Infância  
   
 
 
 
 
 
 
 
    Cd Samba-le-lê
Cantigas Infantis de Flávio Paiva por Olga Ribeiro.
Editora Plural de Cultura,1999.
 
   

"Iniciativas independentes das grandes gravadoras têm oferecido produtos interessantes para o público infantil. Não servem ao consumismo e à erotização precoce. Desse quilate é o cd Samba-le-lê, de Flávio Paiva" (Mauro Dias)

"O universo infantil é retratado no Samba-le-lê com ótica de quem entende de criança ou, quem sabe, guarda dentro de si o menino levado de tempos atrás. Nada de pieguismo ou linguagem pueril" (Elvira Drummond)

"O Samba-le-lê mostra que ainda é possível se fazer canções infantis com inteligência e sensibilidade" (Karine Rodrigues)

 
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Peças da campanha de divulgação do lançamento
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Peças da campanha Semana da Criança North Shopping
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  Letras    
 

01. Amarelinha
(Flávio Paiva)

Quem quer brincar de macaca
Começa riscando o chão
Pode ser com giz branquinho
Pode ser com preto carvão

Chamar muitos amiguinhos
Fica mais interessante
...mais alegre a alegria
quando tem muitos brincantes

Chama a Julia, chama o Leo
A Camila e o Gabriel
Chama o Kim, chama a Lara
O Victor e a Maria Clara

Joga a pedra numa casa
Pula na ponta do pé
Joga a pedra noutra casa
Faz palminha-de-guiné

Chama a Julia, chama o Leo
A Camila e o Gabriel
Chama o Kim, chama a Lara
O Victor e a Maria Clara

Lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá...


02. Fábula sem moral
(Flávio Paiva)

Uma vez
Sem era, sem é, sem será
Uma (...) stória, sem “e” sem “h”
Que não sei
Com cê
Com ó
Com ene
Com tê
Com a
Com erre
Contar
Lá, rá, lá, rá, lá, iá...

Mas tinha bruxa, condão
Fada madrinha e lobo mau
Reis, pastores, alfaiates, pescadores
Bosques cheios de assombração

Tinha mago, princesa, sereia
Imensos castelos de areia
Soldado de chumbo e muito tesouro
E a galinha dos ovos de ouro

Uma vez
Sem era, sem é, sem será
Uma (...) stória, sem “e” sem “h”
Que não sei
Com cê
Com ó
Com ene
Com tê
Com a
Com erre
Contar
Lá, rá, lá, rá, lá, iá...

Cantava o rouxinol pelas grotas
Mimando um gato de botas
Rãs, marrecas, formigas, pererecas
Animavam a noite na floresta

Dançava o sabiá com a andorinha
O preá marcava passo com a joaninha
Tinha festa entre raios e trovões
Asa branca no banquete de dragões


03. Cafuné
(Flávio Paiva)

Oh, que cafuné
Cochilinho de cafuné
Pra dormir, um cafuné
Faz sonhar...oh, cafuné

Dorme
A cidade dorme
Os brinquedos dormem
Como é bom dormir

Que cafuné!
Cochilinho de cafuné
Pra dormir, um cafuné
Faz sonhar...oh, cafuné

Dorme
Papai vai dormir
Mamãe vai dormir
O sol foi dormir

Que cafuné!
Cochilinho de cafuné
Pra dormir, um cafuné
Faz sonhar...oh, cafuné

04. Pra ninar o carneirinho
(Tarcísio Sardinha / Flávio Paiva)

Era bem tarde da noite
Silêncio no quintal
Quando a mamãe escutou
Alguém chamando por ela

Andréa... Andréa...

Acordou logo o papai
Pra ver quem podia ser
Se era imaginação
Se era alguém no portão

Andréa... Andréa...

E o vovô despertou
E a vovó despertou
E todo mundo levantou
Pra logo ver o que era

Não era uma coisa nem outra
Era a mamãe ovelha
No frio do orvalho
Chamando o carneirinho
Para fazer carinho

05. Lucas
(Andréa Pinheiro / Flávio Paiva)

Lucas
Que bom ninar você
Estar com você
Ser seu canto, seu acalanto
Neste aconchego

Lucas
Sonhar nunca é em vão
Estrelas do sertão
Na maré cheia, pisar na areia
Cheiro de mar

Vamos
Embalar essa rede
Rabiscar na parede
Um imenso luar

Vamos
A contar carneirinhos
A dormir de mansinho
Até o dia raiar

Vamos
Que viver vale a pena
...um grande poema
A natureza nos dá

06. Pinóquio e Emília
(Flávio Paiva)

Os meninos quando nascem
São bonecos de madeira
As meninas quando nascem
São bonequinhas de pano

Ai vem a mãe leiteira
A baladeira, a brincadeira na ladeira
Vem o circo do cigano
O desengano, mano fulano

Inquieto, bravo, genioso
Arrebitada, implicante, tagarela
...ele, é ela!

Aflito, intrometido, buliçoso
Agitada, engraçada, magricela
...ele, é ela!

07. Cantiga de Bárbara, a Borboleta
(João Monteiro Vasconcelos / Flávio Paiva)

Cores de jardim
flores a dançar
é como soletrar amor
voa pelo ar
cantiga vai buscar
para o meu soninho

Bárbara-ra-ra-ra-ra...
Bárbara, Bárbara!

08. Festa em Independência
(Tarcísio Sardinha / Flávio Paiva)

Dia de chuva, a cidade em festa
A meninada toda sai pra rua a se banhar
Uns de calção, pés descalços, outros não
Na farra da floração

Chove pra lá
Chove pra cá
Pinguinho de chuva
Vem me abraçar

Vem de montão
Boca de jacaré
Rega o meu coração
De sabor picolé...é, é, é...

E da calçada a gente pode avistar
Um belo arco-íris, vira e volta é só pintar
Felicidade num barquinho de papel
Lápis de cor dos anjos do céu

Chove pra lá
Chove pra cá
Pinguinho de chuva
Vem me abraçar

Vem de montão
Boca de jacaré
Rega o meu coração
De sabor picolé...é, é, é...

09. Noite de Lutin
(Victor Jará / Versão Flávio Paiva)

Frágeis como passarinhos
Saltitando na calçada
Fogos claros de Lutin
Noite pouco sossegada
O cachorro faz au, au
O gatinho só miau
A tartaruga calada

São meninos e meninas
Com suas asas de infância
Acendendo brincadeiras
Choro e riso em abundância
Uma bolinha de meia
Um cantinho reservado
E o mundo está criado

Pelo vidro do aquário
O peixinho só olhava
E parece que ao bichinho
O passatempo agradava
As crianças com a bola
O cachorro e o gato
Jogando pelas calçadas

Donos dessa fantasia
Entre o sonho e a diversão
Os meninos e as meninas
Voam na imensidão
Com brinquedos de criança
Animais de estimação
E nos olhos a esperança

10. A sementinha
(Flávio Paiva)

Achei uma sementinha outro dia
Estava bem ao lado da coxia
Perdida no calçamento
Sozinha ao relento

Plantei a pobrezinha no jardim
Ao lado de um tronco de xaxim
Não sei do que será
Não sei se vingará

Será a sementinha da flor mais perfumada?
Será a sementinha de rosa maltratada?
Será a sementinha de chá medicinal?
Será a sementinha de árvore de natal?

 
 
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01. Amarelinha

06. Pinóquio e Emília

 
03. Cafuné 08. Festa em Independência
 
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Samba na barra da saia
Revista Educação, ano 27, n 232, agosto de 2000

Inspirado no nascimento de seu filho, o compositor e jornalista cearense Flávio Paiva lança CD infantil com acalantos, cantigas de amor, xotes, marchas-frevo e até um rap funkeado.

Samba-le-lê é um auto infantil afro-brasileiro - também conhecido como dança do lelê - que está em nosso imaginário de danação sadia do corpo e da alma. quem não sabe cantarolar os versos "Samba-le-lê tá doente, tá com a cabeça quebrada..."? Pois o jornalista Flávio Paiva aproveitou a expressão dessa cançãozinha como um guarda-chuva simbólico para abrigar o espírito de um delicioso disco de músicas infantis escritas por ele.

"Empolgado com a gravidez de minha mulher, Andréa, senti vontade de fazer uma composição de boas vindas para nosso filho Lucas. No entanto, acabei escrevendo um tipo de canção dos brincantes, intitulada Amarelinha , e, depois dela, outras tantas, que foram saindo uma atrás da outra, sempre envolvendo nosso ambiente, valores e referências culturais que o Lucas iria encontrar ao nascer. A cantiga de amor para ele saiu por último, em parceria com a Andréa”, conta Paiva.

Quando o filho do compositor nasceu, o CD já estava pronto, com dez canções de letras inteligentes e envolvidas num mosaico rítmico variado: baião, xote, cantiga de amor, acalanto e rap funkeado. Todas interpretadas pela cantora Olga Ribeiro, com a participação de um coro infantil composto de 15 meninos e meninas. “A atmosfera de espontaneidade do disco requereu naturalmente a participação de crianças que pudessem cantar livremente, como em uma brincadeira de calçada”, explica Paiva, que complementa, esclarecendo qual a faixa etária de seus ouvintes: “Se tomarmos como parâmetro o Lucas, começa na barriga da mãe, antes do nascimento, e vai até a quarta idade do seu avô mais adiantado no tempo. Outro dia fui dar uma palestra na Universidade Federal d o Ceará e fiquei surpreso com a declaração de alguns estudantes do centro acadêmico de biologia que me informaram o quanto escutam o CD para descontração antes de reuniões.”

A tiragem inicial do Samba-le-lê de mil cópias, contou com o apoio do Instituto O Canarinho, de Fortaleza (CE), onde foi realizado o primeiro lançamento, dentro de uma programação de arte-educação. A segunda tiragem, de 1.500 discos, teve toda a sua renda destinada ao projeto de aleitamento materno da Pastoral da Criança e à Casa do Menino Jesus, que atende crianças vítimas de câncer.

Por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Ceará, Flávio Paiva aprovou um projeto para editar mais cinco mil exemplares do CD, que serão distribuídos para arte-educadores e bibliotecas das escolas públicas da região metropolitana de Fortaleza. “Conseguimos o apoio cultural da Companhia Energética do Ceará, que já assinou a Declaração de Incentivo. No momento, estamos esperando a liberação do certificado por parte da Secretaria da Fazenda do Ceará”, anima-se.

Lançamento do CD “Samba-le-lê”
Tribuna do Ceará, Vitrine, 07/01/2000

Maio. Disco com composições do jornalista Flávio Paiva, interepretado pela cantora cearense Olga Ribeiro, com sonoridade para agradar a crianças de todas as idades.

DISCOS:
Crianças Inteligentes
O Estado de S. Paulo, Caderno 2 - 02/12/1999

Por Mauro Dias

Iniciativas independentes das grandes gravadoras têm oferecido produtos interessantes e inteligentes para o público infantil. Não servem ao consumismo e à erotização precoce. Desse quilate é o CD Samba-lê-lê , de Flávio Paiva, músicas interpretadas por Olga Ribeiro. São histórias de bichinhos, acalantos, historinhas de letras e números, delicadezas que encantarão menininhos e menininhas. As composições de Flávio Paiva, sobretudo simples, diretas, são de memorização fácil; o coro infantil funciona melhor do que a encomenda. O projeto gráfico é uma graça. Fale com os autores pelo endereço flaviopaiva@fortalnet.com.br.

Brincadeira boa
O Povo, Atitude, Adriano de Lavôr

A campanha do Dia da Criança do North Shopping, ao som de Samba-le-lê, o CD de Flávio Paiva interpretado por Olga Ribeiro, já arrecadou R$ 7,5 mil para Pastoral da Criança e Casa do Menino Jesus.

Programa Cultura Musical - Olga Ribeiro
Centro Cultural Banco do Nordeste


13.outubro.99, às 12:00 e 18:00h


Programa
1. Amarelinha (Flávio Paiva)
2. Fábula Sem Moral (Flávio Paiva)
3. Cafuné (Flávio Paiva)
4. Pra Ninar o Carneirinho (Tarcísio Sardinha & Flávio Paiva)
5. Lucas (Andréa Pinheiro & Flávio Paiva)
6. Pinóquio e Emília (Flávio Paiva)
7. Cantiga de Bárbara, a Borboleta (João Monteiro Vasconcelos & Flávio Paiva)
8. Festa em Independência (Tarcísio Sardinha & Flávio Paiva)
9. Noite de Lutin (Victor Jará Versão: Flávio Paiva)
10. A Sementinha (Flávio Paiva)

Olga Ribeiro
Cantora de timbre vocal que evidencia extrema beleza e perfeito senso de afinação, Olga Ribeiro também se destaca pela sensível e refinada escolha do repertório de seus discos e espetáculos, priorizando autores consagrados ao lado de novos valores da Música Popular Brasileira. Surgida no cenário artístico cearense em meados da década de 80, Olga Ribeiro revelou seu talento em festivais de música e shows pelo circuito universitário, conquistando prêmios e alcançando grande destaque entre os artistas de sua geração por seu acentuado talento de intérprete.

A trajetória artística de Olga Ribeiro inclui a realização de shows individuais e coletivos por várias capitais brasileiras e também no exterior, onde atuou ao lado de Eugênio Leandro, Tarcísio José de Lima e Nara Vasconcelos. De sua afinada parceria com o compositor e produtor cultural Flávio Paiva resultaram aplaudidos trabalhos em disco, a exemplo de América. “Pão e Poesia” e “Samba Lê Lê”, recheado de temas voltados para o universo lúdico e o imaginário infantil.

Flávio Paiva
Flávio Paiva é jornalista profissional, mas tem dado uma significativa contribuição à nossa música também como compositor. É autor dos CDs “Rolimã” (1994), coletânea com vários intérpretes cearenses, dentre os quais, Kátia Freitas, Edmar Gonçalves e Mona Gadelha, “Terra do Nunca” (1997), em parceria com a cantora maranhense Anna Torres e com o baixista Paulo Lepetit, de São Paulo, e “Samba-le-lê (1999), na voz de Olga Ribeiro. Ao lado do jornalista Moacir Maia, coordena o Fórum da Música Plural Brasileira, ação de cidadania pela democratização da nossa musicalidade inventiva.

Ficha Técnica
Olga Ribeiro: Voz
Tarcísio Sardinha: Violão
Márcio Resende: Flauta
Hoto Jr: Percussão

Produção: Calé Alencar
Técnica: Zeuxis
Artes: Franciane Magalhães

Lançamento do Samba-le-lê atrai multidão
O Povo, Cidades - 11/10/1999

CHAMADA
SAMBA-LE-LÊ ATRAI MULTIDÃO
Foi lançado ontem, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, o CD Samba-le-lê, de Flávio Paiva. A renda arrecadada com a venda dos 1.500 CDs será destinada ao programa de aleitamento materno da Pastoral da Criança e para a Casa do Menino Jesus, que abriga crianças com câncer

FOTO

Renda com a venda do CD de Flávio Paiva será destinada à Pastoral da Criança e à Casa do Menino Jesus, que cuida de crianças com câncer

O público infantil marcou presença no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, no finalo da tarde de ontem, prestigiando o lançamento do CD Samba-le-lê , do escritor e compositor Flávio Paiva. Toda a renda arrecadada com a venda dos 1.500 CDs será doada para o programa de aleitamento materno da Pastoral da Criança e para a Casa do Menino Jesus, que presta assistência as crianças doentes de câncer.

A festa começou às 17 horas, com diversas brincadeiras e jogos para a garotada, além da apresentação de palhaços, recreação com os escoteiros mirins e pula-pula. “Na véspera do dia das crianças não podíamos deixar de trazer a garotada para se divertir. É uma apresentação cultural muito interessante e melhor ainda porque é gratuita”, afirma Yara Guedes, ao lado da filha Yasmin, de 5 anos, que levou também os sobrinhos para a festa. O público lotou o pátio externo do Centro Dragão do Mar.

Segundo Flávio Paiva, o CD de músicas infantis pretende resgatar as brincadeiras de criança. “Hoje em dia as crianças cantam músicas que não são propriamente infantis. O sentido desse disco é resgatar esse lado lúdico”, afirma. “É mostrar a importância de se reunir de brincar na calçada e aprender as canções infantis com a turma”, diz. Todas as letras e músicas do CD foram compostas por Flávio Paiva.

Segundo o compositor, as crianças que cantam no CD não fazem parte de nenhum coral oficial. “Escolhemos crianças de idades diferentes, bairros diferentes, classes sociais diferentes, mas com um ponto em comum, que é o gostar de brincar”, afirma Flávio Paiva.

A gravação e lançamento do CD Samba-le-lê contou com o patrocínio do North Shopping. Parte dos 1.500 CDs começaram a ser vendidos na festa de lançamento. As vendas serão feitas no North Shopping. O dinheiro arrecadado com as vendas do CD, que custa R$ 5,00, será doado para a Pastoral da Criança e para a Casa do Menino Jesus.

Foto: Stênio Saraiva

Programação da Criança em Fortaleza
Diário do Nordeste, Cidade - 11/10/1999

A programação do Dia da Criança começou neste fim de semana em Fortaleza com muita festa. No Centro Cultural Dragão do Mar (CCDM) houve o lançamento do CD Samba-le-lê. O CD, com 10 músicas de Flávio Paiva e interpretadas por Olga Ribeiro, além de divertir as tardes de domingo da criançada, vai garantir o andamento dos projetos sociais desenvolvidos pela Casa do Menino Jesus e Pastoral da Criança. A programação continua hoje, à tarde, a partir das 17 horas, no CCDM, com o show “Estes Meninos, Chorinho da Casa da Juventude, Pagode e Percussão da Vila de Messejana”. Veja a programação completa no Diário do Nordeste.

 

Dia da Criança antecipado no Dragão do Mar
Diário do Nordeste, Cidade - 11/10/1999

Brincadeiras com bolinha de sabão, palhaços e música do CD Samba Le-Lê marcaram a tarde do domingo
O 12 de outubro promete ser inesquecível para as crianças fortalezenses. Ontem, dando continuidade a programação, especialmente preparada para o público infantil, pelo Centro Cultural Dragão do Mar (CCDM). Houve o lançamento do Cd Samba Lê-Lê. Como não poderia ser diferente, fora as músicas infantis, na Ágora do Dragão do Mar, bolinhas de sabão, pipoca e muita palhaçada tornaram-se adereços de extrema importância para o público participante.

O Cd, com 10 músicas de Flávio Paiva e interpretadas por Olga Ribeiro, além de divertir as tardes de domingo da criançada, vai garantir o andamento dos projetos sociais desenvolvidos pela Casa do Menino Jesus e Pastoral da Criança.

Crianças de todas as idades marcaram presença. E mesmo aquelas, como Mahia e Nabar Uribe, 7 e 3 anos, e que no primeiro momento não queriam sair de casa, não se arrependeram pelo que viram: palhaços pernas-de-pau e bonecos animados além de participarem das inúmeras brincadeiras.

Conforme a diretora de Ação Social do CCDM, Isa Guinther, desde a última quinta-feira diversos eventos voltados para a criança tem sido realizados. Capoeira, hip hop e uma roda de poesia feita pelos pequenos poetas foram algumas das atrações.

“Teatros, escolas, bibliotecas, e outros, procuraram dar visibilidade aos projetos sociais através da arte. No entanto, buscamos dar destaque à produção artística das crianças e adolescentes enquanto ator e platéia, ao mesmo tempo”, diz Isa quase revelando a dinâmica a ser utilizada nas atividades de amanhã. Confira a programação infantil que encerrará as comemorações do Dia das Crianças.

Samba-le-lê
Tribuna do Ceará, Dia-a-dia, 11/10/1999

É um delicioso passeio por histórias e cantigas de nossa infância que embalaram a inspiração de Flávio e em muito boa hora a produção do programa Cultura Musical – a cargo do cantor/compositor Calé Alencar -, do Centro Cultural Banco do Nordeste – sob o comando da querida Fernanda Mattos -, pega uma carona nas homenagens à Criança e oferece este momento de enlevo e magia para as crianças de todas as idades através da voz de Olga Ribeiro.
São duas audições gratuitas nesta quarta-feira, às 12h e às 18h, onde o disco poderá ser adquirido. Informações> 488-4100.

Para crianças sabidas
O Povo, Vida & Arte - 10/10/1999

Olga Ribeiro é a intérprete das cantigas infantis de Flávio Paiva no show Samba-le-lê hoje no Centro Dragão do Mar

Você é daqueles que não agüenta mais o lenga-lenga das músicas infantis produzidas em série, que nada acrescentam a formação de seus pimpolhos? Sente saudades dos tempos que as cantigas tinham um tratamento inteligente? Lembra de Sítio do Pica-Pau Amarelo , Arca de Noé e Os Saltimbancos ? Bem, a criançada não está completamente perdida nas mãos de louras emburrecedoras, é só conferir hoje na Praça Verde (Ágora) do Centro Dragão do Mar – na Praia de Iracema – o show de lançamento do CD Samba-le-lê, às 17 horas.

O projeto nasceu logo que o compositor, produtor e jornalista cearense Flávio Paiva soube que Lucas – seu primeiro filho – estava à caminho. Pai inspirado, compôs 10 cantigas de vários estilos (rap, marcha-frevo, baião, iê-iê-iê, valsinha etc.), chamou a cantora Olga Ribeiro para interpretar e o músico Tarcísio Sardinha para assinar a direção musical de Samba-lê-lê .

O CD veio à luz ao mesmo tempo que o pequeno Lucas e tem hoje lançamento especial com renda da venda dos CDs (1500 cópias) revertida para a campanha de aleitamento materno da Pastoral da Criança e as vítimas de câncer da Casa do Menino Jesus, com patrocínio do North Shopping.

A festa hoje promete fazer a criançada cair na gandaia com a presença de palhaços agitando brincadeiras, jogos e uma apresentação de abertura da Banda do Colégio Júlia Jorge. Até o Capitão Rapadura, personagem do cartunista Mino, vai marcar presença distribuindo o número deste mês de sua revistinha. Olga Ribeiro sobe ao palco acompanhada da mesma banda que gravou o CD: Adelson Viana (acordeom), Cristiano Pinho (guitarra), Luizinho Duarte (bateria), Márcio Rezende (sopros), Ricardo Leite (baixo), Hoto Jr. (percussão) e Sardinha (violão). É só conferir!

Tarde se Samba-le-lê no domingo do Dragão
Diário do Nordeste, Caderno 3 - 10/10/1999

Uma verdadeira festa para a criançada acontece hoje, a partir das 17 horas, na Ágora do Centro Dragão do Mar. É o lançamento do CD Samba-le-lê, com cantigas infantis de Flávio Paiva, interpretadas por Olga Ribeiro. Brincadeiras, jogos, palhaços, pula-pula e a participação especial da Banda do Colégio Júlia Jorge, aquecem a meninada antes da apresentação. Quem vai passar por lá, distribuindo o mais recente número da sua revista em quadrinhos é o Capitão Rapadura, do cartunista Mino.

O show conta a banda de sete músicos e com as 15 crianças que participaram da gravação do CD, que estará à venda no local, com renda destinada ao projeto de aleitamento materno da Pastoral da Criança e à Casa do Menino Jesus, que cuida de crianças vítimas de câncer. As músicas do Samba-le-lê exaltam a diversidade da música brasileira, em sonoridades infantis. Tem baião, xote, rap, acalanto e até um iê-iê-iê rural. São cantigas para ouvir, brincar e sonhar.

Com direção musical de Tarcísio Sardinha, o disco reúne dez faixas que o autor produziu em homenagem ao seu primeiro filho, Lucas. A elogiada produção gráfica é de Vânia Vieria e Márcia Sandoval e a direção das crianças tem assinatura de Erwin Scrader. “Na verdade não se trata de um coro infantil. Convidamos meninos e meninas de dois a dez anos, residentes em bairros diferentes, que estudam em escolas diferentes e que se conheceram por conta da gravação do disco”, explica Flávio Paiva, satisfeito com o resultado da experiência.

O pré-lançamento do Samba-le-lê aconteceu em maio passado, no Instituto O Canarinho. A primeira tiragem de mil cópias, vendidas em lojas de produtos infantis, está esgotada. Para a campanha beneficente da semana da criança, patrocinada pelo North Shopping, com apoio do Sistema Verdes Mares, Nacional Gás Butano, CDL, Íntegra e Marines, foram editadas mais de 1.500 unidades. Por ocasião do show, a Pastoral da Criança e a Casa do Menino Jesus estarão vendendo os discos e expondo o seu trabalho na Ágora.

AGENDA:
Domingo da criança
O Povo, Dela's - 10/10/1999

Para quem sente saudades (nestes tempos de desenhos animados japoneses e Teletubbies extraterrestres) de uma época em que a inocência era a maior virtude da infância, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura está lançando hoje à tarde, o disco Samba-le-lê , que traz um repertório capaz de encantar as novas gerações de baixinhos e, até, de altinhos. O disco, concebido por Flávio Paiva, conta com a participação de Olga Ribeiro e banda, além de um coral de 15 crianças, filhos de amigos do compositor, que foram regidas pelo maestro Irwin Schrader. O show de lançamento de Samba-le-lê tem início às 17 horas deste domingo, na Ágora do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. A programação está repleta de jogos, brincadeiras e muita música, tudo com entrada franca. A banda do Colégio Júlia Jorge e os escoteiros-mirins também estarão presentes. O disco está à venda no North Shopping. E, além de resgatar aquele espírito de uma infância mais tranqüila, Samba-le-lê destinará toda a renda arrecadada para a Pastoral da Criança e Casa do Menino Jesus.

Circulando
Diário do Nordeste, Regina Marshall - 10/10/1999

Nunca foi tão cirista o deputado Mauro Filho. Difícil é entende-lo, já que na legislatura passada Ciro quase o abandonou durante a campanha...///Já com vistas as festas de fim de ano, Rosa Meireles com as filhas Larissa e Cristiane viajam esta semana para São Paulo e Nova York./// Helena Cidrão comemora seu aniversário quarta-feira reunindo um grupo, às 19 horas, em seu apartamento.///Dilly e Paulo André Barroso curtem o fim-de-semana prolongado na Lagoa do Uruaú, hóspedes de Ana Luiza Jereissati./// Tânia e Mauro Cavalcante acabam de receber na Nossa Casa (Dom Luis) os últimos lançamentos dos belíssimos cristais austríacos Swarovski///Hoje, às 17 horas, no Centro Dragão do Mar, show de lançamento do CD Samba-lê-lê, de Flávio Paiva./// Folhinhas na data: a colunista Sônia Pinheiro e a deputada Patrícia Gomes

Brinquedos
Diário do Nordeste, Caderno 3, Leda Maria, 09/10/1999

Os grandes vão poder abrir suas portas a partir de meio-dia deste domingo. É a criançada chamada para se divertir nos shoppings. Já no Centro Dragão do Mar, a partir das 17 horas, tem o show, lançando o CD Samba-le-lê.

Lançamento do Samba-le-lê
O POVO. Programe-se, 08/10/1999

Lançamento do CD Samba-le-lê e o filme iraniano O Balão Branco são outras opções para a meninada.

Lançamento do CD Sambalelê – Com Olga Ribeiro e banda. Domingo, dia 10, às 19h, no Ágora do Centro Draga do Mar de Arte e Cultura. Grátis.

SAMBA-LE-LÊ
O Povo, Layout, 03/10/1999

O disco Samba-le-lê – Cantigas Infantis de Flávio Paiva interpretadas por Olga Ribeiro foi escolhido pelo North Shopping para uma promoção filantrópica. O shopping comprou 1.500 discos e está comercializando em três estandes por R$ 5,00. A renda vai para o projeto de aleitamento materno da Pastoral da Criança e Casa do Menino Jesus.


Campanha musical beneficia crianças carentes
AlmanaqueCapitão Rapadura, out/1999

O North Shopping fez uma edição especial do CD “Samba-le-lê”, com cantigas infantis de Flávio Paiva, interpretadas pela cantora Olga Ribeiro, para a sua programação especial da semana da criança. Toda a renda da venda do disco será repassada para o projeto de aleitamento materno da Pastoral da Criança e para a Casa do Menino Jesus, que cuida de crianças vítimas de câncer.

Durante a campanha acontece o show de lançamento do “Samba-le-lê”, na tarde do domingo, dia 10, no Centro Dragão do Mar, com apoio do Sistema Verdes Mares., da Íntegra Comunicação, Gás Butano, CDL, Marines e refrigerantes Indaiá. A organização do evento promete uma série de brincadeiras, inclusive com a participação do Capitão Rapadura, antecedendo a apresentação de Olga Ribeiro e banda. Estão também convidadas a subir no palco as 15 (quinze) crianças que cantaram no disco, orientadas por Erwin Schrader. Dia 13, ao meio-dia e às 18h horas, no Centro Cultural Banco do Nordeste.

Bom para ouvir, brincar e sonhar, o “Samba-le-lê” teve seu pré-lançamento em um dia de atividades artísticas sobre música, em maio passado, no Instituto Educacional O Canarinho. A primeira tiragem de 1 mil cópias está esgotada e teve, curiosamente, como principal ponto de venda, lojas de produtos infantis.

Campanha musical beneficia crianças carentes
Diário do Nordeste, Caderno 3 - 28/09/1999














O North Shopping, com o apoio do Sistema Verdes Mares, promove a campanha da semana da criança valorizando a produção musical cearense. O CD “Samba-le-lê”, com cantigas infantis de Flávio Paiva, interpretadas pela cantora Olga Ribeiro, foi o trabalho escolhido como atração principal para o agito da criançada. A venda do disco, iniciada ontem, está sendo feita em stands especiais no próprio shopping, prolongando-se até o dia 12 de outubro. No próximo sábado, dia 2, às 15 horas, a cantora, acompanhada do coro infantil e do músico Tarcísio Sardinha, oferece a quem for ao shopping uma rápida “degustação musical”, como estímulo à venda do Samba-le-lê”.

Toda a renda da comercialização do disco, será repassada para o projeto de aleitamento materno da Pastoral da Criança e para a Casa do Menino Jesus, que cuida de crianças vítimas de câncer.

Os direitos fonográficos de nove das dez faixas do disco foram cedidos, exceto os direitos autorais da música “Noite de Lutin”, que é uma versão da obra do compositor chileno Victor Jará. Desta forma, tornou-se possível a comercialização do exemplar a R$ 5,00 (cinco reais). O North Shopping patrocinou uma edição especial de 1.500 cópias, cuja venda possibilitará um repasse de R$ 7.5000,00 (sete mil e quinhentos reais) para as duas entidades de assistência à infância.

Durante a campanha acontece o show de lançamento do “Samba-le-lê”, na tarde do domingo, dia 10, no Centro Dragão do Mar. A organização do evento promete uma série de brincadeiras antecedendo a apresentação de Olga Ribeiro e banda. Estão também convidadas a subir no palco as 15 (quinze) crianças que cantaram no disco, orientadas por Erwin Schrader.

Com direção musical e arranjos de Tarcísio Sardinha (vilão de nylon), o espetáculo conta com a participação de Adelson Viana (acordeón), Cristiano Pinho (violão de aço), Hoto Jr. (percussão), Luizinho Duarte (bateria), Márcio Resende (flauta e sax tenor) e Ricardo Leite (baixo). A cantora Olga Ribeiro fará outro lançamento do “Samba-le-lê”, dia 13, ao meio-dia e às 18h horas, no Centro Cultural Banco do Nordeste.

Bom para ouvir, brincar e sonhar, o “Samba-le-lê” teve seu pré-lançamento em um dia de atividades artísticas sobre música, em maio passado, no Instituto Educacional O Canarinho. A primeira tiragem de 1 mil cópias está esgotada e teve, curiosamente, como principal ponto de venda, lojas de produtos infantis.

Em ritmo de samba-le-lê
Singular, uma revista plural, Ano 1, n. 1, setembro/1999

Elvira Drummond, Professora de Literatura Infantil da UFC

A apresentação cuidadosa do CD, fazendo uso de brinquedos artesanais fotografados com um pano de fundo, revela de imediato a sensibilidade de Flávio Paiva ao realizar este projeto.

O universo infantil é aqui retratado com ótica de quem entende de criança, ou quem sabe, guarda dentro de si o menino levado de tempos atrás. Nada de pieguismo ou linguagem pueril! Criança é ser pensante acima de tudo!...

Sabedor disso, Flávio Paiva conduz as canções numa atmosfera descontraída incluindo a participação de vozes infantis (tratadas com merecido cuidado, pelo regente Erwin Schrader, por quem tenho grande admiração).

As melodias são singelas, de extrema simplicidade, mas nem por isso pouco interessantes, uma vez que essa simplicidade propicia uma resposta imediata das crianças, fazendo uso de uma extensão vocal relativamente pequena, o que facilita a entoação das mesmas.

O conjunto instrumental utilizado, mantém o caráter leve e pouco denso que o gênero requer. A singeleza da flauta, o caráter brejeiro do acordeom, o toque gracioso de alguns momentos percussivos, revela o cuidado no trato com a criançada.

No tocante ao texto verbal das canções, o brinquedo com as palavras se faz notar claramente em trechos como:

“Uma vez
Sem era, sem é, sem será
Uma (...) stória, sem “e” e sem “h”
Que não sei
Com cê
Com o
Com ene
Com tê
Com a
Com erre
Contar "

(Estribilho da canção “Fábula sem moral”). Também em: “Bárbara-ra-ra-ra-ra Bárbara, Bárbara (Trecho da “Cantiga de Bárbara, a borboleta”) – onde há uma fusão da terminação da palavra Bárbara com o ato de cantarolar, tão freqüente entre as crianças.

Flávio Paiva não esquece as alusões intertextuais bastante apreciadas pelos pequenos. Ao mencionar bruxas, fadas, bosques encantados, o soldadinho de chumbo, a galinha dos ovos de ouro, passando também pelo gato de botas, o universo dos contos de encantamento é ressuscitado na memória das crianças, ou ainda, induz sua busca.

O boneco Pinóquio, “filho” afamado de Carlos Collodi, um clássico da literatura infantil italiana do século XIX, aqui aparece de mãos dadas com a não menos famosa boneca Emília – personagem que monopolizou a obra do nosso Lobato. Juntos “aprontam” e ajudam a criançada a descobrir que ser criança é ser inquieta , tagarela, agitada, intrometida, engraçada e implicante às vezes. Quem sabe, nós adultos aprendemos também a lição?!...

Sobremesa
Diário do Nordeste, É... , 01/07/1999
Por Neno Cavalcante

Músicas de Flávio Paiva na interpretação de Olga Ribeiro compõem o CD Samba-le-lê , para crianças de um a cento e tantos anos. O disco pode ser encontrado nas principais lojas inhfantis da cidade.

Samba-le-lê
Jornal Revista Rapa Press – Fortaleza, nº 8, junho/1999

"O cd Samba-le-lê mostra que ainda é possível se fazer canções infantis com inteligência e sensibilidade"
KARINE RODRIGUES (Vida & Arte, 14.05.99, O POVO)

"O disco é uma delícia e foge do padrão pasteurizado das produções atuais direcionadas às crianças (...) o trabalho faz lembrar antológicos discos infantis lançados nos anos 70, como Os Saltimbancos e Arca de Noé"
ANDRÉ MARINHO (Caderno 3, 15.05.99, Diário do Nordeste)


"Com dez faixas, o disco é uma peça de valorização lúdica da reserva emocional da infância no mundo dos shoppings centers, Teletubbies e dos computadores"
CARLOS ALBERTO ALENCAR (Coluna Comunicado, 15.05.99, Diário do Nordeste)

"Belo, belíssimo o CD Samba-le-lê com cantigas infantis de Flávio Paiva por Olga Ribeiro"
LEDA MARIA (Coluna Leda Maria, 17.05.99, Diário do Nordeste)

"Belíssimo o CD Samba-le-lê, contendo músicas infantis de Flávio Paiva interpretadas por Olga Ribeiro (...) para crianças de um a cento e tantos anos"
NENO CAVALCANTE (Coluna É..., 20.05 e 01.06.99, Diário do Nordeste)

"Com arranjos e direção musical de Tarcísio Sardinha, esse carismático músico que é um dos bambas cearenses do violão, o disco tem criativas ilustrações do Dim, um mestre em engenharia de brinquedos (...) é o terceiro CD autoral de Flávio Paiva e o terceiro CD de intérprete de Olga Ribeiro"
AURORA MIRANDA (Mix, 30.05.99, Tribuna do Ceará)

ONDE ENCONTRAR
Baby Dreams (Iguatemi Expansão/2º piso) 241-1657
Babylândia (Shopping Salinas) 241-2294
G. Baby (Shopping Avenida) 264-9622
Yamor Baby (Monsenhor Tabosa, 349) 219-0698

Leitorado
Diário do Nordeste, Caderno 3, 08/06/1999

Coluna É... (Neno Cavalcante)

Há alguns dias, você recomendou um Cd de músicas infantis (“Canções de Ninar”, de Tomás Lima, se não estou enganado). Como ele não é encontrado nas “boas casas do ramo”, como adquiri-lo? (Valmir Pontes Filho).
- Vamos lá. O CD chama-se “Samba-le-lê”, reúne composições de Flávio Paiva na voz de Olga Ribeiro e pode ser encontrado nas principais lojas de produtos infantis da cidade.

Sobremesa
Diário do Nordeste, Caderno 3, 08/06/1999

Coluna É... (Neno Cavalcante)

Belíssimo o CD Samba-le-lê, contendo músicas infantis de Flávio Paiva e interpretadas por Olga Ribeiro. Pena que não recebe a divulgação de tantas porcarias que nos são empurradas goela abaixo.

Samba-le-lê Infantil
Tribuna do Ceará, 30/05/1999

Um guarda-chuva simbólico serve de abrigo para as composições do jornalista Flávio Paiva em CD recém-lançado, cuja idéia brotou a partir da notícia da chegada de seu primeiro herdeiro.

Trata-se de um auto-infantil afro-brasileiro, também conhecido como dança do lelê. Com dez faixas o disco "É uma peça de valorização lúdica da reserva emocional da infância, num mundo apressado e pragmático... O Samba-le-lê é uma prova de que, mesmo em tempos de teletubies, uma obra de qualidade ainda pode ter lugar na fantasia infantil.

Com arranjos e direção musical de Tarcísio Sardinha - este carismático músico que é um dos bambas cearenses do violão -, o disco tem criativas ilustrações de Dim, um mestre em engernharia de brinquedos. Um casal de bonecos para a dança de roda foi produzido com exclusividade pelo artista para compor a singela capa do disco, cujo designer é de Vânia Vieira e Márcia Sandoval.

Samba-le-lê é o terceiro CD autoral de Flávio Paiva e o terceiro CD da intérprete Olga Ribeiro - os dois já somam uma década de parcerias musicais. O disco conta com a participação de um coral de 15 crianças e conta com apoio cultural do Instituto Educacional Canarinho, onde teve lançamento em manhã festiva.

Quem desejar adquirir o CD, basta ligar para Flávio no 266.8224ou Olguinha no 288.2929.

Independente
O Povo, Cidades, coluna Vertical, 24/05/1999

O CD Samba-le-lê, que traz a cantora Olga Ribeiro interpretando músicas infantis compostas pelo jornalista Flávio Paiva, vem merecendo elogios da crítica. Pena que o belo trabalho esteja restrito ao Ceará.

Crianças
Diário do Nordeste, coluna Leda Maria, 17/05/1999

Belo, belíssimo o CD Samba-le-lê com cantigas infantis de Flávio Paiva por Olga Ribeiro.

Samba-lê-lê
Gazeta Mercantil Ceará, 15 e 16/05/1999

O compositor Flávio Paiva lança neste sábado o CD Samba-lê-lê com cantigas infantis interpretadas por Olga Ribeiro.

 

 

 

Cantigas infantis para sonhar, brincar e ouvir em “Samba-le-lê”
Diário do Nordeste, Caderno 3 - 15/05/1999

Por André Marinho

Inspirado pelo futuro nascimento do primeiro filho, já devidamente batizado de Lucas, o papai jornalista e compositor Flávio Paiva não resistiu: decidiu lançar um CD de dez faixas só com cantigas infantis de sua autoria, com a providencial ajuda da voz da cantora Olga Ribeiro.

O disco é uma delícia e foge do padrão pasteurizado das produções atuais direcionadas às crianças. Em resumo: o “rebento” musical de Flávio Paiva resgata as brincadeiras de criança, o gosto pela descoberta das palavras, belas letras que falam de coisas belas em arranjos de sensibilidade. O trabalho faz lembrar antológicos discos infantis lançados nos anos 70, como “Os Saltimbancos” e “Arca de Noé”.

O título do CD é “Samba-le-lê”, um auto infantil afro-brasileiro, também conhecido como dança do lelê, que está n nosso imaginário de danações sadias do corpo e da alma infantis do passado.

Os arranjos e direção são de Tarcísio Sardinha. A gravação aconteceu em março deste ano. também participam as vozes de 15 crianças. O trabalho gráfico do encarte é belíssimo e traz ilustrações do Dim, um mestre em engenharia de brinquedos que produziu com exclusividade um casal de bonecos para dança de roda para a capa e as letras no encarte, num trabalho dos designers Vânia Vieira e Márcia Sandoval.

Mais do que nunca, “Samba-le-lê” sela a parceria de Flávio Paiva e Olga Ribeiro, unidos na produção alternativa há alguns anos. Primeiro, eles fizeram juntos o LP “América”, em 1992, dentro das manifestações críticas aos 500 anos de descoberta do continente. Dois anos depois, Olga Ribeiro interpretou uma das faixas do CD Rolimã, coletânea autoral de Flávio Paiva. Em 97, veio o CD “Pão e Poesia”, com clássicos da MPB.

Agora é a vez das crianças, com “Samba-le-lê”. As músicas primam pelo cuidado nos arranjos e na sensibilidade das letras. “Amarelinha”, foi a primeira que Flávio fez ainda da inspiração paterna. Conta daquela brincadeira, de riscar o chão com giz, jogar pedra na “casa”, pular na ponta do pé. A terceira faixa “Cafuné” traz uma mensagem de pureza, frutos da lembrança dos carinhos maternos.

“Para ninar o carneirinho” é uma história engraçada que aconteceu na casa dos pais de Flávio, em Independência, interior do Ceará. A faixa “Lucas” foi feita em parceria com a esposa, também jornalista, Andréa Pinheiro. Outras músicas se seguem e a impressão que se tem é de um passeio mágico pela infância pueril, sem maldade e sem os “tchans” da vida.

BONS TEMPOS
Diário do Nordeste, coluna Comunicado, 15/05/1999

Logo mais às 9h30, no Instituto Educacional Canarinho (Rua Barão de Aracati, 1552), o batalhador e competente multimídia Flávio Paiva lança o seu último trabalho, o CD "Samba-le-lê", que reúne canções infantis para crianças e adultos, como ressalta o autor. A interpretação é de Olga Ribeiro, com arranjos e direção musical de Tarcísio Sardinha.

BONS TEMPOS II - Com dez faixas, o disco é uma peça de valorização lúdica da reserva emocional da infância no mundo dos shoppings centers, teletubies e dos computadores. Flávio Paiva e Olga Ribeiro mantêm uma saudável e produtiva parceria de muitos anos. "Samba-le-lê" é o terceiro CD autoral do compositor e o terceiro CD da intérprete".

Músicas para brincar
O POVO. Sexta-feira, 14 de maio de 1999

CHAMADA
Um disco de canções infantis, interpretadas pela cantora Olga Ribeiroe por um coral de 15 crianças. Trata-se do CD Samba-le-lê, do jornalista e compositor Flávio Paiva (na foto com Olga). O trabalho, realizado em homenagem ao nascimento do filho do compositor, será lançado amanhã, no Instituto Educacional Canarinho.


Por Karine Rodrigues (Editoria do Vida & Arte)

“Dia de chuva, a cidade em festa/ a meninada toda sai para rua a se banhar/ uns de calção, pés descalços, outros não/ na farra da floração”. (Trecho da música Festa em Independência)

 

O cd Samba-le-lê mostra que ainda é possível se fazer canções infantis com inteligência e sensibilidade. O disco, que será lançado amanhã, traz composições de Flávio Paiva, interpretadas por Olguinha e coral de crianças.

O jornalista e compositor Flávio Paiva tem 40 anos, mas é que nem menino danado: vive aprontando. A última reinação é o CD Samba-la-lê, uma cria que nasceu em função de outra, Lucas, “produção” em parceria com a também jornalista Andréa Pinheiro. E como é filho de peixe, o guri não sossega mais o facho dentro da barriga da mãe, doido pra ganhar o mundo. Por isso, o CD mal saiu da prensa e já vai ser lançado.

Amanhã, às 9h30min, Flávio, Olga Ribeiro, intérprete do disco, os músicos Tarcísio Sardinha e Erwin Schrader e 15 crianças que participam do CD vão promover um encontro da infância com a arte do Instituto Educacional Canarinho. Algo bem informal, para casar com a espontaneidade inerente à criança, com direito à conversa, oficinas de música, autógrafos e muito canto. É bem provável que, ao final, a meninada vá pra casa cantarolando as cantigas de Samba-le-lê.

Sim, porque é escutar o CD duas para as músicas entoadas pela voz doce de Olguinha grudarem no ouvido da gente. E as letras? Um presente para a gurizada, bombardeada diariamente com a “poesia” de séries das sempre louras apresentadoras dos programas infantis nacionais. Ao produzir Samba-le-lê, Flávio trilhou um caminho diverso, buscando despertar na criança a curiosidade em relação ao significado das palavras, à diversidade de ritmos musicais e outros aspectos importantes para a formação do imaginário. “Tudo que faça ta atrelado aos valores fantásticos que absorvi na minha infância”, diz.

Pois Samba-le-lê é isso: banhos de chuva, idas ao circo, cafuné de mãe, Pinóquio, barquinhos de papel, baladeira, Emília, brincar de macaca e um tanto de outras regalias de um tempo que o compositor viveu em Independência, interior do Ceará. Desde que chegou em Fortaleza, em 76, o tal menino danado não parou: há 20 anos está envolvido em produções alternativas. Meteu o bedelho na Cooperativa de Escritores e Poetas, criou publicações culturais, escreveu o livro-reportagem Retirantes na Apartação, foi co-autor do Guia de Praias do Ceará e lançou os CDs Rolimã (94) e Terra do Nunca (97), entre outras empreitadas.

No momento, ansioso com a chegada do primeiro filho, Flávio está até sossegado. Uma pausa depois dos preparativos para o disco, que assim que pensou em fazer, foi logo convidar parceiros de outros projetos como a cantora Olga Ribeiro e Tarcísio Sardinha, que assina os arranjos e a direção musical. A meninada também participa do CD, seja através do coral improvisado ou da fralda do Bruno – filho de um amigo -, que serviu como estampa de fundo do encarte. Os brinquedos de madeira do Dim, criador de engenhocas maravilhosa que não precisam de pilha e nem controle remoto para encartar, ilustram as páginas.

A música que abre o disco, “Amarelinha”, convida: Quem quer brincar de macaca/ Começa riscando o chão/ Pode ser com giz branquinho/ Pode ser com preto carvão. Daí pra frente é uma viagem só, passando, por exemplo, por “Cafuné” – boa de acompanhar assobiando -, “Pra Ninar o Carneirinho”, “Lucas” – escrita a quatro mãos, por Flávio e Andréa, “Festa em Independência” e a marcha-frevo “Sementinha”.

Samba-le-lê pode muito bem ficar em um lugar especial da prateleira , ao lado de discos infantis de qualidade: Arca de Noé, Os Saltimbancos, Casa de Brinquedos. E já que ninguém pode voltar ao tempo dos disquinhos coloridos, que só faltavam furar de tanto girar na radiola, que venham os CDs bem produzidos como o que foi feito para homenagear o Lucas.

Parceria bem-sucedida

Olga Ribeiro e Flávio Paiva estão metidos com música não é de hoje. Enquanto ele subia em palcos improvisados de Independência com um cover dos Secos & Molhados, Olguinha, antes mesmo dos 13 anos, se unia aos amigos pra soltar a voz. O tempo passou e a garota provou que o gosto pela música não era apenas um fogo de palha da adolescência. Entrou no circuito universitário e participou de vários festivais. Passou pela Banda Pré-Históricas das Moças Donzelas, fez dupla com Gigi Castro e participou do grupo Quarteton.

Foi também através da música que Olguinha conheceu o tecladista Eugênio Matos, com quem se mandou para uma longa temporada no Planalto Central, na década 80. Ele foi estudar composição e regência na Universidade de Brasília e ela acabou se e envolvendo com a coordenação de um projeto cultural da Caixa Econômica. Mesmo distante, Flávio e Olga realizaram projetos em parceria. Em 92, a cantora lançou o disco América, baseado em uma pesquisa monitorada pelo jornalista. As músicas “Mãe Preta”, “Podres Poderes” e “Soy Pueblo” entraram do trabalho, que contou com a percussão do maranhense Papete.

Em 94, a cantora retornou à cidade para participar do CD Rolimã, de Flávio Paiva e três anos depois, lançou o disco Pão e Poesia. Agora, Olguinha está de volta à Fortaleza. Desta vez, parece que é para ficar. E uma vez aqui, já está participando de mais uma empreitada. Adivinha com quem? O velho parceiro Flávio Paiva, que fez uma ótima escolha ao chamar Olga para interpretar o CD Samba-le-lê. A voz suave da cantora casa direitinho com o projeto. (KR)

AS MÚSICAS DO DISCO

Amarelinha – Esta foi a primeira cantiga que surgiu na cabeça de Flávio Paiva tão logo ele decidiu homenagear Lucas – na ocasião, a mulher completava seis meses de gravidez. Lá pelo Sudeste se diz amarelinha, mas aqui a gente chama mesmo é “brincar de macaca”. As 15 crianças que participam do disco estréiam aqui em coro afinado.

Fábula sem moral – O universo das histórias infantis estão representadas na letra. Há bruxa, fada madrinha, lobo mau , galinha dos ovos de ouro, rei, mago e gato de botas. O compositor não faz diferença entre história e estória, pois acredita que viver é uma fábula.

Cafuné – “Tem coisa mais gostosa do que cafuné?” Quando buscou a infância, o compositor recordou a mão coçando a cabeça da irmã Cynara. E também os momentos em que ele se chegava na mãe, faminto por carinho e recebia o afago, enquanto o rádio embalava o cochilo.

Pra ninar o carneirinho – Em uma das inúmeras vezes em que Flávio Paiva e Andréa Pinheiro foram para Independência, ela acordou, assustada, no meio da noite. Cismou que alguém estava chamando por ela. Mas era apenas as ovelhas. Andréa confundiu “béééé´” com “Andreééa”. O “causo” virou letra feita em parceria com Tarcísio Sardinha. A faixa contou com a “participação especial” de um filhotinho cedido pelo Clube do Berro.

Os personagens do título marcaram a infância do compositor.

Cantiga de Bárbara, a borboleta – Em 94, esta valsinha, feita pelos jornalistas Flávio Paiva e João Monteiro Vasconcelos, integrou o CD Rolimã. Foi um presente para amiga de profissão, Patrícia Alencar, doida por uma musiquinha mágica para embalar a dupla que havia acabado de nascer: Ravi e Omar. Agora, a música ganha nova versão.

Festa em Independência – A letra é um retrato fiel da infância do compositor em Independência e a melodia, feita com Tarcísio Sardinha, é contagiante.

Noite de Lutin – A música é do compositor Victor Jará, assassinado durante a ditadura chilena, comandada por Pinochet. Ao ouvi-la pela primeira vez, Flávio lembrou da babá Aldenira Soares e se identificou com a composição. Ao fazer uma versão para Samba-le-lê, ele realizou um desejo antigo.

A sementinha – Dá vontade de sair pinotando quando A sementinha começa a tocar. É uma marcha-frevo danada de boa e fala sobre os estragos causados pelo meio-ambiente.

Lucas – No casamento de Flávio e Andréa, a marcha nupcial foi substituída por uma

música original, intitulada com o nome do casal. A composição faz parte de Rolimã, primeiro CD de Flávio Paiva. Agora, a dupla se uniu para criar a faixa “Lucas”.

Pinóquio e Emília – Aqui o grupo de crianças que participa do CD foi separado: Pinóquios para um lado e Emílias para o outro. É uma música com um quê de hip hop.

Flashes
Diário do Nordeste, coluna Regina Marshall, 14/05/1999

Jornalista Flávio Paiva e a cantora Olga Ribeiro lançam amanhã, de 9:30m às 10:30min no Instituto Educacional Canarinho, o CD Samba-le-lê. O disco é uma homenagem ao primeiro filho de Flávio, que chega em julho.

De qualidade
Revista Crescer em família - Lazer

Para marcar o nascimento de seu primeiro filho, Lucas, o compositor cearense Flávio Paiva produziu o CD Samba-le-lê. Arranjos delicados e uma produção de alta qualidade acompanham as interpretações da cantora Olga Ribeiro e um grupo de 15 crianças. A primeira tiragem da obra terá sua renda revertida para projetos de assistência social em Fortaleza. Contatos pelo tel. (85) 272-8091, ou e-mail

http://crescer.globo.com/edic/ed75/templivre.htm

 
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