Flavio Paiva

Deu vontade de colocar a pedra-de-peixe no aquário. Curiosidade ornamental. Fotografei. Da imagem do fóssil caririense foram surgindo representações zodiacais e divinais pelos vestígios arquetípicos do meu infinito interior, como um sýmbolon religando sensibilidades ubíquas e atemporais: um mesmo peixe dividido em duas bandas passíveis de se complementarem exatamente. Assim, de um lado vivendo e de outro gerindo a vida, vou me reconhecendo entre o que penso e o que faço, entre o que sou e o que compartilho nesse incitante processo não-linear e sem finalização que é a vida. Eis a minha senha. Pode entrar.

 
 
 

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No mundos dos quadrinhos 
O Povo, Dia a Dia, 21/03/1999

Por Flávio Paiva

A gente vai fazendo tantas coisas pelo mundo que, muitas vezes, esquece de parar e curtir momentos que merecem atenção especial. Um dos que teimam em vir à minha lembrança, foi o dia em que ganhei na Loto.

Era o ano de 1985. O Valber Benevides e eu queríamos fazer uma revista em quadrinhos. Pensamos logo no mercado nacional. Foi um mês de trabalho ininterrupto. Acordávamos, dormíamos, sonhávamos com os personagens. Para finalizar o trabalho com a qualidade pretendida, chegamos a tomar dinheiro emprestado e a pendurar conta em gráfica e fotocopiadoras. O certo é que, depois de muitos malabarismos, fui até São Paulo certo de que iria, de cara, estabelecer uma negociação com a Editora Abril.

Ao chegar no prédio da Bela Cintra, ninguém mais, ninguém menos do que o Waldir Igaiara, o homem escolhido pessoalmente por Walt Disney para ser o primeiro desenhista do Zé Carioca , estava ali, em seu gabinete, para me receber. Conversa inesquecível. Resultado: o nosso trabalho foi avaliado, personagem por personagem, e ainda hoje guardo os comentários escritos e assinados por Igaiara. Se por um lado fiquei metido a mudo com o argumento de que autores e personagens desconhecidos necessitariam de um investimento muito alto para atingir o limite de venda mínima de 100 mil exemplares por semana, exigidos pela empresa, por outro lado voltei relendo os elogios que ele fez à nossa criação.

Em Fortaleza, comemoramos a receptividade e dividimos preocupações de como pagar as dívidas. Parecia não haver saída. Ligamos a tevê e soubemos que o prêmio da Loto estava acumulado. Olhamos um para o outro e resolvemos apostar os últimos centavos que ainda resistiam em nossos bolsos. Pegamos o cartão e, com a habilidade que marca a genialidade do seu traço, Valber desenhou no bilhete o rosto do nosso personagem principal. Marcamos cada número cortado pelo risco do lápis. Não deu outra. Ganhamos e pagamos todas as nossas dívidas... E isso não é uma ficção! 


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