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De Junho/97 a Janeiro/98 Sindicato dos Jornalistas / Ceará Fortaleza-Ce, Brasil. |
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PROJETO 6ª COM ARTE Equipe de Coordenação: Flávio Paiva, Francy Mary Costa, Fred Miranda, Miguel Macêdo e Moacir Maia Produção Executiva: Joana D'arc Dutra Participação Especial: Tarcísio Sardinha |
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| Jornal O POVO – Vida & Arte, 30/01/1998 Compositor Ricardo Bezerra volta a fazer show em Fortaleza Arquiteto e paisagista, compositor Ricardo Bezerra se apresenta hoje à noite no Sindbar. Ele divulga seu lado cantor, mostrando músicas produzidas com antigas parcerias Ricardo Bezerra aos poucos sai da toca. O arquiteto e paisagista volta a fazer show na cidade, após um hiato inexplicável, para mostrar outro ângulo do seu talento, o de compositor, músico e — embora ele menoscabe — de cantor. Atualmente nesta área desde 66, quando ainda estudante, e da mesma geração que mostrou ao Brasil o que é que o Ceará musical tem, Ricardo Bezerra vai apresentar velhas e novas composições hoje, a partir das 20 horas, no Sindbar, no Projeto Sexta com Arte. “Posso dizer que o Flávio Paiva e o Nelson Augusto são os principais responsáveis por eu estar de volta aos palcos”, fala Ricardo Bezerra. O show que Ricardo preparou para esta noite, “marca a retomada de um trabalho de antigas parcerias”. Estas parcerias resistem ao tempo, e trazem o brilho inspirado de gente como Fausto Nilo, do poeta Petrúcio Maia, de Stélio Vale, Chico Pio, Alano de Freitas (...)”
Diário do Nordeste – Caderno 3, 30/01/1998 Ricardo Bezerra encerra 6ª com Arte A segunda edição do Projeto 6ª com Arte chega ao fim hoje, às 20 horas, com a apresentação do músico e compositor Ricardo Bezerra, no Sindbar (rua Joaquim Sá, 545). A entrada é franca. Ao lado dele, que retorna aos palcos após quase vinte anos afastado, os convidados Manasses, Chico Pio, Newton Fiori e Juninho. No repertório, 15 músicas, a maioria parcerias de Ricardo com artistas como Fausto Nilo, Patativa do Assaré, Chico Pio, Rodger Rogério e Ângela Linhares. Músicas que marcaram a década de 70 e que ficaram imortais, como “Cavalo Ferro”, “Gitana”, “Sina”, “Preguiça”, “Chuvas do Caju”, entre outras. O afastamento do artista dos palcos se deu por conta de sua atividade profissional — ele é arquiteto. “Posso dizer que o Flávio Paiva e o Nelson Augusto são os principais responsáveis por eu estar de volta”, garante. “Esta apresentação, na verdade, marca a retomada de um trabalho de antigas parcerias”. Ricardo conforma que as canções resistiram ao tempo, tanto poeticamente como musicalmente. “Participar do projeto é um marco na minha história musical pelo nível cultural do público que tem comparecido ao Sindbar nas noites de sexta-feira”. (...)
Jornal O POVO – Vida & Arte, 7/11/1997 Um Desconcerto no Sindibar Tarcísio Matos em Desconcerto, acompanhado por Tarcísio Sardinha, Aroldo Araújo e Denílson, além de Falcão e Rossé Sabadia, são as atrações de hoje no Sindicato dos Jornalistas. O hilariante Tarcísio Matos deve ser a atração desta noite no Projeto Sexta Com Arte no Sindbar, promovido pelo Sindicato dos Jornalistas do Ceará. Deve ser, porque Tarcísio é um mestre do bate-fofo , segundo seu amigo e assessor de imprensa do Projeto, Nelson Augusto, que entrega o jogo: o artista tem a síndrome de Tim Maia e pode deixar a platéia na mão. Mas Tarcísio Matos garante. Ele vai comparecer, sem falta, ao seu show batizado de Desconcerto . No cardápio, composições sérias (?) de sua autoria, além do prato de resistência: um bom cozido de humor, alegria e molecagem, deste que é o parceiro mais constante de Falcão (que, por sinal, pode dar o ar de sua graça). Tarcísio Matos começou a botar as manguinhas de fora aí pelos anos 80, época em que o besteirol musical ganhou sustança com a entrada em cena do cantante portento da serra do Pereiro, com quem T. Matos se acupinchou. A dupla T.Matos-Falcão virou sinônimo de fuleiragem e a breguice chegou ao topo das paradas (de ônibus), desde o Benfica até o Acaracuzinho. Mas a verve satírica da dupla vinha de antes, do Um Jornal Sem Regras do Flávio d'Independência [Flávio Paiva]. Os textículos poéticos-sacanas de T. Matos, Falcão e Flávio d'I [Flávio Paiva] fizeram um pouco de história no jornalismo nanico porém decente desta Fortaleza velha-de-guerra. Daí, eles inventaram de subir ao palco, e deu no que deu. Falcão é um ídolo incoteste (pintou até no programa massa do Ratinho), Flávio d'I [Flávio Paiva] está mesmo independente (diz-que achou uma botija) e T. Matos, de vez em quando, cede um pouco de sua sabedoria às páginas culturais do jornalismo daqui e de alhures (alhures é ótimo, não?). O primeiro show de Tarcísio Matos foi um fiasco. Ganhou algumas vaias da platéia porque esqueceu as letras das canções. Passado o susto, o cara desasnou. Vieram espetáculos inesquecíveis (porque ele decorou as letras, afinal), tais como Biritando – em duas versões, “O Retorno” e “O Transtorno”, depois Homônimos Assassinos , Estética do Besouro Rola-Bosta e o ultra-light Panelada Dançante . Prometendo muita animação e um concorrido sorteio de beijo-na-boca (a ser oferecido pelo próprio Tarcísio Matos), o show desta noite recupera pérolas de Noel Rosa, Cartola, Chico Buarque, Djavan, Diana Pequeno, um elenco da nata da MPB, mas também agumas jóias do T. Matos e seus parceiros habituais. Comparecem criações do gênio Chico Lopes, de Augusto Bonequeiro, Jair Moraes, Aroldo Araújo e do xará Tarcísio Sardinha, os dois últimos componentes da banda que acompanha T. Matos, mais a participação de Denílson, na percussão. Além de música, o dublê de Sherazade promete um evento interativo com o público presente ao Sindbar, que pode apreciar algumas histórias pra-boi-dormir da lavra do próprio T. Matos e de outros arautos da filosofia de botequim. Para comemorar a solene ocasião, o Sindbar mandou buscar um cozinheiro tarimbado lá de Caucaia, exímio na arte de preparar caldo de bila, churrasquinho de gato e outras delícias da cozinha suburbana. Para acompanhar, uma cervejinha quente servida por um garçom tão simpático quanto o Baleia, do finado Estoril. É ou não é pra ficar babando? Tarcísio Matos está com um pezinho aqui, outro em São Paulo. Lá , é responsável pelos mais novos sucessos de Tiririca e da dupla Chitãozinho e Xororó, além de estar criando roteiros para um programa a ser comandado na tevê Bandeirantes por Falcão e pela trupe do Café Com Bobagem, exímios enchedores de lingüiça das rádios paulistanas. Para você que está em dúvida, Tarcísio Matos é categórico: “Não se preocupem, fãs e amigos, que eu irei. Quero cegar na hora da morte se estiver com prosa”. É ir ver, ouvir e se deliciar. |
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