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Síntese Tambor da Madrugada Marta Aurélia Marta Aurélia |
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| Repertório | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Síntese Rastro Onde Seja Íntima Cavalo Ferro Um Qualquer
| O ano Passado que vem Harbans Tambor da Madrugada Sincronicidade Tudo vale a pena
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| Letras | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Síntese Navegando nesse amor sem fim Sempre te amar, baby Vou na tua nau, baby Viajando no esplendor marfim OM PEMA KROODA ARYA
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Tambor da madrugada Toda vez que você “tiver” perdida Quando a noite lhe assustar Batucando pra você se guiar Batucando por você sem parar
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| Alcance | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma mulher em síntese A múltipla Marta Aurélia lança seu primeiro CD, hoje, no Centro Dragão do Mar. Sítese faz jus ao nome. A cantora, jornalista e atriz pesquisou, garimpou repertório, compôs pela primeira vez. O trabalho traz participações preciosas, como da gaúcha Laura Finocchiaro. Janaina de Paula O celular toca impertinente. Bastidores do show: Em parte. É Braseiro, espetáculo de Artur Guedes, em cartaz pondo lenha na fragilidade dos valores humanos. Milagre em Juazeiro, filme de Wolney Oliveira, que corre o Brasil levando a beata, Padre Cícero e mitos da religiosidade. É ainda o lançamento de Síntese, no Centro Dragão do Mar, que chega fazendo jus ao nome. Última versão da multifacetada Marta Aurélia. Ela é personagem da família sertaneja em Braseiro; encarnou a beata Maria de Araújo, no longa de Wolney; toca o programa Por uma Cultura de Paz, na Universitária FM; lança o primeiro disco. O registro fonográfico veio congregar. “Cansei de ouvir: ‘se decida, ou você é cantora ou atriz'. Me livrei dessa angústia quando entendi que tudo vem de uma única fonte”, argumenta. Inquietante constatação. Síntese é conceitual. Era hora de traduzir alguma coisa em música. Vieram as pesquisas, consultas aos amigos, horas intermináveis garimpando repertório. “Como as coisas não se encaixavam, resolvi compor – apesar de não me considerar compositora – para me fazer entender”, ousa. “Rastro”, “Íntima”, “Harbans” e “Sincronicidade” deram o tom da tríade principal do disco: dançante, intimista, uma coisa misturada a outra. Puxou repertório. Há composições de Flávio Paiva, um colaborador de bastidores que contribuiu inclusive com a faixa – título – uma parceria com Rogério Soares e Geo Benjamim. Flávio fez a ponte com Laura Finocchiaro. A gaúcha que é bem dance temperou o disco com uma participação etérea – um mantra na música “Íntima”. Karine Alexandrino emprestou humor à música “Um Qualquer”, de Kátia Freitas. Tem Paulinho Moska falando de tempo e a dobradinha bem sucedida de Pedro Luís e Fernanda Abreu, com “Tudo Vale a Pena”. A Chama Cearense (Lúcia Menezes, Maira, Ana Fonteles, Cristina Francescutti, Lily Alcalay, Késia e Christiane Gomtos) participa por tabela. Da temporada em homenagem à música cearense, Marta Aurélia retirou “Cavalo Ferro”, de Ricardo Bezerra e Fagner. O trabalho contou com a diversidade de três arranjadores. Edmundo Jr., parceiro antigo, foi responsável por inúmeras experimentações em estúdio. Herlon Robson imprimiu uma marca mais dance, eletrônica, com a colaboração do DJ Silvio de Paula. Gerado Gondim é o mais cerebral dos três. O show no Dragão vai além. Marta Aurélia inclui alguma coisa do novo trabalho de Mona Gadelha. Canta um Lobão independente. Afinidades com o difícil mercado fonográfico. Síntese saiu no final de 1999, com o apoio da Lei Jereissati. Até agora não tem distribuição definida. “Já assumi esse papel. Outro dia fui na Empire Records oferecer o disco. ‘Escutem e se interessar me telefonem'. Meia hora depois, o cara ligou: ‘Dá pra trazer alguns discos dessa cantora?' Não tinham associado a imagem do disco a mim”, ri-se Marta Aurélia. Pois quem quiser conferir que não perca a apresentação de logo mais. O show é para aguçar na direção da boa música cearense.
Marta Aurélia lança “Síntese” no Dragão Com um toque de sofisticação da nossa característica versatilidade, a cantora e compositora Marta Aurélia apresenta hoje, no anfiteatro do Centro Cultural Dragão do Mar, mais uma face da sua atuação artística. Em um show esperado há alguns meses, Marta apresenta o repertório de “Síntese”, seu primeiro álbum, marcado pela interação entre sua proposta de vida “zen” e por seu dinamismo sobre os palcos da vida. Cearense, com antenas universais, Marta poderá ser vista em breve, nas telas de cinema, interpretando a protagonista do filme “Milagre em Juazeiro”, do cineasta, também cearense, Wolney Oliveira. Ela faz o papel da beata Maria de Araújo, responsável direta pela santificação popular do cratense Padre Cícero, apesar do total abandono de sua figura, ao longo da história. Seu desempenho foi reconhecido até no festival de Brasília do ano passado, como atriz coadjuvante. A carreira da atriz, entretanto, é apenas uma das atividades desempenhadas no dia-a-dia dessa múltipla Marta, agora sintetizada pelas graças da música. Não que ela não tenha uma importância fundamental em sua vida. Era o início dos anos 80 quando Marta Aurélia se identificou com uma das propostas do Grupo Teatral Raça, um dos mais atuantes do período da redemocratização política do país. Agora, seu talento cênico também pode ser conferido no palco do Teatro Calango do Açude, na peça “O Braseiro”, de Artur Guedes. Sem exageros, Marta Aurélia também revela uma boa intimidade com o palco em suas apresentações musicais. Vem sendo assim, pelo menos, nas prévias do show de hoje, que ela fez no final do ano passado, na Praça Mestre Boca Rica, do TJA. Uma desenvoltura condizente com quem já tem uma estrada na música. Marta começo a cantar no grupo Caípe, no final dos anos 70. Em seguida, veio uma temporada no coral da universidade Federal do Ceará, participando de álbuns de músicos como Acauã, Jô, Franze Rodrigues e Flávio Paiva. Na UFC, Marta se tornou também jornalista, sendo uma das mais representativas vozes do rádio cearense, e produzindo, atualmente, o programa “Por uma Cultura de Paz”, na Universitária FM. E paz é um tema que tem tudo a ver com o conceito de “Síntese”, um álbum holístico que nos convida a enveredar por vários momentos da evolução dessa artista envolvida consigo e com o mundo. Produzido com o apoio do também jornalista Flávio Paiva, nos últimos quatro anos, o trabalho faz um tour por ritmos contemporâneos, com a participação de grandes músicos cearenses, como o tecladista Herlon Robson, o percussionista Oto Jr., o guitarrista Gerardo Godim, o baterista Denílson Lopes e baixista Ed Junior. Há quatro composições de Marta Aurélia e quatro versões, em meio a muito funk, blues, rock, dance e até mantras, que confirmam o teor holístico dessa primeira produção dessa pesquisadora do ser, que captou muito da essência contemporânea no universo poético de suas canções. É o que podemos conferir desde o mantra-dance que abre e intitula o disco, que conta com a participação da musa dance brasileira, a gaúcha Laura Finocchiaro, e ganha versões disco e tecno, ao final. “Rastro”, de Marta, tem uma letra quântica para um samba quase funk. “Onde Seja” é um blues temperado pelo trumpete de José Cralos Barbosa, com uma letra também ontológica de Lily Alcalay. Outros méritos do disco são as versões para os cearenses Fagner e Kátia Fretitas, “Cavalo Ferro” e “Um Qualquer”. E ainda as de “O Ano Passado que Vem”, de Paulinho Moska, e “Tudo Vale à Pena”, numa versão mais lírica para o clássico dos sambas-funks, de Pedro Luís e Fernanda Abreu.
Síntese Marta Aurélia lança seu CD de estréia, “Síntese”, com show hoje no projeto Seis e Meia Luminar, no anexo do Theatro José de Alencar. Luciano Almeida Filho Síntese, o título do CD de estréia parece sintomático para Marta Aurélia, uma multi-mulher das artes e comunicações. Cantora, locutora, jornalista e atriz de teatro, vídeo e cinema, ela protagoniza a Beata Maria de Araújo no filem Milagre em Juazeiro de Wolney Oliveira. Mas é cantando que ela reúne todos os talentos numa expressão de multiplicidade. O disco revela uma cantora pop mas que quer dizer alguma coisa para as pessoas. Nada do pop tatibitati só pra galera dar uns pulinhos e esquecer no dia seguinte. Marta Aurélia busca o equilíbrio de seu lado intérprete – mais conhecido – e surpreende como autora resolvida e equilibrada. “Rastro” e “Íntima” são duas das quatro composições que levam sua assinatura no CD. As duas melhores. “Rastro” tem um suingue suave e cativante uma melodia que agrada em cheio e dá vontade de sair assoviando. “Íntima” revela a coragem de expor seus segredos, qualidade rara e preciosa entre os autores. “Harbans” é reverente demais e “Sincronicidade” poderia ser melhor se a introdução não fosse chupada de “The Sweetess Taboo” de Sade Adu. Essa duas últimas deixam explícito do lado espiritual da cantora, que apresenta e produz o programa Por uma cultura da paz, na Rádio Universitária. “Síntese” (Flávio Paiva/Rogério Soares/Geo Benjamim), a música, traz os elementos orientais com arranjo que inclui até uma introdução em drum'n'bass e ganhou dois remixes para as pistas usando a linha do baixo de Bootsy Collins no hit “Groove is in the heart” (DeeeLite). Marta Aurélia manda ver legal mesmo no clima jazzístico de “Onde seja” (Lily Alcaly) com ótimo trumpete. Pela boa mostra, ela bem poderia ter sido mais ousada e evitado o excesso de regravações. “Um qualquer”, sucesso de Kátia Freitas, por exemplo, se enquadra bem no espírito pop do disco mas o novo arranjo pouco acrescenta ao original. “Cavalo ferro” reverencia a turma do pessoal do Ceará mas também deixa a desejar. “Tudo vale a pena” já teve gravações melhores dos autores: Fernanda Abreu e Pedro Luís, com sua Parede. Mas a de Marta não compromete. Ela se dá melhor em “O ano passado que vem”, de Paulinho Moska. Marta Aurélia faz o lançamento do CD Síntese com show hoje dentro do projeto Seis e Meia Lumpar, no palco da Praça Mestre Boca Rica, anexo do TJA (entrada pela 24 de Maio). O mesmo palco já a ouviu interpretando Cazuza, Fernanda Abreu e Paulinho Moska nos tempos que o projeto se chamava BEC Seis e Meia. Desta vez, ela vai reforçar seu lado autoral mostrando músicas do CD com acompanhamento dos músicos Hérlon Robson (teclados), Gerardo Gondim (guitarra), Edmundo Junior (baixo) e Denílson Lopes (bateria), que também tocaram nas gravações do disco. Aliás, Hérlon, Gerardo e Edmundo foram os arranjadores do Síntese. |
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