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    De tanto admirar o mundo na sua biodiversidade ambiental, social e cultural, tornei-me um apaixonado pelo sentido múltiplo da vida. Na busca de vivenciar a riqueza da diversidade e suas conexões, tenho recorrido aos mais distintos meios na tentativa de jogar meu olhar no feixe da reinvenção cotidiana.  
 
 
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A Festa do Dia do Saci
Aventuras Vídeo, 31 de outubro de 2008

    Era uma vez, três!
Aventuras Vídeo, agosto de 2006
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Texto em depoimento para o artista plástico cearense Dim, contido na página www.brinquedim.com.br, na sessão "Depoimento".

Está na cara, no jeito e no efeito do que ele faz. DIM é um rompedor da cultura do confinamento e do simulacro. Movido por um potente espírito investigativo salta do real para o imaginário como só em devaneio se pode ser tão veloz e mutante. A vida cotidiana se transfigura em estado onírico nas suas pinturas, esculturas e brinquedos. Obras de inesperadas revelações que por si mesmo negam o mundo de imagens insubstanciais que ocupam o ambiente homogeneizado da contemporaneidade.
A subjetividade em DIM se expressa na forma de ardentes figuras da cultura popular, mas não se limita a elas. A noção de jogo ( como tempo e espaço de invenção da realização essencial e não como sistema de regras determinantes de perdas ou de ganhos) está presente em seu trabalho pelo viés de entranhados valores culturais enriquecidos pela percepção individual da linguagem imagética que ferve no inconsciente criador. Peripécias expansivas que se mostram inquietas querendo alterar a face das visões e demarcações na arte de cultivar, ornamentar, lutar e saborear a vida.
Uma arte feita de jarDIM, espaDIM, quinDIM e, como espirituosamente ele mesmo denomina, brinqueDIM.

Flávio Paiva

Folheto Projeto Petrobras de Música 5 anos - 2001

Teti: Com sua voz terna e suave, Teti foi conquistando seu espaço e se tornou um dos maiore s valores da nossa música, integrando vários movimentos representativos da cultura cearense, em especial a memória musical. 
Como bem define o jornalista Flávio Paiva, “mais que uma âncora feminina da música no Ceará, Teti reluz como um pin exposto no alto do nosso coração”.

Texto em convite de show da cantora Kátia Freitas, Theatro José de Alencar, 03 e 04/10/1996, Fortaleza - Ceará.

Kátia Freitas desenvolve um trabalho urbano, pop e moderno, à luz de sua estrela azul-noturno. Nada de verdades, nada de mentiras, só música urbana. Um pop conceitual em modernidade absoluta (dentro da concepção de Antônio Cícero, que vê o moderno como uma relação filosófica com o mundo e não um período determinado da história). Ela prefere dizer que canta uma história da sua relação caótica com a vida e com a arte. A história de um qualquer. Sua música traz respostas nas próprias dúvidas e isso a torna forte, pura e envolvente.

Flávio Paiva - jornalista

 

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No mundos dos quadrinhos
O Povo, Dia a Dia, 21/03/1999

Por Flávio Paiva

A gente vai fazendo tantas coisas pelo mundo que, muitas vezes, esquece de parar e curtir momentos que merecem atenção especial. Um dos que teimam em vir à minha lembrança, foi o dia em que ganhei na Loto.

Era o ano de 1985. O Valber Benevides e eu queríamos fazer uma revista em quadrinhos. Pensamos logo no mercado nacional. Foi um mês de trabalho ininterrupto. Acordávamos, dormíamos, sonhávamos com os personagens. Para finalizar o trabalho com a qualidade pretendida, chegamos a tomar dinheiro emprestado e a pendurar conta em gráfica e fotocopiadoras. O certo é que, depois de muitos malabarismos, fui até São Paulo certo de que iria, de cara, estabelecer uma negociação com a Editora Abril.

Ao chegar no prédio da Bela Cintra, ninguém mais, ninguém menos do que o Waldir Igaiara, o homem escolhido pessoalmente por Walt Disney para ser o primeiro desenhista do Zé Carioca , estava ali, em seu gabinete, para me receber. Conversa inesquecível. Resultado: o nosso trabalho foi avaliado, personagem por personagem, e ainda hoje guardo os comentários escritos e assinados por Igaiara. Se por um lado fiquei metido a mudo com o argumento de que autores e personagens desconhecidos necessitariam de um investimento muito alto para atingir o limite de venda mínima de 100 mil exemplares por semana, exigidos pela empresa, por outro lado voltei relendo os elogios que ele fez à nossa criação.

Em Fortaleza, comemoramos a receptividade e dividimos preocupações de como pagar as dívidas. Parecia não haver saída. Ligamos a tevê e soubemos que o prêmio da Loto estava acumulado. Olhamos um para o outro e resolvemos apostar os últimos centavos que ainda resistiam em nossos bolsos. Pegamos o cartão e, com a habilidade que marca a genialidade do seu traço, Valber desenhou no bilhete o rosto do nosso personagem principal. Marcamos cada número cortado pelo risco do lápis. Não deu outra. Ganhamos e pagamos todas as nossas dívidas... E isso não é uma ficção!

    Pochete Jr. Pium  
     
     
  Diversos (clique nas imagens para ampliar)

 

Tirinha por Carlus e Flávio Paiva
(Jornal O POVO, 10/05/2002)
 
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