brasileiro. O livro vem acompanhado de um CD com 13 faixas de música. O lançamento acontece amanhã (27/10), às 16h, na Livraria Cortez (Rua Bartira, 317, Perdizes - SP - Tel. 11- 3873-7111)
http://www.publishnews.com.br
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Resumo do Cenário
Quinta, 25 de outubro de 2007
A Festa do Saci
Convite

A Festa do Saci narra como seres fantásticos de todo o mundo se encontraram na literatura e na música para produzir novos significados à vida cotidiana. Ao abrir a tampa da velha máquina de escrever que ganhou de presente de uma tia oitentona o autor descobre uma intensa e animada movimentação de seres fantásticos. Flávio Paiva junta-se a eles e a um grupo de crianças em uma aventura que ensina e diverte. (Postado por Peter O')
http://resumodocenario.blogspot.com/2007/10/festa-do-saci_8683.html
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Guia da Semana
São Paulo, Terça, 23 de outubro de 2007
NOTÍCIAS - ESPECIAIS
Livro e CD reúnem mitos em história real

A Livraria Cortez, a Cortez Editora e o autor e jornalista Flávio Paiva convidam para o lançamento o livro A obra aprersenta ilustrações de Glair Arruda e é embalada por cativantes imagens literárias e musicais, capazes de despertar nas leitoras e nos leitores muitos dos mitos que, bem ora adormecidos, fazem parte da nossa essência cultural e ambiental. Aborda, não a figura do Saci apartada nos compêndios do folclore, mas o ente fantástico que está ao redor e que faz parte do pulsante imaginário brasileiro.
Serviço:
Lançamento: dia 27 de outubro de 2007 (sábado)
Horário: 16h
Onde: Livraria Cortez
Endereço: Rua Bartira 317 - Perdizes
Tel: (11) 3873-7111
Ficha Técnica do livro
Autor: Flávio Paiva
Ilustrações: Glair Arruda
Editora: Cortez Editor
Preço sugerido: R$ 34,90
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Secretaria de Estado de Cultura
Agenda Cultural - Evento - 21/10/07
17h, lançamento do livro e CD A Festa do Saci , do autor cearense Flávio Paiva (na foto, com seus personagens), com palestra do autor e autógrafos, Sala Multiuso, Espaço Cultural 508 Sul, acesso livre.
http://www.sc.df.gov.br/agenda/dia.php?&view=day&date=2007-10-21
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Instituto Alana - Criança & Consumo
Outubro de 2007
Livraria Cortez lança A Festa do Saci
Crianças compram desesperadamente sem imaginar que foram fisgadas pelo plano diabólico da Mente Rosa. Num mundo em que se perdeu o gosto pelas histórias populares e pelas fantasias do universo infantil, a narrativa do escritor cearense Flávio Paiva sobre a tentativa de resgatar as crianças da ilusão do consumo é um alento. O livro A Festa do Saci, que será lançado no dia 27 de outubro na livraria Cortez, em São Paulo, conta a descoberta de criaturas presas dentro de uma máquina de escrever que tentam combater a vilã Mente Rosa.
Na história de Flávio Paiva, todos os fatores que seduzem e induzem ao consumismo se reúnem em uma personagem só. As criações infantis, as fábulas e os mitos regionais são aprisionados e desaparecem da vida das crianças para que a Mente Rosa tenha total controle sobre elas. A figura travessa do Saci surge, então, como um resgate da infância. Ao invés do Halloween, festa tipicamente norte-americana, propõe-se o Dia do Saci, comemorado oficialmente no Brasil desde 2005 no dia 31 de outubro.
Graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará, Flávio Paiva é autor e compositor de diversos livros e CDs infanto-juvenis e colunista do Diário do Nordeste, em Fortaleza.
http://www.criancaeconsumo.org.br/imprensa/663.html
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SUPER!
Brasília, 20/10/2007
Folclore
Flávio Paiva se junta a seres fantásticos e a um grupo de crianças e vive uma aventura que ensina e diverte em A Festa do Saci, que será lançado amanhã, às 17h, na sala multiuso do Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul). O livro, com ilustrações de Glair Arruda, relembra mitos que fazem parte da cultura brasileira e vem acompanhado de um CD com 13 músicas contemporâneas produzidas por André Magalhães. Ed. Cortez. R$ 34,90. Informações:3443-6039.
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Jornal O Povo, 1º Caderno, Pág. 5
Fortaleza, 11 de outubro de 2007
ELEAZAR DE CARVALHO
Orquestra recebe selo comemorativo

Crianças e adolescentes interagiram na apresentação da Orquestra(Foto: DÁRIO GABRIEL)
Mais de 360 crianças e adolescentes participaram ontem de uma festa especial. O concerto didático da Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho, que acontece sempre na primeira quarta-feira do mês no Theatro José de Alencar, festejou a Semana da Criança e os 10 anos da orquestra. Para marcar a data, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) lançou um selo e um carimbo comemorativos à data. Para completar a comemoração, o público pôde ouvir pela primeira vez a execução da obra "A Festa do Saci", de autoria do músico e ator Orlângelo Leal e do jornalista Flávio Paiva.
Para o gerente administrativo dos Correios, Célio Coelho, a homenagem é um incentivo para que a orquestra continue a desempenhar seu papel cultural com a comunidade e a tornar acessível às pessoas a música erudita. O regente da orquestra, Márcio Landi, disse ter ficado muito feliz com a iniciativa dos Correios. "É uma maneira de marcar a existência da orquestra. O selo e o carimbo vão ficar na história e, daqui a 50 anos, as pessoas ainda vão lembrar."
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III Seminário BeagaLê - Leitura no Contexto das Artes
23 de setembro
16h - Conversa ao pé do ouvido - Encontro com o escritor Flávio Paiva e lançamento do seu livro "A Festa do Saci": Local: Centro de Cultura Lagoa do Nado.
R. MInistro Hermenegildo de Barros, 904 - Itapoã - 3227-7321 - Belo Horizonte-MG
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Jornal O Tempo - Caderno Tempinho - Belo Horizonte, Sábado, 22/9/2007
DOMINGO (23)
Vale dar uma passadinha no parque Lagoa do Nado, às 16h, para o lançamento do livro/CD do jornalista, compositor e escritor Flávio Paiva, do Ceará. Ele lançará seu livro "A Festa do Saci", que narra como seres fantásticos de todo o mundo se encontraram na literatura e na música para produzir novos significados à nossa vida.
"A Festa do Saci" é uma obra embalada por imagens capazes de despertar nas leitoras e nos leitores muitos dos mitos que, embora adormecidos, fazem parte da nossa essência cultural e ambiental.
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Jornal Pampulha - Belo Horizonte, 22 a 28 de setembro de 2007
Programe-se
A Festa do Saci - No III Seminário de Leitura BeagaLê, lançamento do livro do jornalista, compositor e escritor Flávio Paiva, do Ceará.
Parque Lagoa do Nado. Neste domingo (23), ás 16h.
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